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“Uso da inteligência e da tecnologia reduziram os índices de criminalidade” afirma Bustamante

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Da Redação

Atuação preventiva da área de segurança, aliada ao uso cada vez maior da inteligência, da análise criminal e da tecnologia no trabalho operacional, permitindo antecipar as ações criminosas. Com esta metodologia de trabalho, a Secretaria de Estado de Segurança Pública, sob Alexandre Bustamante, tem reduzido os índices criminais no Estado.

“A tecnologia veio para somar”, diz o secretário, destacando ferramentas, como o videomonitoramento, que possibilita o reconhecimento facial e facilita a captura de pessoas foragidas.

Ele destaca também que a construção em apenas 45 dias de 400 novas vagas na PCE (Penitenciária Central Estadual), a serem inauguradas nesta semana, é uma demonstração de que há solução para o Sistema Penitenciário.

Bustamante afirma que os R$ 766 milhões, a serem destinados à Segurança Pública pelo programa Mais MT, serão aplicados com foco na sociedade, oferecendo um serviço público de qualidade. 

Leia a entrevista na íntegra:

Os índices criminais estão reduzindo no Estado. Alguns, inclusive, ficando abaixo de médias nacionais. Qual o trabalho desenvolvido pela Sesp para diminuir ainda mais o número de crimes em Mato Grosso?

Alexandre Bustamante – O uso cada vez maior da inteligência e da análise criminal no trabalho operacional. Este é um fator que trás, para nós da área de segurança, um foco. Ou seja, trabalhar em locais onde há maior incidência de crimes.

Cada vez mais que o cidadão registra um boletim de ocorrência, registra ações de grupos criminosos. É onde mais iremos atuar. Por isso, a importância dos registros.     

Um fato que chama a atenção neste último ano diz respeito à modalidade de assalto a bancos, que ficou conhecida como “novo cangaço”, sem nenhum registro dessa natureza no Estado. A que se deve este resultado positivo?

Alexandre Bustamante – À atuação preventiva da área de Segurança Pública aliada ao uso da inteligência. Especialmente, o uso da inteligência nos órgãos e nas agências que compõem o Sistema de Segurança. Quando conseguimos otimizar o trabalho, trocar informações com celeridade, conseguimos antecipar toda e qualquer ação criminosa.    

Um dos principais investimentos da Secretaria é em tecnologia. Como a tecnologia pode melhorar o trabalho da segurança pública? Já tivemos algum impacto com esses investimentos?

Alexandre Bustamante – Sim, diversos impactos. O uso de OCR (reconhecimento ótico de caracteres) é um exemplo. O uso de ferramenta de buscas e informações, outro. Querendo ou não, a tecnologia veio para somar. Atualmente, através da tecnologia, a gente consegue fazer videoconferências, evitando deslocar mais de mil quilômetros uma pessoa para pode participar de uma reunião.

Todas estas ferramentas, que estão sendo colocadas à disposição da Segurança Pública, vêm para otimizar o nosso trabalho. Outro exemplo são as ferramentas de videomonitoramento, que, ao possibilitar o reconhecimento facial, facilita a captura de pessoas foragidas.

O governo está ampliando o número de celas no sistema penitenciário e, nesta semana, inaugura um novo raio na PCE, com mais de 400 novas vagas. Como isso é possível em tão pouco tempo?

Alexandre Bustamante – Este é o modelo Mauro Mendes de trabalhar. Dar dinâmica, celeridade e respostas rápidas aos problemas que nos são apontados. A construção deste novo raio no prazo de 45 dias, entregue com 60 dias desde o início da ordem de serviço, é uma demonstração de que há solução, desde que o governo tenha interesse em fazer.

Vamos mostrar para sociedade que há condição de resolver o problema prisional. Desde que todas as forças do Estado (Poder Judiciário, Ministério Público, Assembleia Legislativa e Poder Executivo) comunguem com a mesma ideia. Se fizermos isso, vamos resolver o problema do Sistema Penitenciário em Mato Grosso.

Utilizamos nesta obra um modelo inovador de construção, que, acredito, pode ser uma solução para o sistema prisional no país. É um sistema pré-moldado, com estrutura diferenciada de concreto, com fibras, para evitar qualquer buraco na cela.

Assim, vamos reduzir a quantidade de reeducandos nas celas, separando presos condenados, de presos provisórios; presos com maior periculosidade, de presos com menor periculosidade.

O que precisamos, realmente, é aumentar a quantidade de vagas, para que possamos separar os tipos criminosos, os que oferecem maior perigo à sociedade dos que oferecem menor perigo. 

O programa Mais MT prevê R$ 766 milhões em investimentos para os próximos anos somente em Segurança Pública. Quais melhorias podemos esperar na Segurança Pública estadual?

Alexandre Bustamante – Melhoria da qualidade do serviço público prestado nas instalações que recebem a sociedade civil. Melhoria do equipamento da área de segurança. Melhoria da qualidade e aumento do número de viaturas que atendem à sociedade e às forças de seguranças.

Onde houver necessidade de viaturas traçadas, teremos viaturas traçadas. Onde não houver necessidade, teremos viaturas condizentes com o terreno urbano. Foi o determinado pelo governador: que atenda melhor a área de segurança, mas sempre com foco na sociedade, para obter uma melhor reposta, oferecendo um melhor serviço público, com qualidade e menor custo.      

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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