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O “toma lá dá cá” ($) vigora na Câmara de Cuiabá?

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Da Redação: G. Alves

 

Depois que o prefeito Emanuel Pinheiro (Cuiabá-MT) saiu em rede nacional televisiva enchendo os bolsos do terno de maços de dinheiro, os habitantes da capital levantaram questionamentos a respeito da ágil suplementação de repasse do Executivo à Câmara Municipal, no valor de R$ 6.725.075,95 (decreto número 6.343 – 30.08.2017).  Os recursos foram bloqueados inicialmente pela Justiça, sob suspeita de ser um providencial “cala boca” parlamentar. Isso porque os vereadores – após a veiculação do vídeo de Emanuel recebendo propina do ex-governador Silval Barbosa – poderiam partir para abrir CPI e conseqüente impeachment contra o prefeito Emanuel Pinheiro.

Prefeito Emanuel Pinheiro recebe maços de dinheiro, generosa propina do então governador Silval Barbosa

O caso estrondou nas manchetes dos principais veículos de comunicação do País inteiro. Tornou-se referência da prática corrupta que hoje impera livremente em várias administrações públicas. “Como a Casa de Leis do município cuiabano pode compactuar com tais práticas?” – pergunta que ecoou revoltosa em vários segmentos da sociedade.

Acuados pela opinião pública e sob o aceno tentador da gorda suplementação, os vereadores preferiram nem votar pela instauração da CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito. A maioria saiu em defesa ferrenha do prefeito Emanuel, alegando que nem a Justiça proferira denúncia condenatória. Portanto, não cabia à Câmara se pronunciar a respeito, e, sim, aguardar o andamento das investigações das autoridades cabíveis (?). “Mesmo porque a instauração de CPI presume gastos desnecessários”, outro argumento dos detentores de mandato popular “pelo povo”.

Essa manifestação de “solidariedade ao prefeito” não encontrou guarida apenas entre seis parlamentares, que salientaram ser dever do Legislativo apurar quaisquer irregularidades no trâmite da coisa pública, “doa a quem doer”. E houve quem alfinetasse mais: “No caso, mesmo que doa nos bolsos”.

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Vereadores cuiabanos aplaudiram a suplementação de repasse encaminhada pelo Executivo, vetando qualquer possibilidade de instaurar CPI para investigar Emanuel Pinheiro

O caso acarretou abalos na sociedade e trouxe desgaste inevitável à imagem já desgastada do Poder Legislativo Municipal, agora sem muita credibilidade por parte da população. No ato da exibição do vídeo comprometedor de Emanuel Pinheiro, ocorreram manifestações em frente à Câmara por parte de grupos de Movimentos Contra a Corrupção. Como compreender que todo o corpo parlamentar fique estático e mudo quando um prefeito é figura destacada de grupo corrupto? – pergunta formulada aos que defendem Emanuel.

A disponibilidade da suplementação parlamentar do Executivo aos escudeiros de Emanuel Pinheiro na Câmara ecoou então como um “cala boca” generoso, e mobilizou o MP a bloquear momentaneamente os recursos. A conclusão óbvia é: o prefeito Emanuel pode contar quase 100% com o apoio do Legislativo. Esteja certo ou errado.

 

 

 

 

 

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Corpo de Bombeiros retira carro que caiu em lago em Lucas do Rio Verde

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) foi acionado nesta quinta-feira (15.10) para retirar um carro de passeio que caiu em um lago às margens da BR-163, em Lucas do Rio Verde, a 332 km de Cuiabá. O veículo transportava passageiros, mas a corporação foi chamada apenas para auxiliar na remoção do automóvel.

A 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) recebeu o chamado da concessionária responsável pela rodovia por volta das 10h. Como o carro estava totalmente submerso, mergulhadores fizeram a amarração necessária para viabilizar a retirada.

O veículo foi içado com o auxílio de um guincho disponibilizado pela concessionária. Durante o trabalho, o tráfego na rodovia foi interrompido para garantir a segurança dos mergulhadores e dos demais profissionais envolvidos.

Fonte: Governo MT – MT



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