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São Benedito dá salto histórico, amplia exames de alta complexidade

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveu uma virada expressiva na assistência especializada com a reestruturação do Hospital Municipal São Benedito (HMSB), unidade administrada pela Empresa Cuiabana de Saúde Pública. Entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, o hospital ampliou sua capacidade diagnóstica, acelerou atendimentos e praticamente eliminou uma das filas mais sensíveis da rede: a de biópsias.

O principal marco dessa transformação foi a implantação inédita do serviço de ressonância magnética dentro da unidade. Com equipamento de 3 Tesla, o São Benedito passou a oferecer exames de alta precisão, elevando o padrão diagnóstico e ampliando significativamente a oferta de atendimentos.

A mudança impacta diretamente toda a rede municipal. Com a realização dos exames no próprio hospital, houve redução expressiva na necessidade de encaminhamentos externos, garantindo mais agilidade no atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e fortalecendo o suporte a unidades como o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e o Hospital e Pronto-Socorro Municipal.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destaca que os resultados refletem uma mudança concreta na organização da assistência.
“Estruturamos a rede para garantir acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento. Reduzir filas, especialmente em áreas sensíveis como a investigação de câncer, é um avanço direto na vida das pessoas e na eficiência do sistema de saúde”, afirmou.

Na mesma linha de avanço, a reorganização da Central de Biópsias representou um divisor de águas. O serviço foi totalmente reativado em outubro de 2025, após um período de funcionamento limitado, retomando sua capacidade plena e garantindo mais autonomia ao município na realização dos exames.

Com a central em operação, o hospital mais do que dobrou a produção: de 172 exames realizados no primeiro semestre de 2025 para 347 entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, um crescimento de 101,7%.

O reflexo foi imediato e direto nas filas mais sensíveis: a demanda por biópsias de próstata e tireoide foi praticamente zerada. O resultado interrompe um cenário histórico de espera prolongada e garante mais rapidez nos diagnósticos, especialmente nos casos relacionados à investigação de câncer, em que o tempo é determinante para o início do tratamento.

Além da ampliação estrutural, o hospital também intensificou ações de prevenção e diagnóstico precoce. Campanhas como Outubro Rosa e Novembro Azul contaram com reforço na oferta de exames e procedimentos. Na saúde do homem, inclusive, foram realizadas cirurgias de ressecção transuretral de próstata (RTU), contribuindo para reduzir a demanda reprimida.

Para o diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Israel Paniago, o desempenho do hospital demonstra o impacto de uma gestão voltada a resultados.
“O São Benedito passou por uma reorganização consistente, com foco em produtividade e resolutividade. Ampliamos a capacidade, otimizamos fluxos e hoje conseguimos dar respostas muito mais rápidas à população”, pontuou.

Com os avanços, o Hospital Municipal São Benedito se consolida como peça estratégica na rede pública de Cuiabá, ampliando o acesso a exames de alta complexidade, qualificando diagnósticos e garantindo mais agilidade no atendimento à população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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Candidatos trocam acusações, ironias e até citam “fundão milionário” em debate ao Governo

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O debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado nesta terça-feira (1º) pela TV Vila Real, foi marcado por troca de acusações, ironias e confrontos diretos entre os seis postulantes ao Palácio Paiaguás. Com liberdade para escolher os adversários e os temas das perguntas, os candidatos aproveitaram o espaço para elevar o tom da disputa.

O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD) estiveram entre os principais alvos, mas os candidatos de partidos menores também buscaram espaço no confronto.

Um dos embates envolveu o candidato Rafaell Millas (Missão) e Wellington. Millas questionou o senador sobre as operações Sanguessuga, Ararath e Atlântida. Wellington respondeu reafirmando sua inocência e partiu para o ataque, chamando Millas de “candidato de aluguel” e insinuando que ele teria simpatia pela candidatura de Pivetta. O representante do Missão reagiu com ironia e voltou a chamar o senador de “melancia”, apelido que adversários passaram a usar contra Wellington.

Sargento Laudicério (Agir) também elevou o tom ao confrontar Pivetta sobre violência contra a mulher. O candidato resgatou um caso de agressão envolvendo o governador e questionou quais medidas o Estado adotaria para impedir que mulheres vítimas de violência retornassem aos agressores por dependência financeira.

Pivetta respondeu citando a ampliação das delegacias especializadas de proteção à mulher durante sua gestão, mas Laudicério considerou a resposta insuficiente e insistiu em uma posição mais incisiva do governador.

Natasha também direcionou uma pergunta a Pivetta e o questionou sobre a possibilidade de criar uma espécie de Lei da Ficha Limpa para impedir que pessoas com histórico de agressão contra mulheres possam ocupar cargos públicos. O governador concordou com a proposta e afirmou que o Estado pode avançar nas políticas de proteção às mulheres.

A disputa pelo chamado fundão eleitoral também entrou no debate. Maurício Coelho (Mobiliza) questionou Laudicério sobre a concentração de recursos nas campanhas dos principais candidatos, citando Natasha, Pivetta e Wellington. Sem grandes recursos partidários, o candidato do Agir aproveitou para pedir doações e afirmou que faz uma campanha “voto a voto” nas ruas.

Maurício também confrontou Natasha sobre sua proposta de cashback na cesta básica. A candidata rebateu, acusando o adversário de fazer perguntas mal-intencionadas e lembrando que partidos maiores possuem mais recursos justamente por causa da estrutura das legendas. No contra-ataque, Natasha ainda afirmou que Maurício deveria dar explicações sobre questionamentos envolvendo seu nome.

Outro momento de tensão ocorreu quando Wellington voltou a defender sua trajetória política e aproveitou para atacar a gestão estadual. Ao falar sobre educação, o senador afirmou que ajudou a melhorar os índices do Estado e citou supostas irregularidades, como denúncias de superfaturamento na compra de livros. Pivetta reagiu defendendo os avanços conquistados pela atual administração.

Natasha, por sua vez, buscou apresentar propostas ligadas à industrialização e à redução da desigualdade. A candidata defendeu agregar valor à produção de Mato Grosso e citou setores como algodão, ouro e couro, além de chamar atenção para a população em situação de vulnerabilidade social.

O bloco ainda teve espaço para ataques envolvendo supostos casos de corrupção e antigos episódios da vida política dos candidatos. Pivetta e Wellington protagonizaram novos confrontos e mantiveram o tom mais agressivo do debate, enquanto os demais concorrentes tentaram aproveitar a exposição para se apresentar como alternativas aos dois principais nomes da disputa.

Com seis candidatos frente a frente, o segundo bloco deixou claro que, além das propostas de governo, a campanha eleitoral deve ser marcada também pelo resgate de episódios do passado, acusações pessoais e uma disputa intensa por espaço entre os concorrentes.



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