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Mutirão do Procon realiza cerca de 150 atendimentos no primeiro fim de semana e prepara nova edição no Pedra 90

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio do Procon Municipal, realizou cerca de 150 atendimentos durante o primeiro fim de semana do Mutirão de Atendimento ao Consumidor, promovido nos dias 13 e 14 de março no Complexo Biocultural do Porto, que reúne o Museu do Rio, o Aquário Municipal e a Orla. A iniciativa integra a programação especial do Mês do Consumidor e terá continuidade nos dias 20 e 21 de março, na Praça da Martinha, no bairro Pedra 90, levando novamente serviços e orientações diretamente à população.

A ação tem como principal objetivo aproximar os serviços de defesa do consumidor dos cidadãos, oferecendo atendimento presencial, orientação jurídica e mediação de conflitos entre consumidores e fornecedores. O formato itinerante busca facilitar o acesso da população aos serviços do Procon, especialmente em diferentes regiões da cidade.

De acordo com a secretária-adjunta do Procon Municipal, Mariana Almeida Borges, o balanço dos dois primeiros dias é considerado positivo, sobretudo pela capacidade de resolver demandas diretamente no local. “O balanço é positivo. Para apenas dois dias, atingir essa média de 150 atendimentos é um resultado excelente. Nosso maior foco é ampliar esse alcance nos próximos mutirões, que acontecerão nas regiões do CPA e do Pedra 90. Estamos solucionando demandas e aproximando o atendimento ao cidadão cuiabano, levando soluções diretamente aos bairros”, destacou.

Além dos atendimentos voltados à defesa do consumidor, o mutirão também transformou o espaço em um ponto de encontro para serviços públicos, cultura e empreendedorismo. Durante o evento, a população pôde aproveitar atividades culturais, apresentações musicais e visitar a Feira das Mulheres Empreendedoras, que reuniu artesanato e gastronomia regional, incentivando a economia criativa e a geração de renda.

A proposta da Prefeitura é ampliar o alcance do atendimento do Procon por meio de ações descentralizadas, levando orientação e resolução de demandas diretamente às comunidades. A expectativa é que as próximas edições registrem ainda maior procura da população.

Próximas edições do mutirão

Após o primeiro fim de semana no Complexo Biocultural do Porto, o Mutirão do Procon seguirá com novas etapas em diferentes regiões da capital:
20 e 21 de março – Praça da Martinha, bairro Pedra 90
27 e 28 de março – Praça Cultural do CPA 2
10 e 11 de abril – bairro Tijucal

O Mutirão de Atendimento ao Consumidor acontece:das 9h às 18h nas sextas e sábado e só no último dia no Parque Tia Nair será das 16h às 20h

O Procon Municipal também mantém atendimento regular durante a semana, das 8h às 17h, nas unidades da Rua Joaquim Murtinho e da Rodoviária de Cuiabá, além do canal de atendimento pelo WhatsApp (65) 36249680.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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