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Judiciário e Legislativo estadual fazem visita técnica ao pronto-socorro e validam melhorias

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Avanços na unidade foram reconhecidos e novas parcerias devem ser firmadas para injeção de recursos, ampliação e aquisição de equipamentos

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), juntamente com a secretária de Saúde, Deisi Bocalon, receberam, no Pronto-Socorro e Hospital Municipal (PSHMVG), na tarde desta quinta-feira (6), a visita do Promotor de Justiça, Milton Matos, titular da 7ª Promotoria de Justiça Cível da Capital – Defesa da Cidadania (Saúde), do Promotor da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, Carlos Henrique Richter e do deputado Carlos Avalone.

A prefeita lembrou que seu primeiro compromisso após empossar o secretariado, ainda no dia 2 de janeiro, foi o de fazer uma visita técnica do pronto-socorro. “Naquela ocasião, registramos inúmeros problemas, desde os estruturais, aos de gestão. Conversamos com médicos e pacientes, vimos muitas pessoas internadas em corredores, e salas fechadas por conta de infiltração e mofo. Desde aquele dia, assim como o fornecimento de água, a saúde se tornou prioridade nessa gestão e passamos a correr atrás de parcerias e recursos. Em cerca de 30 dias, após a nossa posse, a realidade da unidade era outra, sem pacientes pelos corredores”.

Eles percorreram pronto-socorro para observar o atendimento que vem sendo prestado na unidade, além da estrutura física do local, que embora tenha recebido melhorias na infraestrutura recentemente, precisa ainda de vários outros investimentos.

O promotor de Justiça, Milton Matos, disse que os municípios – Cuiabá e Várzea Grande – caminham juntos e fazem parte da mesma rede. “É importante conhecer a realidade e potencialidade de serviços que são oferecidos por Várzea Grande, para a gente poder ajudar de alguma forma a gestão da cidade, como também de Cuiabá, para buscar soluções à saúde da baixada. Cuiabá não vive sem Várzea Grande e vice-versa. As duas cidades estão conectadas e é importante que a gente conheça todos os serviços e potencialidades dos dois municípios”.

O promotor disse ainda que no pronto-socorro há muito a ser feito, mas reconheceu que a prefeita Flávia Moretti e a secretária Deisi, estão muito empenhadas em buscar soluções, em habilitar serviços, trazer novos recursos e melhorar ainda mais a saúde do município.

Já o promotor de Justiça de Várzea Grande, Carlos Henrique Richte, disse que tem acompanhado há algum tempo as condições do pronto-socorro. ”Estive aqui em novembro do ano passado e hoje a convite da secretária de Saúde volto ao local e vejo o esforço da atual gestão em conseguir amenizar e melhorar os problemas. Aqui tem uma estrutura bastante antiga e que necessita de reformas estruturais para que os médicos fiquem em condições plenas de atendimento, bem como, os pacientes. Percebemos que o número de pacientes esperando atendimento nos corredores diminuiu consideravelmente. É claro que o fluxo de atendimento aqui é muito grande e com certeza, nem sempre dá vazão a todos, mas com certeza presenciei uma melhora na superlotação que antes existia”.

O deputado estadual, Carlos Avalone (PSDB), disse que ficou bem impressionado, principalmente, pelo conhecimento técnico da secretária Deise Bocalon e da sub-secretaria, Érika Carvalho, e da equipe toda.

Quanto ao pronto-socorro, o deputado disse que esperava encontrar um cenário pior, mas percebeu que o local está bem cuidado. “Eu vi que existe um conhecimento muito grande deles à frente da secretaria. A prefeita acompanhou a visita e demonstrou um apoio muito grande à secretaria de Saúde e a sua equipe, o que é muito importante, e facilita a parceria. Vamos trabalhar juntos ajudando a nossa querida Várzea Grande”.

O deputado disse que já deu uma emenda de R$ 250 mil para compra de cadeiras ortodônticas e se forem instaladas UTIs no segundo andar, ele irá aumentar o valor da emenda para a aquisição de um elevador. “Para você ver que uma visita impressiona bem. Saio daqui bastante animado e tenho certeza de que eles podem contar com o apoio do deputado Carlos Avalone para novas parcerias no sentido de melhorar a saúde de Várzea Grande”.

A secretária de Saúde, Deisi Bocalon, disse que a visita foi para que os promotores que trabalham a questão da Saúde tenham conhecimento da realidade de Várzea Grande. “São portas que estão se abrindo e existe a necessidade de se conhecer essa realidade, o que estamos fazendo, o que está acontecendo aqui dentro, para entender que precisamos de ajuda de todos os lados, do Ministério Público, do Tribunal de Contas, da Câmara de Vereadores, da Assembleia Legislativa. Estamos aqui também com o deputado Carlos Avalone que já nos sinalizou um valor importante de emendas para comprar cadeiras odontológicas e para instalação de um elevador e quem sabe para a criação de novos leitos aqui na nossa unidade”, destacou. Ela agradeceu a parceria das instituições e reafirmou que Várzea Grande está de braços abertos para qualquer autoridade que queira ajudar.

A visita também foi acompanhada pelo médico e vereador Miguel Angel Claros Paz Junior (Dr Miguel Junior), que é presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Várzea Grande, e também do vereador Rogério França Martins (Rogerinho Dakar).

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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