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Max Russi pede ao Estado nova compra de Botões de Pânico

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Da Redação

Em Mato Grosso, o uso de tornozeleiras em agressores enquadrados pelo crime de violência doméstica, (Lei Maria da Penha) é superior ao número de botões de pânico, utilizados por mulheres vítimas desse tipo de delito. São 188 agressores para 72 mulheres nessa condição, assunto que preocupou o primeiro-secretário da Assembleia, deputado Max Russi (PSB).

Pensando nisso, o primeiro-secretário da Casa de Leis solicitou do governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) a urgente necessidade de adquirir mais dispositivos, com intuito de aumentar a sensação de segurança dessas vítimas, considerando o aumento de casos de invasão de seus domicílios.

“Em razão da pandemia, houve um aumento substancial de violência doméstica, inclusive com maior número de casos de invasão das residências dessas vítimas. Seria de grande importância que mais aparelhos fossem disponibilizados, no esforço de se impedir que novos crimes de violência aconteçam,”, alertou Max Russi.

Esse dispositivo é vinculado a tornozeleira utilizada pelo agressor. Com isso, um raio de distância é estipulado pela Justiça e esse distanciamento deve ser cumprido pelo criminoso, ou seja, o agressor deve se manter longe da vítima. Caso contrário, o dispositivo irá vibrar alertando a vítima e também a central policial que tomará as devidas providências.

Segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), até julho do ano passado, foram instalados 14.786 botões de pânico. Ainda de acordo com o ministério, houve um aumento do uso de tornozeleiras eletrônicas e de botão de pânico. Isso porque, o mesmo período de 2019 (julho), eram 12.727 vítimas e agressores monitorados pela polícia. 

Aluguel Social – No estado, o programa “Ser Família”, antigo “Pró-Família’, idealizado pelo deputado Max Russi, em 2017, acolhe vítimas de violência doméstica por meio do ‘aluguel social’. Ajuda financeira para o custeio de moradia em âmbito mato-grossense.

Denúncia – A agressão pode ser denunciada através do número 180 – Central de Atendimento à Mulher; 190 – Polícia Militar; pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil ou pelo site www.ouvidoria.mdh.gov.br.

Foto: Fablício Rodrigues

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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