Mato Grosso
Moradores da Comunidade Paraiso aprende confeccionar bordados e brinquedos
Mato Grosso
Da Redação
Em Paraíso do Leste, distrito de Poxoréu (MT), recebe pela primeira vez em sua história, a política cultural do Estado numa iniciativa de apoio ao artesanato. Com o projeto Mãos do Paraíso, moradores da comunidade estão sendo capacitados em confecção de bordados e brinquedos.
Selecionado no edital MT Nascentes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), com recursos da Lei Aldir Blanc, o projeto está sendo executado desde fevereiro. Os materiais confeccionados na oficina serão expostos entre os dias 29 de março e 02 de abril para toda a comunidade. Também é prevista uma exposição fotográfica para deixar registrado o resultado das atividades.
A capacitação é realizada na Escola Estadual Argemiro Pimentel, em Paraíso do Leste. De acordo com a diretora da instituição, Elizângela Aparecida de Jesus Acassio, os participantes estão entusiasmados com a arte e já planejam outros passos, como manusear peças de bambu para a produção de artesanatos.
“Mãos do Paraíso é um projeto que começa cheio da boa energia da nossa gente. Paraíso do Leste tem recursos naturais e muita gente talentosa”, define Elizângela.
Além de todo o aprendizado, o projeto contribui ainda para saúde mental nestes tempos de pandemia. “O curso me ajuda a combater ansiedade e também estimula a criatividade”, revela uma das alunas da oficina, a dona de casa Célia Novaes
Para inscrever o projeto no edital da Secel, os organizadores contaram com o auxílio do produtor cultural de Poxoréu, Eden Costa. Para ele, a política de descentralização das ações culturais precisa ser um caminho sem volta em Mato Grosso.
“Eu me sinto extremamente realizado em contribuir para que esta iniciativa esteja atendendo aos anseios da comunidade do Paraíso do Leste”, conclui Éden.
*Com informações da Assessoria
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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