Mato Grosso
Diego Guimarães e Juca do Guaraná: próximas “jogadas” influenciam os rumos de 2022
Mato Grosso
Da Redação.
Assim, como aconteceu na disputa do segundo turno eleitoral em Cuiabá, quando tudo pareceria ter uma vitória segura para o candidato da oposição, nos “48 do segundo tempo” tudo mudou, o enredo do contexto, mostra o mesmo direcionamento para a disputa da Mesa Diretora, na Câmara Municipal.
De um lado, o vereador reeleito Juca do Guaraná (MDB) que driblou a disputa entre Adevair Cabral (PTB) e Renivaldo Nascimento (PSDB), lançando seus nomes para disputar a presidência, agora apareceu com supostos 14 apoiadores.

Do outro lado, o também vereador reeleito, Diego Guimarães (Cidadania) demonstrar ter o poio de sete vereadores, porém ainda conta com aqueles que foram eleitos pela base do então candidato a prefeito de Cuiabá, Abílio Junior.
Se de um lado existem três nomes, mesmo declarando consenso, que no caso, supostamente seria o nome do vereador Juca do Guaraná, do outro lado, o nome do vereador, Diego Guimarães é unanimidade, o que mostra coerência dentro do grupo.
Juca do Guaraná que é da base do prefeito eleito Emanuel Pinheiro (MDB), agora lidera um grupo de vereadores, que ganha corpo, e já é tida por muitos, como vitoriosa na disputa pela Mesa.
“Interesses muito além do comando da Mesa Diretora, podem estar movimentando os bastidores da disputa pela presidência”.

Foto: camaracba
Por outro lado, Diego Guimarães ainda acredita na lealdade daqueles que foram eleitos pela base de Abílio Júnior, independentemente de ser oposição ou centro, mas que trabalhe pelos interesses do povo cuiabano.
“De acordo com informações de bastidores, se Juca do Guaraná tem o apoio do prefeito Emanuel Pinheiro, o grupo de Diego Guimarães estaria sendo apoiado por representantes do Governo do Estado, jogo de interesses, que têm resultados a curto, médio e longo prazo”.
Historicamente, as disputas pelo comando da Mesa Diretora das Câmaras Municipais, tendem apresentar novidade e surpresas, que mudam praticamente por completo, o cenário da política no município.
“A omissão ou atos discretos dos vereadores eleitos pela base de Abílio Júnior, está chamando atenção dos eleitores que votaram neles, em busca de mudanças”.
Faltado pouco mais de 48 horas, as apostas começam aquecer na capital, será que mais uma vez, o povo de Cuiabá terá surpresa na calada da madrugada.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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