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Robinho decide e Atlético-MG ganha do Cruzeiro de virada no Mineirão

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Equipe alvinegra saiu atrás no placar, mas conseguiu virada com dois gols do experiente atacante

Da Redação

 

O experiente atacante Robinho fez a diferença no clássico deste domingo no Mineirão. O Cruzeiro dominou o primeiro tempo e saiu na frente, mas sucumbiu na etapa final, levou a virada e caiu diante doAtlético Mineiro por 3 a 1, em jogo válido pela 30ª rodada doCampeonato Brasileiro. O ex-jogador do Santos marcou duas vezes.

O triunfo deu fôlego ao time atleticano, que está em décimo com 41 pontos, apenas três atrás do Botafogo, que hoje garantiria uma vaga na Copa Libertadores, mas vai jogar na segunda-feira contra o Corinthians. Já o Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil, se manteve com 47 e permaneceu em quinto.

O Atlético-MG começou o clássico dando a impressão de que iria dominar. Aos oito minutos, Robinho foi até a linha de fundo e cruzou na pequena área para o volante Adilson cabecear para fora. Era a primeira grande chance desperdiçada.

Mas, aos poucos, o Cruzeiro se mostrou um time mais organizado e passou a explorar o lado esquerdo do ataque, em cima do lateral Marcos Rocha. Aos 24, Diogo Barbosa apareceu dentro da área e surpreendeu ao chutar de pé direita. Victor saltou e espalmou a bola rasteira, em uma grande defesa.

O gol cruzeirense parecia inevitável. E realmente saiu aos 30 minutos, em bom contra-ataque. Diogo Barbosa virou o jogo para Arrascaeta, que ajeitou de primeira para o chute de Thiago Neves no contrapé de Victor. O Cruzeiro só não aumentou aos 41 porque, após triangulação, Alisson invadiu a área pelo lado esquerdo e bateu para fora.

No segundo tempo, o Atlético voltou com Yago no lugar de Roger Bernardo. A troca era simples, de dois jogadores de uma mesma posição, mas o time mudou a postura. Quem chegou primeiro, contudo, foi o rival, em chute de fora da área de Rafinha no travessão. Diogo Barbosa exigiu outra boa defesa de Victor aos 12 minutos, quando invadiu a área pelo lado esquerdo.

A impressão era de que o jogo estava nas mãos do Cruzeiro, mas foi quando tudo começou a mudar. Fábio Santos cruzou do lado esquerdo, Fred desviou de cabeça na primeira trave e Otero completou para as redes aos 15.

Apenas seis minutos depois, embalado pelo empate, o Atlético chegou à virada. Fábio Santos roubou a bola, tocou e Robinho, já dentro da área, cortou Henrique e bateu cruzado, à meia altura, superando Fábio. A resposta poderia ter vindo aos 27, em cobrança de falta de Thiago Neves. Mas Victor saltou e tirou a bola no ângulo direito.

Foi então quando, de novo, após passe de Cazares, Robinho apareceu dentro da área, cortou o lateral Ezequiel, bateu no alto e fez o terceiro. Abatido pela virada, o Cruzeiro não reagiu. O técnico mano Menezes ainda tentou ir ao ataque com Rafael Marques no lugar do volante Henrique. Mas ele sequer pegou na bola.

A partida ainda poderia terminar com outro gol atleticano. Robinho desceu em velocidade pelo lado esquerdo e tocou de lado para Cazares, que bateu de chapa, com perigo, para fora. Ainda assim, a torcida atleticana vibrou muito com a virada em cima do rival.

O Cruzeiro vai fechar a 31.ª rodada na outra segunda-feira, dia 30, às 20 horas, fora de casa, diante do Palmeiras. No próximo domingo, às 17 horas, o Atlético recebe o Botafogo, no Independência.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Bruno Cantini/Atlético

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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