Cidades
Construções inabitadas em APP e área pública são demolidas por irregularidades
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A Prefeitura de Cuiabá realizou nesta quinta-feira (16) uma ação de demolição de edificações não habitadas construídas irregularmente em área destinada a equipamento comunitário e em Área de Preservação Permanente (APP), no bairro Parque Cuiabá. A operação foi liderada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), com apoio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras.
Durante a ação, foram retirados entulhos e restos de materiais de construção descartados de forma irregular. Entre as estruturas demolidas está a extensão de uma marmitaria construída nos fundos do imóvel, em área pública destinada a equipamento comunitário. O estabelecimento havia sido embargado em novembro do ano passado. Em outro local, foi identificado furto de energia elétrica, sendo acionada a concessionária Energisa para as providências cabíveis.
De acordo com a agente de regulação e fiscalização Cristiane Almeida, a ação atende a uma recomendação do Ministério Público, que cobrou do município providências diante da ocupação irregular da área pública. “É uma área pública municipal destinada a equipamento comunitário e dentro dela tem uma área de preservação permanente. O Ministério Público cobrou o município porque o local estava sofrendo ação de invasores, com descarte de entulho e construção irregular. Estamos fazendo a retirada e a limpeza do espaço”, explicou.
Segundo ela, em vistoria anterior foram constatadas cerca de 35 edificações erguidas em área de equipamento comunitário e APP, algumas habitadas e outras ainda em construção. Nesta etapa, a demolição ocorreu apenas em obras inacabadas, totalizando entre seis e oito estruturas. As construções com moradores deverão ser alvo de medidas judiciais posteriores.
Ainda durante a operação, uma distribuidora instalada em área pública foi interditada. O proprietário já havia sido notificado e há decisão de primeira instância determinando a demolição.
O secretário adjunto de Regulação e Fiscalização da Sorp, Robson Pereira dos Santos, destacou que a ação é continuidade de um trabalho iniciado anteriormente com a lavratura de autos de infração e notificações.
“Fizemos a primeira ação com autos de infração e notificações, dando ciência da ocupação irregular desses moradores e comércios. Hoje estamos finalizando com a demolição, resgatando esses espaços públicos para o município. Além de ser uma área destinada a equipamento comunitário, também há uma área de preservação de um córrego que passa ao lado. Estamos tentando recuperar esse espaço para a cidade”, afirmou Robson Pereira.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Juína lança plano para combater violência contra a mulher
O Município de Juína lançou oficialmente o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher 2026-2035, atendendo à recomendação expedida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Criminal da comarca. O ato de entrega do documento foi realizado nesta quinta-feira (03), às 15h, na Casa da Cultura.A iniciativa é um dos objetivos do projeto Gaia e representa um importante avanço na estruturação das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres no município. A medida também atende à determinação da Lei Federal nº 14.899/2024, que estabeleceu a obrigatoriedade de elaboração e implementação de planos de metas para o enfrentamento da violência contra a mulher pelos municípios brasileiros.Em março deste ano, o promotor de Justiça Rodrigo da Silva, titular da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Juína, expediu recomendação para que a Prefeitura Municipal elaborasse e publicasse o plano municipal. O documento também estabelecia a necessidade de comunicação ao Ministério Público sobre as providências adotadas.Para o promotor de Justiça, a implementação do plano fortalece a rede de proteção e cria mecanismos permanentes para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica.“O plano municipal representa um instrumento fundamental de planejamento e governança das políticas públicas voltadas às mulheres. Mais do que cumprir uma exigência legal, a sua implementação demonstra o compromisso das instituições com a proteção das mulheres e com a construção de uma rede integrada de prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores”, destacou Rodrigo da Silva.Construído de forma coletiva, o plano contou com a participação de representantes do sistema de Justiça, segurança pública, assistência social, saúde, educação e sociedade civil organizada. A equipe de elaboração reuniu profissionais de diversos órgãos e instituições, incluindo a Promotoria de Justiça, Defensoria Pública, Patrulha Maria da Penha, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Organismo de Políticas para as Mulheres (OPM), secretarias municipais e demais integrantes da rede de enfrentamento.Com vigência até 2035, o documento estabelece ações estratégicas distribuídas em cinco eixos: prevenção, educação e mudança cultural; atenção integral à saúde das mulheres; proteção, assistência e acolhimento social; segurança pública, investigação e justiça; e governança. Entre as metas previstas estão a criação do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), o fortalecimento da Patrulha Maria da Penha, a ampliação de campanhas educativas, a qualificação permanente dos profissionais da rede de proteção e a implementação de mecanismos de monitoramento das políticas públicas voltadas às mulheres.O plano também prevê a integração das ações ao Plano Plurianual, à Lei de Diretrizes Orçamentárias e à Lei Orçamentária Anual, garantindo recursos e continuidade às políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.De acordo com o diagnóstico que integra o documento, a violência doméstica continua sendo um dos principais desafios para a garantia dos direitos das mulheres. O plano busca fortalecer a articulação entre o Poder Executivo, o sistema de Justiça, as forças de segurança e a sociedade civil para reduzir os índices de violência, ampliar o acesso à proteção e promover uma cultura de respeito e igualdade.A implementação do plano será acompanhada por um comitê gestor formado por representantes de diversos órgãos da rede de enfrentamento, com monitoramento anual das metas e indicadores estabelecidos para os próximos dez anos.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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