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CÂMARA REJEITA REPRESENTAÇÃO

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A Câmara Municipal de Várzea Grande rejeitou, na manhã desta segunda-feira (31/03), por ampla maioria de votos, a representação apresentada contra o presidente Wanderley Cerqueira. A acusação teve origem em manifestação feita durante sessão plenária, na qual o parlamentar se referiu ao vereador Bruno Rios como leiteiro da prefeita.
No linguajar popular cuiabano, a expressão “leiteiro” é comumente utilizada com o sentido de “bajulador”, não configurando, por si só, ofensa pessoal. Ainda assim, a representação foi protocolada por partido (PL) da prefeita, que interpretou a expressão como ofensiva de forma indireta à chefe do Poder Executivo.
O pedido, que chegou a requerer a cassação do presidente da Câmara, acabou por submeter o caso diretamente ao crivo do plenário, em razão do rito previsto no Decreto-Lei nº 201/1967, afastando a análise prévia pela Comissão de Ética.
Ao final, o plenário rejeitou a denúncia por 17 votos a 1, determinando o imediato arquivamento da representação. O presidente não partiicpou da sessão e nem da votação. O próprio vereador Bruno Rios (PL) presidiu a sessão mantendo coerência com sua manifestação pública anterior, na qual afirmou não ter se sentido ofendido, destacando que a expressão foi proferida no contexto acalorado do debate político.
A manobra que tentava causar desgaste político ao vereador chefe do Legislativo, por sua vez, resultou no efeito inverso, evidenciando o fortalecimento de sua base de apoio, que se manteve coesa e majoritária durante a votação.



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Dólar cai para R$ 5,08, e bolsa recua pela quarta vez consecutiva

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O dólar voltou a cair e fechou abaixo de R$ 5,09, com o real favorecido pelos juros altos e pela valorização do petróleo. A bolsa de valores registrou a quarta queda seguida, pressionada por perdas de mineradoras.

No início do dia, o mercado reagiu a sinais de uma possível redução das tensões no Oriente Médio, mas novas declarações do presidente americano, Donald Trump, mantiveram a cautela dos investidores.

Principais números:

  • Dólar à vista: -0,42%, a R$ 5,089;
  • Ibovespa: -0,20%, aos 173.371,35 pontos;
  • Petróleo Brent: +1,27%, a US$ 89,22 o barril;
  • Petróleo WTI: +0,85%, a US$ 82,48 o barril.

Câmbio

O dólar comercial caiu 0,42%, encerrando o pregão cotado a R$ 5,089. No acumulado de julho, a moeda cai 1,42% em relação ao real. Em 2026, a desvalorização chega a 7,28%.

O movimento acompanhou a desvalorização da moeda estadunidense em relação a divisas de países emergentes, mesmo com o dólar subindo perante moedas de economias avançadas.

A moeda chegou a operar acima de R$ 5,11 na abertura, mas passou a recuar após a confirmação de que mediadores internacionais apresentaram propostas para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã, diminuindo a procura global por ativos considerados mais seguros.

No cenário doméstico, a elevada diferença de juros entre o Brasil e os Estados Unidos continuou sustentando operações de carry trade, estratégia em que investidores captam recursos em países de juros baixos para aplicar em mercados com taxas mais elevadas.

Outro fator de apoio ao real foi a valorização do petróleo, que melhora a perspectiva para a entrada de dólares no país por meio das exportações. A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, com as exportações crescendo 6,7% no acumulado do mês, impulsionadas pela indústria extrativa.

Bolsa

O Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, acumulando a quarta sessão consecutiva de perdas.

O índice chegou a superar os 174 mil pontos pela manhã, impulsionado pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. No entanto, perdeu força ao longo da tarde após Trump endurecer o discurso contra Teerã, aumentando novamente a cautela nos mercados.

A alta das ações da Petrobras, favorecida pelo avanço do petróleo, não foi suficiente para compensar a queda de ações de mineradoras.

Petróleo

Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta após oscilações ao longo do dia, refletindo as dúvidas sobre a evolução do conflito no Oriente Médio.

O Brent, referência para a Petrobras, avançou 1,27%, para US$ 89,22 o barril, depois de superar brevemente os US$ 91 durante a sessão. O barril WTI, do Texas, subiu 0,85%, encerrando o dia a US$ 82,48 por barril.

Os preços perderam parte dos ganhos após o governo iraniano confirmar que recebeu propostas de mediadores para reduzir as tensões com Washington. No entanto, a commodity voltou a subir depois que Donald Trump prometeu responder com mais intensidade a novos ataques contra militares americanos.

Também permaneceram no radar do mercado as restrições ao tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz e as novas ameaças dos houthis de bloquear rotas no Mar Vermelho, fatores que continuam alimentando preocupações com a oferta global de petróleo.

*Com informações da Reuters



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