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CMN amplia incentivo nacional em linha de crédito do FAT para inovação

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Um mês após elevar o percentual de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para financiamentos a projetos de inovação, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o incentivo à produção nacional nas linhas de crédito indexadas pela Taxa Referencial (TR).

Em reunião nessa quinta-feira (23), o CMN fez ajustes nos critérios de escolha para os financiamentos à inovação e à digitalização com os recursos do FAT remunerados pela TR, atualmente entre 0,16% e 0,17% ao mês, equivalente a pouco mais de 2% ao ano. O fundo repassa esses recursos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que opera os financiamentos.

A mudança permite dar prioridade à compra de equipamentos de informática e automação desenvolvidos com tecnologia nacional. Ao mesmo tempo, não impede que também sejam utilizados recursos para financiar bens produzidos no país que sigam o chamado Processo Produtivo Básico (PPB), que estabelece regras mínimas de fabricação local.

Em nota, o Ministério da Fazenda explicou que a nova regra amplia o incentivo à produção nacional sem excluir outras opções já existentes. O governo ressalta que a medida não terá impacto fiscal, uma vez que os recursos vêm do FAT constitucional, já previstos em lei, sem envolver despesas primárias da União.

Urgência

Segundo o ministério, por causa da urgência do tema, a resolução do CMN passa a valer imediatamente após sua publicação. A intenção, explicou a pasta, é evitar impactos negativos no curto prazo, especialmente para empresas que dependem desse tipo de financiamento com recursos do FAT.

Criado pela Constituição de 1988, o FAT tem três finalidades: servir de fonte de recursos para o BNDES, financiar o abono salarial e o seguro-desemprego e oferecer cursos de qualificação profissional.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também tem a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento, Bruno Moretti.



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Dólar cai ao menor nível em quase dois meses, com alívio externo

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O dólar encerrou esta quinta-feira (30) no menor valor em quase dois meses, impulsionado pelo enfraquecimento da moeda estadunidense no mercado internacional e pela entrada de capital estrangeiro.

A bolsa subiu cerca de 2%, e o petróleo recuou, à medida que investidores reduziram parte do prêmio de risco provocado pelas tensões no Oriente Médio.

A melhora do ambiente externo ocorreu após dados de inflação dos Estados Unidos reforçarem a percepção de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) pode adotar uma postura menos rígida em relação aos juros nos próximos meses, favorecendo ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes.

Principais números:

•    Dólar à vista: R$ 5,061 (-0,93%);
•    Ibovespa: 177.158 pontos (+1,88%);
•    Petróleo Brent: US$ 86,88 (-1,37%)
•    Petróleo WTI: US$ 83,59 (-1,03%)

Câmbio recua

O dólar comercial encerrou esta quinta vendido a R$ 5,061, com recuo de R$ 0,04 (-0,93%). A cotação renovou o menor valor em quase dois meses.

O principal fator para o movimento veio dos Estados Unidos. Dados mostraram que o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo Fed, avançou apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, de 0,2%.

O resultado reforçou a leitura de que a autoridade monetária estadunidense pode não precisar elevar os juros no curto prazo.

Quando cresce a expectativa de juros estáveis nos Estados Unidos, o dólar tende a perder força no mercado internacional, investidores buscam ativos considerados mais rentáveis. Nesse contexto, moedas de países emergentes, como o real, costumam se valorizar.

Outro fator que ajudou o câmbio brasileiro foi a percepção de maior entrada de investidores estrangeiros no mercado doméstico.

Os relatos de operadores indicaram aumento da demanda por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas, movimento que também amplia a oferta de dólares no mercado e favorece a valorização do real.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, recuou 0,93%, pressionado principalmente pela valorização do iene japonês.

Ibovespa dispara

O ambiente externo mais favorável também impulsionou a Bolsa brasileira.

O Ibovespa subiu 1,88%, encerrando o pregão aos 177.158 pontos, recuperando integralmente as perdas registradas após a decisão de política monetária do Federal Reserve na véspera.

O movimento foi acompanhado por ganhos nas bolsas internacionais:

•    Dow Jones (empresas industriais dos Estados Unidos): +1,19%;
•    S&P 500 (500 maiores empresas estadunidenses): +1,67%;
•    Nasdaq (empresas de tecnologia): +2,78%.

No Brasil, o cenário também foi beneficiado pela expectativa de redução da taxa Selic nos próximos meses, diante de indicadores recentes de inflação mais comportados.

As ações de maior peso no índice lideraram os ganhos, com destaque para bancos, petroleiras e mineradoras.

Petróleo cai

Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda após devolverem parte da forte alta registrada na sessão anterior.

O barril do Tipo Brent, referência para o mercado internacional, caiu 1,37%, encerrando o dia cotado a US$ 86,88 a unidade. O WTI, do Texas, recuou 1,03%, para US$ 83,59.

Durante a madrugada, as cotações chegaram a subir em reação aos novos ataques entre Estados Unidos e Irã. No entanto, o mercado reduziu parte do prêmio de risco ao acompanhar negociações envolvendo o Estreito de Ormuz e avaliar que ainda não houve interrupção permanente do abastecimento mundial.

Além do cenário geopolítico, investidores também passaram a monitorar a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para este domingo, quando o grupo poderá discutir novos níveis de produção.

*Com informações da Reuters



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