"Alívio"

Cesta básica tem leve retração no preço em Cuiabá na terceira semana de agosto

Já entre os produtos com maiores variações no preço, a banana apresentou, nesta semana, um aumento de 4,5% em comparação à semana passada, sendo sua segunda alta consecutiva no mês, o que pode estar associado à baixa oferta do produto nos mercados, ocasionando o aumento do valor do item.

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Foto: Assessoria/Fecomercio-MT

Com leve recuo de R$ 0,47, o valor da cesta básica cobrado na capital do estado passou a custar R$ 709,81 na terceira semana de agosto. O resultado divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) está superior ao divulgado no início do mês, quando o mantimento considerado essencial para a subsistência de uma família de até quatro pessoas era encontrado nos mercados da capital por R$ R$ 704,96.

Oito dos 13 itens apresentaram retração no preço, em especial o tomate, que apesar de registrar instabilidade no mês, recuou -4,14% no comparativo com a semana passada. O leite também teve queda de -2,60% na semana, o que vem sendo observado desde o início do mês de agosto, situação totalmente diferente do verificado da segunda semana de março até a última semana de julho, onde o item chegou a acumular alta de 55%, passando de R$ 5,02 o preço médio do litro para R$ 9,06 o litro.

Segundo o diretor de Pesquisas e superintendente da Fecomércio-MT, Igor Cunha, a retração no preço do produto lácteo pode estar relacionada à diminuição do consumo. “A alta no preço pode ter causado aumento no estoque do item nos supermercados. A melhora das condições climáticas também pode ser considerada favorável para a diminuição do custo, além da pressão que o leite tem na cultura de consumo da população”, explicou.

Já entre os produtos com maiores variações no preço, a banana apresentou, nesta semana, um aumento de 4,5% em comparação à semana passada, sendo sua segunda alta consecutiva no mês, o que pode estar associado à baixa oferta do produto nos mercados, ocasionando o aumento do valor do item.

Outro item foi a batata, que registrou alta de 3,13% no comparativo semanal, podendo estrar relacionado à instabilidade climática, que reduz a colheita do produto, aumentando seu preço até o consumidor final.

Igor Cunha afirma, ainda, que a fraca variação do preço da cesta básica pode significar tendência de estabilidade. “As variações em seu preço seguem neste ritmo deste a segunda semana maio, quando a média semanal estava ao patamar de R$ 699,96, variando em apenas 1,41% se comparado a semana atual”, disse o representante da Fecomércio-MT.

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Acordo Mercosul-UE eleva exportações brasileiras em 21%

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O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia apresenta resultados positivos para as exportações brasileiras. De maio a setembro, nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do tratado, as vendas de produtos beneficiados pela redução ou eliminação de tarifas de importação ao mercado europeu cresceram 21%, em comparação com o mesmo período de 2025.

Entre os produtos que registraram os maiores avanços estão abacates frescos, mel e óleo de milho, cujas exportações subiram 421%, 367% e 266%, respectivamente.

Os dados foram divulgados na quinta-feira (29) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 

A entrada em vigor das preferências tarifárias em 1º de maio deste ano ampliou a competitividade de produtos brasileiros no mercado europeu e abriu novas possibilidades para empresas nacionais.

Destaques

Além dos produtos agropecuários, diferentes segmentos da indústria brasileira também apresentaram crescimento nas vendas à União Europeia.

Confira os principais avanços registrados de maio a setembro de 2026, em relação aos mesmos meses de 2025:

  •     Abacates frescos: 421%;
  •     Mel: 367%;
  •     Óleo de milho: 266%;
  •     Ferrossilício-manganês: 173%;
  •     Alumínio em bruto: 107%;
  •     Óleos combustíveis: 102%;
  •     Etanol: 95,2%;
  •     Óleo essencial de laranja: 75,8%;
  •     Maçãs frescas: 29%.

Outro destaque foi o setor de equipamentos elétricos. As exportações brasileiras de transformadores elétricos, que não haviam registrado vendas no período equivalente de 2025, alcançaram US$ 39 milhões de maio a setembro deste ano.

Orientação

Para facilitar o aproveitamento das condições negociadas, o MDIC oferece materiais técnicos e orientações no Portal Siscomex.

O conteúdo reúne informações sobre as exigências necessárias para que os produtos brasileiros tenham acesso às preferências tarifárias previstas no tratado.

Entre os materiais disponíveis estão:

  •     Manual de regras de origem: explica os critérios que os produtos devem cumprir para receber os benefícios tarifários;
  •     Manual de desgravação tarifária: apresenta os cronogramas de redução e eliminação de tarifas;
  •     Manual de indicações geográficas: reúne informações sobre a proteção de produtos vinculados a determinadas regiões;
  •     Tabelas de preferências tarifárias: permitem consultar as condições negociadas para o comércio entre os dois blocos.

Negociação

As negociações entre Mercosul e União Europeia começaram em 1999 e se estenderam por mais de duas décadas. Os instrumentos do acordo foram assinados em janeiro deste ano, e a aplicação provisória das disposições comerciais teve início em 1º de maio.

O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação, além de estabelecer regras para facilitar e ampliar as relações comerciais entre os países participantes.

O acordo conecta mercados que reúnem aproximadamente 720 milhões de pessoas e têm Produto Interno Bruto (PIB) combinado superior a US$ 22 trilhões.

A União Europeia figura entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Com a ampliação do acesso ao mercado europeu, a expectativa é diversificar os destinos das exportações brasileiras, fortalecer a competitividade das empresas nacionais e ampliar a participação do país no comércio internacional.



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