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Aposta de Valentim, Keno festeja atuação decisiva e elogia Cuca

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Atacante é responsável pelas assistências em vitória do Palmeiras sobre o Atlético-GO, por 3 a 1

Da Redação

 

Com a saída de Cuca e a chegada de Alberto Valentim ao comando da equipe, era natural que jogadores que não estavam sendo aproveitados no Palmeiras se motivassem por novas oportunidades. Foi o caso de Keno. O atacante não havia entrado em campo nos últimos três jogos (empate com o Bahia, derrota para o Santos e vitória sobre o Fluminense).

Neste domingo, contra o Atlético-GO, em Goiânia, recebeu a oportunidade de Valentim, começou como titular e deu três passes para os gols na vitória por 3 a 1 sobre o lanterna. Motivo para criticar o ex-treinador? Pelo contrário. Keno, outros jogadores e Valentim lamentaram a saída de Cuca e elogiaram o legado deixado no Palestra Itália.

“Cuca é um excelente treinador. Foi ele que me trouxe para o Palmeiras. Infelizmente o trabalho dele não estava dando resultado e sabemos que futebol é resultado. O Palmeiras continua firme”, disse Keno.

Sobre a diferença entre os estilos de Cuca e Valentim, o atacante não entrou em detalhes. Apenas ressaltou que Valentim procurou passar confiança a todos os jogadores. “Ele me disse que a pressão sobre ele também é grande e que era para eu jogar leve, solto, fazer o meu melhor. Foi bom porque entrei em campo com confiança”.

Com a vitória, o Palmeiras pulou para 47 pontos, onze pontos atrás do líder e arquirrival Corinthians, restando dez rodadas para o fim do Brasileirão. Ainda é possível pensar em título? Alberto Valentim não faz planos a longo prazo. Com o futuro incerto, pensa jogo a jogo, mira uma vaga na Copa Libertadores de 2018 e aproveitou para elogiar o trabalho de Cuca.

“Ele trabalhou até mais do que o ano passado. Temos objetivos importantes ainda nesse campeonato. Quando sai um treinador, todos nós nos sentimos derrotados. Todo mundo tem sua parcela de culpa. Ao mesmo tempo, o futebol não te dá muito tempo para ficar se lamentando. Tivemos que reagir rápido, e a resposta foi excelente”, analisou.

Em Goiânia, o Palmeiras abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo. O primeiro gol foi polêmico. Nas imagens da televisão é possível ver Dudu empurrando o lateral Jonathan antes da conclusão de Willian. Perguntado sobre o lance, o atacante, autor do terceiro gol, confessou que fez falta: “Se a arbitragem não viu a gente não pode fazer nada. Mas teve um deslocamento sim”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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