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BNDESPar reverte prejuízo e lucra R$ 9 milhões no 2º trimestre

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Empresa de participações societárias do banco de fomento foi beneficiada pelo cenário mais positivo na Bolsa; no mesmo período do ano passado, companhia teve perdas de R$ 1,3 bilhão

Da Redação

 

A BNDESPar, empresa de participações societárias do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), registrou lucro líquido de R$ 9 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 1,276 bilhão de igual período de 2016. O cenário mais positivo na Bolsa ajudou os investimentos do BNDES em ações e títulos. A BNDESPar informou ainda que adiou para o segundo semestre um teste de “impairment” – usado normalmente para calcular perdas – em seus investimentos no frigorífico JBS.

Os números foram divulgados pela instituição de fomento em relatório enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de sexta-feira. Mesmo em um ambiente mais positivo no mercado de ações na comparação com 2016, o lucro líquido da BNDESPar ficou abaixo do visto no primeiro trimestre deste ano, de R$ 1,2 bilhão.

O resultado poderia ter sido pior se o banco fizesse alguma baixa contábil por causa de sua participação na JBS, que viu seus papéis perderem valor após a delação premiada de executivos do grupo controlador que envolveu o presidente Michel Temer e revelou atos de corrupção.

O relatório da BNDESPar reconhece que os “eventos recentes” da JBS “provocaram uma reação negativa do mercado e acarretaram uma grande volatilidade no valor das ações da empresa” no segundo trimestre. Ainda assim, “a Administração da BNDESPar considerou que a realização de cálculos estimados para fins de cálculo do valor de uso do investimento estaria demasiadamente sujeita às incertezas do momento”. “Com isso, decidiu adiar o teste do valor recuperável (teste de impairment) do investimento para o segundo semestre de 2017”, diz o relatório.

Ainda de acordo o documento, a melhoria do resultado no segundo trimestre foi impulsionada por perdas menores com participações societárias, passando de um prejuízo de R$ 1,722 bilhão no segundo trimestre de 2016 para um prejuízo de R$ 112 milhões.

Esse prejuízo foi menor porque houve redução de 71,3% na despesa com “perdas em investimentos” na comparação entre o segundo trimestre de 2016 (R$ 1,653 bilhão) para o segundo trimestre deste ano (R$ 112 milhões). Além disso, houve aumento de 107,7% da receita com dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) entre os trimestres (R$ 247 milhões de abril a junho de 2016 e R$ 513 milhões no trimestre passado).

Por fim, a BNDESPar reduziu suas perdas com “derivativos de renda variável”. No segundo trimestre de 2016, a perda foi de R$ 430 milhões. Em igual período de 2017, ficou em R$ 123 milhões.

Em relação ao primeiro trimestre de 2017, porém, o mercado piorou. O valor total da carteira de ações da BNDESPar caiu 7,8% entre 31 de março e 30 de junho, de R$ 63,628 bilhões para R$ 58,667 bilhões. “A redução da carteira de participações societárias no trimestre resultou do declínio no valor justo das participações em sociedades não coligadas, reflexo, principalmente, da desvalorização da cotação em Bolsa das ações da Petrobras, Eletrobras e Vale”, diz o relatório.

Os resultados do segundo trimestre da BNDESPar foram publicados na CVM após uma reunião do conselho de administração do banco de fomento, na sexta-feira. Os resultados consolidados do BNDES poderão ser divulgados nesta segunda-feira, 14.

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Fazenda mantém subsídio de R$ 2,12 ao óleo diesel

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O Ministério da Fazenda publicou nessa sexta-feira (25), em edição extra do Diário Oficial da União, uma portaria que assegura a manutenção da subvenção de R$ 2,12 por litro ao óleo diesel.

A Portaria nº 2.946 evita a redução do benefício, prevista para este sábado (26) após o término da vigência da Medida Provisória nº 1.363/2026.

De acordo com o ministério, a continuidade da subvenção se deve à persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis.

“Como a MP 1.363/2026 encerra sua vigência em 26 de setembro, o Ministério da Fazenda ajustou a portaria para que, a partir de 27 de setembro, o valor de R$ 2,12 por litro passe a ser estabelecido integralmente”, justificou a pasta.

Histórico

O ministério lembra que a subvenção ao diesel foi criada inicialmente tendo como valor R$ 1,12 por litro. “Posteriormente, diante do agravamento do cenário externo, a MP 1.391 autorizou o Ministério da Fazenda a definir, por ato próprio, o valor da subvenção ao diesel”, acrescentou.

Com base nessa autorização, o ministério fixou uma subvenção adicional de R$ 1 por litro, elevando o valor total para R$ 2,12.

Em nota, a Fazenda informou que a nova portaria não aumenta a subvenção, e que o objetivo é assegurar a manutenção do valor atualmente praticado diante da persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis.



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