Opinião
A PISTOLAGEM ELEITORAL
Opinião
Chapada dos Guimarães inova e saí na frente, no Mato Grosso, inaugurando uma nova formula, sem vergonha, de fazer política em processo eleitoral de 2020.
A pistolagem eleitoral!!!
O candidato que se auto intitula como empresário, Antônio Paulo da Silva, chamado de “Paulinho quero quero Mais”, pelo Partido Social Liberal – PSL, publica vídeo na internet onde “oferece os seus serviços para cuidar” da vida do candidato Gilberto Melo, à atual prefeita Thelma de Oliveira – PSDB.
Gilberto Melo, que já foi prefeito da cidade no período de 2008/2012 é o candidato do Partido Liberal – PL ao cargo, novamente, neste pleito de prefeito em 2020 e líder em todas as pesquisas de opinião.
Muito preocupante e vergonhoso este oferecimento, público, de pistolagem eleitoral, pois indica um alto nível de desespero da parte daqueles que se laçaram neste processo de forma irresponsável, em possível conluio, articulado pelo grupo político da atual prefeita Thelma de Oliveira – PSDB.
É uma lástima!
É preciso lembrar. A nossa Chapada, após este longo período de trevas administrativas, com gestão de incompetências, blefes, mentiras e dissimulações, sendo a regra geral e “marca de governo”, precisa fugir das soluções impositivas e inconsequentes dos que se julgam “superiores”, a tudo e a todos, sendo os verdadeiros “mestres” dos professores que ensinaram a Deus criar o mundo.
A disputa eleitoral, certamente com diversas divergências, deve e precisa ocorrer no campo das ideias, da saudável discussão de projetos e programas, para o benefício de toda a sociedade, evitando-se, a todo custo, o confronto pessoal.
A convivência com quem pensa diferente permite o embate saudável de ideias e a reconstrução permanente destas, até seu aperfeiçoamento. Assim se faz a boa educação, no convívio entre diferentes, em permanente evolução.
Onde é que já se viu, sr. paulinho quero quero mais, uma situação dessa: “deixa ele comigo”???
O que o sr. pretende, sr. paulinho quero quero mais? Para o que exatamente se propõe?
Posição rasa, esdrúxula e inconsequente a sua, candidato paulinho quero quero mais!!!
Qual será o próximo, verdadeiro, candidato da oposição, ao cargo de prefeito que o sr. irá ameaçar???
É preciso responsabilidade, seriedade e amor pela nossa cidade e não “servicinhos” sob encomenda!!!
O que sr. precisa entender é que, para o crime, existe a polícia, o Ministério Público Criminal, o Ministério Público Eleitoral e o Poder Judiciário, a Justiça, sr. paulinho quero quero mais!!!
Vale lembrar, também, a atual prefeita Thelma de Oliveira, chefe maior de uma gestão temerária, abalada e desgastada, auto declarada doente e desde meados de 2019 não dando expediente na prefeitura, enferma de câncer na mama, recusando-se, sistematicamente, a passar o cargo para seu vice, Osmar Fronner e submetida aos ditames partidários do PSDB, foi empurrada para a campanha de reeleição com uma candidatura imposta a todo o custo e qualquer preço, com a finalidade desesperada de manutenção e preservação dos interesses comerciais e empresariais, de amigos e seus correligionários políticos. Com o orçamento público em cerca de 70 milhões de Reais, para o corrente ano de 2020, são valores em torno 15 milhões/ano, em contratos mantidos pela prefeitura.
Manifestamos a nossa solidariedade ao Ser Humano Thelma Pimentel Figueiredo de Oliveira.
Não se trata de querer ou desejar o mau para qualquer outro Ser Humano. Não há nada de pessoal em nossa posição, que é política. Há sim o desejo que esta cidade volte a vibrar na energia do crescimento, desenvolvimento e bem-estar para todos nós, nascidos ou não no município, mas que escolhemos Chapada para viver.
O que repudiamos sãos os seus conceitos horrorosos de gestão e política administrativa, sra. Prefeita Thelma de Oliveira- PSDB, baseados no mau uso do dinheiro que é público, de todos nós contribuintes.
O dinheiro não é do PSDB,!!!
A nossa Chapada precisa de Gestor/Gestora que tenha segurança e experiência em gestão pública, com equilíbrio emocional, que saiba escutar e respeitar uma opinião contrária e a condição de construir soluções de consenso, através do diálogo com os vários atores e segmentos sociais. Um Gestor ou Gestora de muita capacidade de trabalho, mais muito mesmo. Trabalho sério com liderança de relativo poder de aglutinação e base, para a formação de uma boa equipe para a busca de soluções difíceis que se tornarão necessárias.
Glamour, em festas Da capital Cuiabá, dizendo-se prefeita, sem ser de fato?
A nossa Chapada não suporta mais esse estado de coisas, em que está sendo obrigada a viver!!!
Pistolagem eleitoral, não!!!
Paulo Bomfim
Cidadão e leitor em Chapada dos Guimarães
Opinião
O jogo acaba. O “nós contra eles”, não
A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.
Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.
O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.
A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.
É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.
Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.
Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.
A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.
No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.
Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar
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