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Em crise, DF anuncia parcelamento de salários de servidor acima de R$ 7,5 mil

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Pagamento será feito em duas parcelas diante da grave crise financeira; também foi anunciado contingenciamento de R$ 544 milhões no orçamento local deste ano

Da Redação

 

Servidores do Distrito Federal que ganham mais de R$ 7,5 mil líquido terão os salários parcelados a partir de setembro. O governo distrital anunciou aos funcionários públicos que o pagamento será feito em duas parcelas diante da grave crise financeira enfrentada pela administração pública. Também foi anunciado contingenciamento de R$ 544 milhões no Orçamento local deste ano. 

Segundo o governo distrital, 80% dos salários acima de R$ 7,5 mil líquidos serão pagos no quinto dia útil do próximo mês. A parcela restante de 20% será depositada até o 15º dia útil. A medida deve afetar 22% dos servidores públicos. Todos os demais – 78% da força de trabalho – não serão afetados porque recebem menos de R$ 7,5 mil líquido.

Com a medida, o DF se soma a outras Unidades da Federação em grave situação financeira e que têm parcelado ou até atrasado pagamento de salários, como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul.

O DF também anunciou que contingenciou R$ 544 milhões no Orçamento de 2017. Segundo o governo, “haverá análise caso a caso para a liberação desta verba reservada”. Não serão cortados recursos destinados às áreas de educação e os programas ‘DF Sem Miséria’ e ‘Passe Livre’, além do Orçamento destinado às ações para criança e adolescente.

Ao mesmo tempo, o governo local pedirá o ressarcimento de “retenção indevida da previdência do Fundo Constitucional, o que representa cerca de R$ 380 milhões; e do pagamento da contribuição previdenciária devida, CONPREV, de cerca de R$ 800 milhões”.

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

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TST: 60% dos empregados da Caixa devem permanecer em atividade

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Decisão liminar do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Mauricio Godinho Delgado determinou a manutenção do percentual mínimo de 60% dos empregados da Caixa Econômica Federal em serviço, durante greve decretada no dia 10 de setembro.

A medida ocorre após a Caixa Econômica Federal ajuizar dissídio coletivo de greve contra a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), na quinta-feira (24).

No pedido da Caixa ao TST foi solicitada a manutenção de 80% do pessoal em atividade, alegando impacto direto aos serviços essenciais, a exemplo da compensação bancária e do pagamento de benefícios sociais. A empresa também justificou a falta de consenso nas negociações quanto ao novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa.

De acordo com o TST, o percentual de 60% é suficiente para a preservação do atendimento às necessidades inadiáveis da comunidade, sem inviabilizar o exercício constitucional do direito de greve da categoria.

Negociações

Por meio de nota, a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Luiza Hansen, informou que os trabalhadores já haviam solicitado ao banco a continuidade das negociações, por meio de ofício enviado na terça-feira (22). 

“Acreditamos que a negociação sempre é a melhor forma de se chegar à solução. O ajuizamento nunca é o melhor caminho e pode trazer grandes prejuízos, especialmente na fase de julgamento. Esperamos que ainda haja possibilidade de avançar na conciliação.”

Na decisão liminar, o ministro também garantiu a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho, com vigência entre setembro de 2024 e agosto de 2026, até a decisão definitiva do caso.

Delgado também negou a proibição de atividades que dificultem o livre acesso às agências, ao destacar que não há indícios de excesso por parte do movimento grevista

O julgamento do dissídio coletivo pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho está agendado para às 14h30 da próxima terça-feira (29).

O processo corre sem segredo de justiça, com exceção de documentos para os quais a Caixa solicitou a medida.



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