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Em vídeo, enfermeira de Cuiabá pede que população fique em casa: ‘ninguém vai morrer se não for a um churrasco com os amigos’

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Da Redação

A enfermeira Ana Carolina Haddad, que trabalha em uma unidade básica de saúde de Cuiabá, usou as redes sociais para fazer um desabafo e pedir a colaboração da população para diminuir a contaminação pelo novo coronavírus na capital.

Conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) divulgados na tarde dessa terça-feira (12), Cuiabá registra 40.010 casos de Covid-19 e 1.234 mortes em decorrência da doença.

“As pessoas não estão levando a sério o que é este vírus. Desde março do ano passado estamos trabalhando, atendendo as pessoas, isso porque é uma unidade básica de saúde. A gente tem visto muita gente chorar, muita gente perder parentes, muita gente perder amigos e é triste”, disse ela no vídeo.

A enfermeira pede no vídeo para que a população fique em casa.

“Gente, vocês não sabem o tanto que é triste, é doído, dói, as pessoas perderem seus entes queridos. Por favor gente, vamos ficar em casa. Vamos sair só quando for necessário. Ninguém vai passar mal, ninguém vai morrer se ficar sem encontrar com os amigos, se ficar sem ir a um churrasco. Antes você ficar isolado do que você perder alguém que você ama. Não está certo isso. Passeios, shoppings, tudo isso pode esperar”, pede Ana Carolina.

Ela prossegue a gravação contando que atendeu nesta quarta-feira (13) uma paciente que está mal e que a família toda, praticamente, se infectou com o coronavírus.

“Eu resolvi gravar este vídeo porque hoje a unidade está lotada, cheia de gente, não para de chegar um minuto. E as pessoas chorando. Acabei de atender uma paciente, está desesperada porque perdeu a mãe por Covid, o marido está internado em uma UTI por Covid também, a filha está em casa se tratando e hoje ela veio aqui porque ela também está muito mal”, conta.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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