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China decide reabrir mercado para carne brasileira

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A China decidiu reabrir o mercado de carnes para o Brasil. Depois de longo debate durante a madrugada, autoridades chinesas e brasileiras chegaram a um acordo e a China suspendeu o bloqueio da carne.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, deve anunciar os detalhes neste sábado (25). As exportações devem ser normalizadas no início da próxima semana. Apenas um frigorífico brasileiro, investigado pela operação Carne Fraca, deve continuar vetado pelos chineses.

 

Desde o início da operação Carne Fraca, a China tinha decidido reter todos os carregamentos de carne brasileira nos portos do país, proibindo o desembaraço alfandegário. Com isso, a carne brasileira estava proibida de chegar ao mercado consumidor da China.

 

A decisão da China de reverter o bloqueio foi comemorada por integrantes do Ministério da Agricultura e do Itamaraty, que participaram dessas negociações. O mercado chinês é considerado o principal para exportação de carne brasileira.

Depois de uma semana de muitos reveses, o Brasil consegue o primeiro bom resultado nas conversas diplomáticas sobre a venda de carne.

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Economistas lançam iniciativa por economia focada na vida real

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Mais de 100 economistas e 60 organizações da sociedade civil lançaram nesta semana a Vida em Conta, uma iniciativa para aproximar o debate econômico das condições concretas de vida da população brasileira. A ação é articulada pela Plataforma Cipó e pela organização Transforma.

A iniciativa destaca que o Brasil alcançou avanços importantes nos últimos anos e retomou, desde 2023, políticas públicas, investimentos e instrumentos de planejamento, com resultados relevantes no combate à fome e à pobreza, na geração de trabalho e renda, na redução do desemprego e da inflação, na proteção ambiental e na recuperação da capacidade de atuação do Estado. 

No entanto, alerta que a continuidade dessas conquistas não está assegurada. “Há o risco de retorno a uma agenda que combine restrições permanentes ao investimento público, enfraquecimento dos serviços e das instituições públicas e desonerações tributárias sem contrapartidas claras para o desenvolvimento, comprometendo a proteção social e ambiental, prejudicando o crescimento econômico”, dizem as entidades participantes. 

Elas ressaltam ainda que, apesar do crescimento da economia e da melhora dos indicadores sociais no país, parte significativa dos brasileiros ainda enfrenta dificuldades para perceber esses resultados em seu dia a dia. 

“O crescimento econômico é fundamental, mas também importa como seus benefícios são distribuídos. Uma economia bem-sucedida é aquela que reduz desigualdades e transforma as capacidades e riquezas do país em avanços tecnológicos, empregos de qualidade e melhores condições de vida para a população”, afirma a diretora-executiva da Plataforma Cipó, Maiara Folly.

Entre as diretrizes defendidas pela iniciativa estão a redução das desigualdades, colocando o enfrentamento das disparidades de renda, riqueza, gênero, raça e território no centro do planejamento; a redução do custo de vida; a ampliação do tempo e das condições para uma vida digna; o fortalecimento da soberania tecnológica; e a aceleração da diversificação produtiva para gerar empregos de qualidade.

“O Brasil precisa ter a ambição de definir uma agenda de transformação social diante do novo cenário global. Não podemos ficar presos apenas às discussões fiscais de curto prazo frente às mudanças climáticas, tecnológicas e nos processos de trabalho. Precisamos avançar em uma agenda que nos livre dos retrocessos e garanta oportunidades econômicas e direitos sociais”, destaca o diretor-executivo do Transforma, Marco Antonio Rocha.



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