Economia
Curso forma guias turísticos nas favelas da Rocinha e Vidigal
Economia
Moradores das favelas da Rocinha e do Vidigal que trabalham com turismo participam, a partir desta quarta-feira (6), de curso de formação intensivo para guia turístico, com a duração de seis meses.

A iniciativa é do projeto Na Favela Turismo, em parceria com a Escola Técnica de Turismo (CIETH). Ao todo, de mais de 200 candidatos, foram selecionados 32 participantes.
De acordo com a organização, a formação surge como uma resposta concreta à necessidade de profissionalização de quem já vive o turismo na prática. Entre os alunos estão mototaxistas, condutores informais e jovens em busca da primeira oportunidade no setor.
Teoria e prática
O curso combina teoria e prática, incluindo visitas técnicas presenciais obrigatórias e viagens avaliativas que medem o desempenho dos alunos em situações reais. O conteúdo abrange desde técnicas de guiamento e elaboração de roteiros até atendimento ao público, segurança, sustentabilidade e noções de empreendedorismo.
Após a conclusão do curso, os participantes estarão aptos a atuar não apenas em roteiros dentro das comunidades, mas também em outras regiões do Rio de Janeiro, podendo captar clientes, estruturar experiências e até criar seus próprios negócios no setor.
Profissionalização
Para o morador da Rocinha Rômulo Santos, o curso “é a chance de profissionalizar meu trabalho no turismo”.
Segundo a coordenadora Loureny Lima, o projeto foi pensado sob medida para a realidade local. A formação foi adaptada à realidade das comunidades, com foco prático e avaliativo, preparando os alunos para os desafios reais do mercado.
Para o CEO do Na Favela Turismo, Renan Monteiro, o curso simboliza um movimento maior de transformação social.
Economia
PIB do Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre, mostra IBGE
A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com o primeiro trimestre. 

Em relação ao segundo trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços produzidos no país, apresenta alta de 2%.
No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 1,9%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o instituto, o PIB chegou a R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.
No primeiro semestre, a economia expandiu 1,9% na comparação com a primeira metade de 2025.
O boletim Focus, sondagem do Banco Central (BC) com instituições do mercado financeiro, divulgado nesta segunda-feira (31), projeta que 2026 deve terminar com crescimento do PIB de 1,92%.
Componentes
O PIB pode ser calculado pela ótica da produção (análise do desempenho das atividades econômicas) ou do consumo (gastos e investimentos).
Pela ótica da produção, a agropecuária foi destaque, com variação positiva de 2,8% na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Em 12 meses, a alta chega a 6,2%.
A indústria variou positivamente 0,1% do primeiro para o segundo trimestre e 1,4% em 12 meses.
Dentro da indústria, o principal motor foi a indústria extrativa, que saltou 3,4% entre os trimestres seguidos.
O setor de serviços, que mais emprega na economia, cresceu 0,2% entre os trimestres seguidos e 1,7% no acumulado de 12 meses.
Detalhando os dados do setor, os segmentos de serviços que mais cresceram foram informação e comunicação (2,1%), transporte, armazenagem e correio (1,1%) e atividades imobiliárias (0,2%). O comércio ficou estável, ou seja, variação nula (0%).
Houve variação negativa no segmento administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%) e em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%).
A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que representa os investimentos, cresceu 1,2% no trimestre.
Pela ótica da demanda, o consumo do governo subiu 0,4%, enquanto o das famílias recuou (-0,4%).
No setor externo, as exportações caíram (-0,8%), e as importações subiram 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2026.
O que é o PIB
O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.
O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria.
Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, o PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.
Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.
O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.
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