Cidades
Fanfarra da Emeb Ana Teresa representa Cuiabá em desfile dos 126 anos de Santo Antônio do Leverger
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Pelo terceiro ano consecutivo, o grupo de fanfarra Batak, da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Ana Teresa Arcos Krause, de Cuiabá, participa do desfile cívico-militar no município de Santo Antônio do Leverger, em comemoração ao aniversário da cidade. O convite formalizado pelos organizadores representa o reconhecimento do trabalho e da dedicação dos alunos e professores envolvidos. Formada por cerca de 110 estudantes da educação infantil e ex-alunos, a fanfarra é liderada pelo professor de música Josemar Augusto Castro da Silva. A programação religiosa, cultural, esportiva e com várias atrações aconteceu nesta semana, em celebração aos 126 anos da cidade.
“Foi uma semana de ensaios, de muitas expectativas, emoção e disciplina de todos os envolvidos. O respeito pelo resultado desse trabalho é notório, tanto que a Prefeitura de Santo Antônio disponibilizou dois ônibus para que todos os integrantes estivessem presentes, contribuindo com a beleza da programação”, relatou Josemar.
Habitualmente, existe uma rotina de ensaios na escola, de segunda a quinta-feira, das 17h às 18h30, para não atrapalhar o horário escolar. Nas segundas-feiras é dia da banda instrumentista; nas terças-feiras, da equipe de coreografia; e, nas quartas-feiras, ocorre o ensaio geral com todos os participantes. Na quinta-feira, o trabalho é voltado ao reforço, funcionando como alinhamento junto aos que mais precisam nas diferentes áreas de atuação que englobam a fanfarra, com base no projeto de musicalização desenvolvido na unidade escolar.
“Cada passo e olhar centrado pareciam estar carregados de expectativa e apreensão para executar todo o aprendizado e dar o melhor de si. E fez toda a diferença, foi um sucesso. É uma das ações desenvolvidas na escola, que cresce com o envolvimento e compromisso de cada integrante. O índice de faltas é mínimo”, pontuou a diretora da Emeb Ana Teresa Arcos Krause, Amanda Laura Siqueira Alt.
Micheke Heinen, mãe da aluna Yasmin, de 8 anos, disse que a menina ama o projeto e é muito confiante no que faz. Yasmin integra o projeto desde os 5 anos, quando desfilava portando a bandeirinha. “Ela é super focada, está no bandeirão (desfila participando da coreografia com a bandeira grande). Nas semanas que antecedem os desfiles, como este de aniversário da cidade e o de 7 de Setembro, não dorme direito com medo de atrasar para se arrumar. Maquiagem, roupa, cabelo, tudo segue um padrão. Na época da pandemia, foi um sofrimento explicar que não teria desfile. Ela ama o projeto da fanfarra”, detalhou a mãe.
Os pais não só apoiam, como participam dos desfiles, acompanham o trabalho e vão uniformizados. Eles próprios produziram a “camiseta da família” para demonstrar amor e carinho.
O evento contou também com a importante presença do público, além dos desfiles do Exército, do Corpo de Bombeiros, do IFMT da Serra de São Vicente, entre outras atrações.
No ano passado, a fanfarra da Emeb Ana Teresa Arcos Krause se apresentou com 70 integrantes, e foi solicitado que todos vivenciassem a experiência novamente em 2026, para a alegria de todos.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cidades
Horta escolar transforma plantio e colheita em aprendizado na zona rural de VG
Aprender colocando a mão na terra, acompanhando o crescimento das plantas e descobrindo de onde vêm os alimentos que chegam à mesa. É dessa forma que os alunos da EMEB Benedito Abraão, localizada na região rural do Formigueiro, em Várzea Grande, participam de uma ação pedagógica que transforma os espaços da própria escola em ambientes de aprendizagem.
Desenvolvida regularmente ao longo do ano pela direção da unidade, em conjunto com professores, Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado (TDEEs), Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDIs) e demais profissionais, a iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).
A proposta envolve os estudantes em diferentes etapas, desde o plantio e os cuidados com a horta e os demais cultivos até a tão esperada colheita. Entre os alimentos produzidos na escola estão mandioca, abacaxi, abóbora, verduras e outros produtos que, depois de colhidos, também podem complementar as refeições servidas aos próprios alunos.
A atividade não tem uma data específica para acontecer. É a própria natureza que determina o calendário. Quando um alimento está pronto para ser retirado da terra ou colhido, a equipe aproveita o momento para transformar a experiência em uma atividade educativa.
Segundo a diretora da EMEB Benedito Abraão Nassarden, Rosalina Costa Santos, os alunos acompanham esse processo de perto.
“Não temos um dia específico, porque tudo depende do tempo de cada plantação. Temos mandioca, abacaxi, horta e outros cultivos. Quando percebemos que está pronto para colher, levamos as crianças e fazemos esse trabalho com elas. O abacaxi, por exemplo, foi plantado no começo do ano e agora começou a amadurecer. Então, assim que encontramos os frutos maduros, já fazemos a colheita com os alunos”, explicou a diretora.
A participação envolve principalmente estudantes do 3º, 4º e 5º anos do período matutino, mas o trabalho faz parte da rotina pedagógica da unidade e mobiliza toda a comunidade escolar. Em algumas atividades, até mesmo os pais dos alunos já participaram das ações de plantio e cultivo.
Por estar localizada na zona rural, a EMEB Benedito Abraão também utiliza a atividade para aproximar os conteúdos escolares da realidade vivenciada pelas crianças e suas famílias, valorizando os conhecimentos e as práticas presentes na própria comunidade.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destaca que experiências como essa fortalecem uma educação conectada à realidade dos estudantes.
“Quando a escola utiliza o ambiente onde a criança vive como parte do processo de aprendizagem, o conhecimento ganha ainda mais significado. Uma horta pode ensinar ciências, matemática, educação ambiental, alimentação saudável, cooperação e responsabilidade. Em uma unidade da zona rural, essa experiência também valoriza os saberes e a cultura da própria comunidade. É uma aprendizagem que ultrapassa a sala de aula e que as crianças levam para a vida”, ressaltou Maria Fernanda.
Colher, preparar e compartilhar
O resultado do trabalho também chega à cozinha da escola. Os alimentos produzidos são aproveitados pela própria unidade e ajudam a complementar as refeições oferecidas aos estudantes. Quando há mandioca disponível, por exemplo, as cozinheiras podem colher o alimento e utilizá-lo no preparo dos pratos.
A horta recebe cuidados constantes, inclusive com a participação dos estudantes, que ajudam no plantio e na manutenção dos cultivos. Assim, as crianças acompanham todo o percurso do alimento: do preparo da terra ao plantio, do crescimento à colheita e, finalmente, ao consumo.
Em algumas épocas, a produção chega a superar a quantidade necessária para o consumo na escola. Foi o que ocorreu com a plantação de abóboras.
“Neste ano tivemos uma colheita muito boa de abóbora. Produziu bastante e, além do que foi aproveitado aqui, as crianças puderam levar abóboras para casa. É muito gratificante porque eles plantam, acompanham, cuidam e depois veem o resultado de todo esse trabalho”, contou a diretora.
Para a SMECEL, ações como a desenvolvida na EMEB Benedito Abraão demonstram como atividades simples, conectadas ao cotidiano, podem se transformar em importantes ferramentas pedagógicas. Além de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e o respeito ao meio ambiente, a experiência estimula a autonomia, a curiosidade, a cooperação e o sentimento de pertencimento dos estudantes.
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