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Bahia aproveita falhas individuais e derrota o Corinthians na Fonte Nova

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Fagner e Cássio erram e time de Fábio Carille tropeça mais uma vez fora de casa

Da Redação

 

Uma falha individual de Fagner e um lance de ansiedade de Cássio, além da queda de rendimento do Corinthians como visitante no Campeonato Brasileiro fizeram com que o time de Fábio Carille fosse derrotado pelo Bahia por 2 a 0 neste domingo, na Arena Fonte Nova. Agora, resta torcer para o Vitória contra o Santos, na segunda-feira, para o tropeço em Salvador não se tornar um resultado ainda pior.

O desempenho do Corinthians como visitante no segundo turno é muito ruim. Foram duas derrotas, dois empates e apenas uma vitória. Nas contas de Carille, o time precisa de cinco resultados positivos para sagrar-se campeão. O problema, porém, é que serão exatamente cinco jogos em casa – contra Grêmio, Palmeiras, Avaí, Fluminense e Atlético-MG.

Ou seja, o time precisa vencer todas em casa, melhorar o aproveitamento longe de seus domínios ou torcer contra seus concorrentes pelo título. A diferença neste momento para o Santos é de dez pontos (58 x 48). Se o rival alvinegro vencer, a vantagem cai para sete pontos.

Além do desempenho negativo fora de casa, algo que preocupa os corintianos para a sequência do campeonato é a queda de rendimento de alguns jogadores. Guilherme Arana e Jadson talvez sejam os melhores exemplos. Ambos tiveram bom desempenho na primeira metade da competição e caíram de rendimento nas últimas rodadas. Vale ressaltar, porém, que embora o Corinthians tenta jogado mal, o Bahia também fez uma grande partida.

O primeiro tempo do jogo foi marcado por muita velocidade, erros de passes e cruzamentos para a área. O Bahia começou mais com a bola no pé, propondo o jogo. Com o passar do tempo, o time de Fábio Carille equilibrou a partida, começou a deixar o campo de defesa, mas penava com as falhas individuais. Romero, ao seu estilo, corria o campo inteiro, dava carrinho e tentava achar Jô na área. Foi assim que o Corinthians teve a sua primeira e única chance de gol aos 33, quando o paraguaio cruzou da direita, o atacante saltou bonito e obrigou Jean a fazer uma defesa de puro reflexo.

Pouco antes, o Bahia também teve sua única oportunidade em chutes de fora da área do Zé Rafael, para a boa defesa de Cássio. O meia, inclusive, está nos planos de Corinthians e Palmeiras para 2018.

Erros custam caro. No segundo tempo, os dois times continuaram tendo dificuldades de criação e mesmo assim o Corinthians quase abriu o placar. Fagner chutou, a bola bateu na zaga, Maycon pegou o rebote, mas Jean fez grande defesa. 

Pelo equilíbrio da partida, era necessário um erro individual para alguém abrir o placar. E assim aconteceu aos 26, quando Fagner tinha o domínio da bola, tentou girar para sair jogando, Edigar Junio foi mais esperto, roubou a bola e deixou para Vinicius bater e colocar o time da casa na frente. Erro crasso.

No desespero, o Corinthians foi para cima e só piorou a situação. Aos 48, Cássio foi para a área tentar o empate de cabeça, a zaga do Bahia cortou, na velocidade partiu no contra-ataque e Régis livre, só teve o trabalho de caminhar com a bola e mandar para as redes, garantindo o resultado, com uma certa dose de crueldade sobre o líder do campeonato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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