Mato Grosso
Prefeitura de Várzea Grande alinha parceria com Corpo de Bombeiros
Mato Grosso
Da Redação.
A prefeitura de Várzea Grande e o 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros deram início, na manhã do dia (11), às tratativas para manutenção da parceria no combate às queimadas urbanas. Nessa ação integrada, entre várias frentes, o Município cede caminhões-pipas, motoristas e ajudantes. A corporação entra com a expertise no combate ao fogo, juntamente com estratégias de atuação e o batalhão.
A convite do comandante do 2º Batalhão, o prefeito Kalil Baracat foi até a sede da corporação para conhecer melhor o trabalho realizado em Várzea Grande. A parceria de combate aos incêndios urbanos já existe, mas o prefeito anunciou ações mais preventivas no período da seca, entre julho e setembro. “Antes de ceder os caminhões-pipa, estaremos dando início {ainda neste período de chuvas} a uma grande frente de limpeza pública pelos bairros da cidade, com foco, justamente no combate às doenças e de prevenção às queimadas”. Conforme Kalil, a limpeza pode contribuir, e muito, para redução de casos de queima em terrenos baldios e dentro da cidade, mas lembrou que essa ação depende também da conscientização da população. “Limpamos e muitas vezes no mesmo dia são descartados materiais e entulhos na área”.
Além desse ‘mutirão’ de limpeza, o prefeito anunciou maior rigor na fiscalização dos terrenos urbanos, como forma de impedir acúmulo de entulhos/materiais que possam ser ‘combustível’, o gatilho, para os incêndios urbanos.
O comandante geral do Corpo de Bombeiros em Mato Grosso, coronel Alessandro Borges Ferreira, destacou a importância em contar com a parceria do Município para essas ações, e mais ainda, de iniciar as tratativas ainda no período das chuvas. “Precisamos nos antecipar ao período proibitivo de queimadas no Estado e dar respostas à população porque depois que o fogo ocorre, muito pouco há para ser feito. Ações da prefeitura também no reforço e conscientização ao não descarte de entulhos e lixos e novas frentes de limpeza urbana, são muito bem-vindas”.
O vice-prefeito, José Hazama, destacou durante a reunião que no ano passado um caminhão-pipa da secretaria de Educação foi cedido ao Corpo de Bombeiros e reforçou as equipes no combate ao fogo na cidade.
Como destacou o comandante do 2º Batalhão, tenente-coronel Mário Henrique Faro Correia, quanto mais cedo ações preventivas tiverem início, melhor será o resultado no período de seca, que nesse ano, poderá ir até o mês de outubro.
“Mais do que o combate e prevenção aos incêndios, esse planejamento pode surtir em menos doenças respiratórias na população, que entre julho a setembro, sofre muito com a fumaça que costuma estacionar sobre a cidade. Essa prevenção evita superlotação nas unidades de saúde e gastos a mais ao poder municipal”, pontuou o comandante geral.
Na reunião, o coronel Ricardo Antônio Bezerra Costa, comandante geral adjunto e Chefe do Estado Maior da corporação, fez um alerta de que o período de seca em 2021 poderá ser ainda mais difícil do que o vivenciado no ano passado. “Nesta semana entramos cerca de 80 quilômetros pela Transpantaneira e o que vimos foi uma grande escassez de água neste período de chuvas”. Como explicou mais, a falta de água é visível, pois nesse período o Pantanal deveria ter grandes porções de terras alagadas e com água farta, “mas não foi o que vimos e isso serve de alerta para todos nós”.
As parcerias entre o Município e a corporação não se restringem ao combate às queimadas. No programa ‘VG Segura’, os bombeiros formam brigadistas contra incêndios e primeiros socorros em órgãos públicos e grandes empresas. No âmbito municipal, 200 servidores passaram pela capacitação. Atualmente, em cada escola ou creche, há um profissional formado pelo programa.
O 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, em Várzea Grande, é referência em busca e resgate com cães, tendo parte do canil atuado na tragédia de Brumadinho (MG), quando os cães ficaram cerca de 100 dias em atuação.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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