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Cristiano Ronaldo vence pela 5ª vez troféu de melhor do mundo

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Português se iguala a Messi; Neymar fica entre os três primeiros

Da Redação

 

Com 32 anos, Cristiano Ronaldo se iguala a Lionel Messi e ganha pela quinta vez o trofeu de melhor jogador do mundo. Num evento de gala da Fifa, em Londres, o português completou uma temporada de conquistas. Mas, acima de tudo, mandou uma mensagem de que não irá descansar enquanto não for consagrado como o melhor de sua geração. 

Nesta edição, votaram treinadores, capitães de seleções, torcedores e jornalistas. Messi e Neymar completaram o pódio. 

Com 26 trofeus em sua carreira, Cristiano Ronaldo não esconde que sua obsessão de provar ao mundo de que é melhor que o argentino. A rivalidade entre os dois dividiu a opinião pública e levou ambos os lados até mesmo a boicotar a entrega dos prêmios da Fifa em algumas das edições. O capitão do Real Madrid, agora, quer superar Messi e, assim, encerrar a polêmica que perdurou uma década. 

“Esse é um momento único na minha carreira”, afirmou o português, que quebrou o gelo elogiando Messi e Neymar. “São onze anos que estou aqui nesse palco. Era algo que eu ambicionava”, disse o jogador, apontando que suas conquistas são fruto de “talento e trabalho”. 

Com uma ambição da dimensão de sua técnica, o português já é o esportista mais bem pago da história. Pelos próximos quatro anos, ganhará US$ 50 milhões de sua equipe. Com a Nike, fechou um contrato vitalício que o pode render US$ 1 bilhão. Sua marca é nome de aeroporto em Portugal, de redes de hotéis, estátuas e dezenas de produtos de marketing. Nas redes sociais, conta com 275 milhões de seguidores, um recorde. 

Mas é em campo que ele quer marcar uma época. A caminho de completar 33 anos, Cristiano está também desafiando a idade. “Uma das coisas mais impressionantes é sua capacidade de se manter no topo por tanto tempo”, disse Usain Bolt, múltiplo campeão olímpico. 

Seus assessores e observadores insistem que isso não ocorreu por acaso e que Cristiano focou seu trabalho tanto na parte técnica como física. “Foram inúmeras as vezes em que vi o time inteiro de Ronaldo deixar um treinamento e ele insistir em permanecer, treinando faltas contra goleiros mais jovens ou simplesmente fazendo abdominais”, contou Marcos Motta, um dos principais especialistas hoje em direito esportivo. 

O prêmio deve ainda reforçar a discussão se Messi ou Cristiano são os melhores. Para Zinedine Zidane, treinador do Real Madrid, não existem dúvidas: “Ronaldo é o melhor jogador de sua geração, de longe”. “Ele já demonstrou isso muitas vezes e o prêmio é merecido. Ele sempre quer provar que é o melhor e o é”. 

Rio Ferdinand, um dos companheiros do português no Manchester United, acredita que Ronaldo terminará sua carreira como um dos três melhores da história do futebol. 

Entre as mulheres, o prêmio de melhor jogadora do mundo em 2017 ficou para a holandesa Lieke Martens. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Ben Stansall/AFPFoto: Ben Stansall/AFP

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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