Mato Grosso
Tenente dos bombeiros acusada de morte de aluno em MT apresentou 6 atestados médicos
Mato Grosso
Izadora Ledur atuava como instrutora no dia em que Rodrigo Claro passou mal e depois morreu. Sexto atestado foi concedido e tenente ficará de licença médica até o dia 15 de outubro.
Da Redação
A tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur de Souza Dechamps, acusada da morte do aluno Rodrigo Patrício Lima Claro, de 21 anos, que passou mal durante um treinamento aquático em novembro de 2016, em Cuiabá, já apresentou seis atestados médicos para tratamento de saúde desde a época em que o caso foi registrado até julho deste ano.
O G1 não localizou a defesa da tenente. Os documentos, publicados no Diário Oficial do Estado (DOE), mostram que Ledur esteve de licença médica entre os dias 25 de novembro e 24 de dezembro de 2016. No segundo atestado, a tenente esteve de licença entre os dias 9 de março de 2017 a 15 de março. O terceiro documento foi apresentado e ela conseguiu se ausentar, novamente para tratamento, entre os dias 20 de março a 18 de maio.
O Corpo de Bombeiros recebeu o quarto atestado médico e Ledur ficou em tratamento entre os dias 15 de maio e 17 de junho. O quinto atestado foi autorizado e a militar se ausentou das atividades entre os dias 18 de junho e 17 de julho. O sexto e último atestado foi recebido pelos bombeiros e Ledur ficará de licença médica entre os dias 18 de julho e 15 de outubro deste ano. O documento foi publicado no DOE do dia 2 de agosto.
No dia 27 de julho a juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, acatou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra a tenente, que virou ré e passou a responder pelo crime de tortura. Além dela, outros cinco militares dos bombeiros foram denunciados.
Rodrigo Claro
Rodrigo morreu no dia 15 de novembro, após passar mal em uma aula prática na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, na qual a tenente Izadora Ledur atuava como instrutora.
De acordo com a denúncia do MPE, Rodrigo demonstrou dificuldades para desenvolver atividades como flutuação, nado livre e outros exercícios. “Os métodos abusivos praticados pela instrutora consistiram tanto de natureza física, por meio de caldos com afogamento, como de natureza mental utilizando ameaças de desligamento do curso ”, como consta na denúncia.
Ainda segundo o órgão, depoimentos durante a investigação apontam que ele foi submetido a intenso sofrimento físico e mental com uso de violência. A atitude, segundo o MPE, teria sido a forma utilizada pela tenente para punir o aluno pelo mal desempenho.
“Com efeito, verifico que se trata de fato grave, que demonstra crueldade extrema por parte da tenente Izadora e seu total desprezo pelo aluno vitimado. Verifico que há indícios suficientes de autoria e que a materialidade está estampada nos autos, tanto por meio de documentos, quanto pelos depoimentos prestados”, diz a juíza na decisão.
Fonte: G1
Mato Grosso
Primeiro dia de júri do caso Zampieri ouve seis testemunhas
O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá encerrou, nesta terça-feira (29), o primeiro dia de julgamento de três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri. A sessão será retomada nesta quarta-feira (30), às 9h, com a continuidade da instrução em plenário.Ao longo do dia, foram ouvidas seis testemunhas. Prestaram depoimento o delegado da Polícia Civil Nilson André Farias de Oliveira, responsável pelas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo; o empresário José Marcos Marini; Mariana Costa Pinto; Lucilene Gonçalves da Silva; e o delegado da Polícia Civil Edilson Ricardo Pick.Durante as oitivas, os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins concentraram os questionamentos na reconstituição da dinâmica do homicídio, no planejamento da ação criminosa e nos elementos probatórios produzidos ao longo das investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal.O julgamento apura a responsabilidade de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes da Silva é apontado como autor dos disparos que vitimaram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime, enquanto Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de integrar a empreitada criminosa.A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também atua na acusação, como assistente do Ministério Público, o advogado Giovani Santin.Os trabalhos serão retomados na manhã desta quarta-feira (30), quando haverá continuidade das demais fases previstas para o julgamento.Fotos: TJMT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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