Cidades
Covid-19 tira 1,4 milhão do mercado de trabalho por motivo de doença
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Da Redação
Quando Alcides da Silva, de 52 anos, começou a sentir dores e uma febre alta, ficou desesperado. Três vizinhos em Guaianazes, periferia de São Paulo, haviam morrido após contrair o novo coronavírus e, de uma hora para outra, o peso do desemprego que ele carrega há mais de um ano se somou ao medo do coronavírus. “Imagine ver as contas chegando e não poder procurar trabalho. É como olhar para os lados e não ver saída.”
O auxiliar de limpeza viu suas chances de voltar ao mercado de trabalho ficarem ainda mais distantes quando o primeiro teste de covid-19 que fez deu inconclusivo. Ele precisa ficar em isolamento e tomando remédios. “Minha rotina virou ir ao médico. E quando se chega a uma certa idade, fica cada vez mais difícil trabalhar. Recebi duas cestas básicas de um movimento que faz ocupações para quem não tem casa. Todo mundo se ajuda, mas o dia seguinte preocupa.”
Silva faz parte de um contingente que cresceu muito com o avanço da covid-19: o de pessoas que se tornaram indisponíveis para trabalhar, sobretudo por terem ficado doentes ou tiveram de cuidar de alguém doente.
Segundo um levantamento de Marcel Balassiano, pesquisador do Ibre/FGV, com base nos dados da Pnad Contínua, o número de brasileiros que estavam desempregados, mas ficaram impedidos de buscar trabalho por problemas pessoais – sobretudo por estarem doentes – saltou de 3,3 milhões no trimestre até fevereiro para 4,7 milhões até abril. São cerca de 1,4 milhão de pessoas, um aumento de 45%.
Essa alta é bem maior que a do número de desalentados, aqueles que deixaram de procurar trabalho por acharem que não iriam encontrar uma nova colocação, que cresceu 7% no mesmo período. O número inclui pessoas que não estavam disponíveis por conta de estudos ou mulheres que ficaram grávidas. Mas a alta expressiva aponta que a saúde foi o item que mais pesou no aumento.
E a avaliação de Balassiano é que esse quadro pode ficar ainda pior. “O País já estava em uma situação muito ruim, que o novo coronavírus só agravou. A dívida pública vai para 90% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto se tenta achar saídas para minimizar a crise de saúde. O mercado de trabalho tende a piorar”, diz.
Em maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fez, em parceria com o Ministério da Saúde, uma pesquisa específica, a Pnad Covid-19. Como as amostras e os períodos são diferentes, não é possível comparar a Pnad Covid com a Pnad Contínua, mas os números de maio revelam detalhes dos efeitos da pandemia.
Eles apontam, por exemplo, que 25,7 milhões de pessoas estavam fora da força de trabalho, mas gostariam de trabalhar. Além disso, 17,7 milhões de trabalhadores não puderam procurar emprego por causa da pandemia ou não acharam uma vaga na região em que moram.
Fonte: O Estado de S.Paulo / https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,covid-19-tira-1-4-milhao-do-mercado-de-trabalho-por-motivo-de-doenca,70003340490
Foto: Marcello Casal
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Prefeitura acelera obra e libera via de acesso ao HMC antes do prazo previsto
A Prefeitura de Cuiabá liberou, nesta sexta-feira (6), o trecho da Avenida Antônio Bernardes de Oliveira Neto, que liga a Avenida Miguel Sutil ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), após concluir os serviços de recuperação da rede de drenagem. A aplicação da capa asfáltica está prevista para este sábado (7), quando será finalizada a recuperação da via.
O trecho estava interditado desde terça-feira (3), quando tiveram início as obras para solucionar o problema que provocou a abertura de uma cratera.
O serviço foi executado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, que mobilizou uma equipe ampliada para acelerar os trabalhos. Inicialmente, a previsão era de que a intervenção durasse 15 dias, mas, diante da importância da via para o trânsito da região e, principalmente, para o acesso de ambulâncias ao HMC, o prazo foi reduzido para três dias.
Segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Edson Brasil, o problema estava localizado a aproximadamente quatro metros de profundidade e exigiu uma intervenção estrutural, com a substituição dos tubos da rede de drenagem e a construção de uma nova caixa.
“Nós mais do que duplicamos a equipe para conseguir executar o reparo em três dias. Havia um problema de drenagem a quatro metros de profundidade, então foi necessário abrir um grande buraco, trocar todos os tubos e construir uma nova caixa. Essa etapa foi concluída hoje”, explicou.
Durante o período de interdição, agentes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública (Semob) acompanharam o trânsito, orientando os motoristas e monitorando o fluxo de veículos para garantir a segurança no entorno da obra.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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