Mato Grosso
Oito são presos por dirigir embriagados em duas operações integradas
Mato Grosso
Da Redação
Cento e oitenta e quatro foi o saldo de testes alcoolemia durante a operação Lei Seca, realizada na noite de sexta-feira (13.10), em Tangará da Serra (a 242 km da capital), e no sábado (14.10), em Cuiabá. Os proprietários de veículos que passaram pela área central, em Tangará da Serra, e Avenida Beira Rio com Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), em Cuiabá, foram abordados.

A Secretaria de Segurança Pública, por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), em Tangará da Serra, registrou duas prisões por embriaguez ao volante e 10 carteiras de habilitação recolhidas. As abordagens aos veículos resultaram na lavratura de 14 autos de infração e 52 testes de alcoolemia.
Os trabalhos durante a noite e madrugada de sexta-feira foram realizados por equipes da Polícia Judiciária Civil, Policia Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento de Trânsito do Estado de Mato Grosso (Detran) e Guarda Municipal.
Em Cuiabá, 132 motoristas fizeram o teste de alcoolemia, 20 veículos foram removidos e 14 condutores dirigiam sob influência de álcool ou substância psicoativa. Vinte carteiras de habilitação acabaram recolhidas, seis prisões por embriaguez ao volante foram registradas, 42 autos de infração lavrados e 125 veículos abordados.

Os trabalhos na madrugada de sábado foram realizados por equipes da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), da Polícia Judiciária Civil, do Batalhão da Polícia Militar de Transito (BPMTran), Detran, Grupo de Gestão Integrada (GGI) e Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob).
Balanço
De janeiro a julho deste ano, 186 motoristas embriagados foram presos nas 61 operações Lei Seca realizadas em Mato Grosso. Em sete meses foram deflagradas ações nos municípios de Cuiabá, Barra do Garças, Sinop, Lucas do Rio Verde, Tangará da Serra, Rondonópolis, Cáceres, Jaciara, Juína, São José dos Quatro Marcos, Nova Mutum, Sorriso e Alta Floresta.
Lei Seca
A operação Lei Seca teve início em 2014 e é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Polícia Militar (PM-MT), Batalhão de Trânsito da PM, Polícia Judiciária Civil (PJC), Corpo de Bombeiros, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), Ministério Público Estadual (MPE), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A intenção é reduzir a violência no trânsito e conscientizar o maior número de motoristas possível, com orientações para que não dirijam após a ingestão de bebidas alcoólicas.
Punição
Dirigir sob efeito de álcool é crime, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Os condutores que nos testes de alcoolemia atingirem resultados de 0,05 a 0,33 miligramas de álcool por litro de ar expelido podem ser multados em R$ 2.934,70 e ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa.
Aqueles que ultrapassam esse limite recebem a multa, são detidos e encaminhados para a delegacia onde tem que pagar a fiança e respondem por crime de trânsito.
Já aqueles que se recusam a fazer o teste de alcoolemia são multados e respondem por crime também. Nestes casos a pena pode chegar a até três anos de reclusão e a suspensão ou proibição do direito de dirigir.
Mato Grosso
Julgamento é retomado com interrogatório dos réus
O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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