Mato Grosso
Câmara de Sapezal: Mesa Diretora é denunciada por crime contra servidora
Mato Grosso
Da Redação.
Assédio moral, coação, injúria, acusação, constrangimento, vergonha, marcam as investigações sobre as primeiras ações da nova gestão da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Sapezal, que resultou no registro de um Boletim de Ocorrência, relatado por uma servidora pública, acusada de roubo de equipamento eletrônico, computador notbook.
Segundo informações de bastidores, que também consta no B.O, a controladora interna da Câmara, Taruska Keila teria elaborado um documento, direcionado a Mesa Diretora, mandando apurar uma entrada o ex-presidente Osmar Favini na Casa, que quando chegou estava de mãos vazias e depois circulava nos corredores com uma caixa de notbook nas mãos.

Foto: Reportagem
A narrativa do B.O, consta que a D.L. servidora da Câmara Municipal de Sapezal dede 2001, foi chamada na sala da presidência, no último dia 12 de março de 2021, onde foi questionada sobre uma caixa que teria entregue ao ex-presidente da Casa, Osmar Favini.
De acordo com o B.O, participaram da reunião, a vereadora e presidente da Câmara, Zildinei Panta juntamente com o primeiro-secretário, Ailton Monteiro, e o vice-presidente, Marcio Luiz, quando questionaram a servidora D.L. sobre a referida caixa entregue ao ex-presidente, Osmar Aparecido Favini.
“Quando falei que se tratava de um, dos dois computadores Notbooks que comprei e foi entregue ao senhor Osmar, que estava indo para Cuiabá, fazer o favor de levar para o meu filho, que começou um curso universitário na Capital, eles ainda assim, questionaram se eu teria como provar a compra do aparelho, quando me deparei com a pior situação de constrangimento de minha vida”, relatou D.L constrangida com a suspeita de roubo.
“Com as notas ficais em mãos, a servidora está buscando por Justiça”.
Debilitada com tal constrangimento, a servidora saiu da Casa de Leis e procurou a Polícia Judiciaria Civil, onde registrou um Boletim de Ocorrência manifestando o desejo de representar em desfavor de Zildinei Panta, Ailton Monteiro, Marcio Luiz e Taruska Keila.
Com o B.O em mãos, e os comprovantes (notas fiscais) dos aparelhos que havia comprado, D.L acionou o seu advogado para fazer valer a Lei perante a Justiça.
As partes denunciadas no B.O foram procuradas para falar sobre o assunto pela equipe de reportagem, mas até o fechamento da matéria não foram localizadas.

Para uma Casa de Leis, que tem o dever de representar os direitos do povo, começar um mandato com investigações de supostas atividades, que caracterizam assédio moral, coação, injúria e acusação, mancha todo trabalho daqueles que já fizeram muito pela cidade, trabalhando no parlamento municipal.
Foto: Edmar Zorze/CâmaradeSapezal
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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