Cidades
Sessão solene homenageia profissionais ligados ao cuidado paliativo de pacientes
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Fabiana Prado | Assessoria da vereadora Katiuscia Manteli
Cuidar, acolher e escutar, muitas vezes, é permanecer quando todos já foram embora, é sustentar o silêncio e garantir dignidade até o último instante. Com essa missão, a Câmara Municipal de Cuiabá realizou, nesta quarta-feira (1°), uma sessão solene de Moção de Aplausos em homenagem ao Dia do Profissional Paliativista, reunindo histórias, experiências e reconhecimento a quem transforma o cuidado em propósito.
Ao todo, 105 moções foram entregues a profissionais que atuam na linha de frente dos cuidados paliativos, evidenciando a relevância de uma atuação que vai além da técnica e alcança o campo da empatia, da escuta e do acolhimento. A solenidade marcou um momento de valorização de trajetórias que lidam diariamente com a dor, o limite e a humanidade em sua forma mais sensível.
Ao iniciar sua fala, a vereadora Katiuscia Manteli compartilhou uma experiência pessoal que ilustra o impacto dos cuidados paliativos na vida das pessoas. “Dona Sofia decidiu como seria o final da vida dela, decidiu que queria estar em casa, cercada pela família, com dignidade, podendo escolher até os pequenos detalhes dos seus últimos dias. Isso mostra o quanto o cuidado vai além da medicina, ele envolve respeito, escuta e humanidade”, afirmou.
Durante o discurso, a parlamentar também destacou os avanços conquistados ao longo do mandato e a importância de dar visibilidade ao tema. “Não bastava apenas criar a política, era preciso dar visibilidade ao tema, sensibilizar a sociedade e valorizar quem está na ponta, cuidando das pessoas todos os dias, porque são esses profissionais que fazem a diferença na vida de tantas famílias”, ressaltou.
Representando os profissionais da área, a fisioterapeuta Grace Rocatto trouxe uma reflexão sobre o sofrimento invisível enfrentado por muitos pacientes e a necessidade de ampliar o olhar sobre o cuidado. “Existe um grito que não se ouve, que não atravessa paredes, mas atravessa o ser. É o grito de quem sente dor, de quem muitas vezes não é escutado e de quem precisa de alguém que permaneça, que acolha e que transforme esse sofrimento em cuidado”, pontuou.
Em nome dos homenageados, a médica Mariana de Carvalho ressaltou os desafios e a importância da união entre os profissionais ao longo dos anos. “Somos gente que cuida de gente e escolhemos cuidar de pessoas que sofrem muito. Isso exige não só conhecimento técnico, mas empatia, coragem e um compromisso diário de estar presente mesmo nos momentos mais difíceis”, destacou.
A coordenadora do programa Melhor em Casa, Suriene Trindade, evidenciou a importância do trabalho em equipe e do cuidado próximo às famílias. “A gente precisa levar conforto e segurança para a família, estar presente no dia a dia, garantindo que esse paciente seja cuidado com dignidade. Isso só é possível com uma equipe comprometida e sensível”, afirmou.
Já o presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), Adriano Pinho, frisou o caráter humano dos cuidados paliativos, reforçando a necessidade de enxergar o paciente além da doença. “O paciente tem um nome, tem uma família, tem uma história, e é isso que precisa ser considerado no cuidado, porque não se trata apenas de tratar uma doença, mas de cuidar de uma vida”, disse.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, reforçou a importância da valorização desses profissionais e do cuidado em todas as fases da vida. “Mesmo quando a cura não é possível, o cuidado nunca deixa de ser. É isso que os profissionais paliativistas nos ensinam todos os dias, com sensibilidade, respeito e humanidade”, destacou.
A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Thais, destacou o papel estratégico da atenção básica na consolidação dos cuidados paliativos no município. “A atenção primária é onde o cuidado começa, mas, sobretudo, onde ele permanece. É no vínculo com as famílias, no acompanhamento contínuo e na escuta qualificada que conseguimos identificar o sofrimento e garantir um cuidado mais humano e integral”, explicou.
Representando o deputado estadual Max Russi (Podemos), o secretário adjunto de Direitos Humanos de Mato Grosso, Tuca Nogueira, ressaltou a importância da atuação conjunta entre os poderes e o reconhecimento dos profissionais. “A política só melhora quando conseguimos ouvir as pessoas. Reconhecer o trabalho de vocês é dar visibilidade a quem muitas vezes está invisível, fortalecendo uma causa que precisa avançar cada vez mais”, enfatizou.
Ao encerrar a solenidade, a vereadora Katiuscia Manteli destacou o compromisso com a humanização da saúde e a importância de fortalecer essa política pública. “Nenhuma pessoa deve atravessar a sua maior vulnerabilidade sozinha, sem cuidado, sem escuta e sem dignidade. É por isso que seguimos trabalhando para ampliar esse olhar e garantir esse direito a todos”, concluiu.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cidades
Estudantes de Várzea Grande recebem orientações para identificar e denunciar violência
Palestra abordou agressões físicas e psicológicas, abuso sexual, bullying e cyberbullying, além dos canais de atendimento e proteção a crianças e adolescentes
Saber reconhecer uma situação de violência e identificar onde buscar ajuda foi o foco de uma palestra realizada com estudantes da Escola Estadual Cívico Militar Ernandy Baracat de Arruda, no bairro Nova Fronteira, em Várzea Grande. A atividade abordou diferentes formas de agressão contra crianças e adolescentes, incluindo violência física, psicológica e sexual, negligência, bullying e cyberbullying.
As orientações são da Secretaria Municipal de Assistência Social que realizou a palestra durante as ações preparatórias para a 13ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, dentro do eixo temático voltado à prevenção e ao enfrentamento das violências.
Os estudantes receberam orientações sobre como reconhecer situações de risco, identificar sinais de violência e compreender que as agressões não acontecem apenas por meio de contato físico, mas também por ameaças, humilhações, intimidações e exposição indevida no ambiente digital.
A gerente do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Santa Maria, Mara Thaís, explica que a realização da atividade foi resultado de uma articulação entre diferentes setores da rede de proteção, com o objetivo de levar informações diretamente ao ambiente escolar.
“Essa é uma temática muito importante, porque muitas vezes acontecem situações de violência dentro da própria escola e os alunos não sabem a quem recorrer ou com quem conversar. Por isso, articulamos com a rede, envolvendo a escola, a saúde e os serviços da Assistência Social, para levar essa orientação até os estudantes. Queremos que eles saibam onde buscar ajuda e conheçam os profissionais que podem acolhê-los”, destaca a gerente.
O psicólogo Ted Arruda, da equipe psicossocial da Escola Estadual Cívico Militar Ernandy Baracat de Arruda, também ressalta a importância da parceria com a Assistência Social para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre seus direitos e os mecanismos de proteção.
“Ficamos muito felizes em receber essa atividade na escola. Trazer o tema das violências, apresentar formas de identificar e reconhecer essas situações e mostrar os lugares onde os alunos podem buscar ajuda é muito valioso. Também é importante mostrar que a rede de proteção existe, funciona e que os alunos podem confiar no poder público para garantir a segurança de todos”, afirma o psicólogo.
Além das orientações, a atividade contou com a participação dos estudantes em uma dinâmica interativa, na qual foram apresentadas situações do cotidiano para que os adolescentes identificassem os diferentes níveis de atenção e proteção necessários. As situações foram classificadas pelas cores verde, amarelo e vermelho, representando atitudes de respeito, situações que exigem atenção e circunstâncias que demandam proteção.
O estudante Cauã Raimundo, de 17 anos, avaliou positivamente a iniciativa e destacou que conheceu novas possibilidades de buscar ajuda.
“Achei a palestra muito necessária, importante e muito legal. O que mais me chamou a atenção foram os canais de busca, porque existem diversas situações pelas quais podemos passar e, às vezes, nem sabemos onde procurar ajuda ou até mesmo não conseguimos reconhecer que estamos vivendo uma situação de violência”, relata o estudante.
A palestra também reforçou a importância de crianças e adolescentes saberem onde buscar ajuda diante de situações de violência. O Conselho Tutelar, o CREAS e os serviços de saúde fazem parte da rede de proteção. Também é possível registrar denúncias pelo Disque 100, que funciona 24 horas, enquanto situações de perigo imediato devem ser comunicadas à Polícia Militar, pelo número 190.
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