Mato Grosso
76% dos atendimentos do Centro de Triagem são moradores de Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Em 33 dias de funcionamento, o Centro de Triagem da Covid-19 atendeu 14.711 moradores de Cuiabá. O número equivale a 76,7% do total de 19.174 atendimentos já realizados pela unidade, que funciona na Arena Pantanal.
Um levantamento feito pela coordenação do Centro também elenca os 10 bairros da capital com mais registros de atendimento no complexo.
As regiões mais assistidas pelo serviço foram: CPA III com 502 pacientes; Dom Aquino com 423; Santa Isabel com 411; Tijucal com 404; CPA IV com 371; CPA II com 275; Pedra 90 com 268; Novo Terceiro com 268; Cidade Alta com 265 e Jardim Vitória com 261.
Ainda de acordo com o balanço, 3.770 residentes de Várzea Grande foram atendidos pelo Centro de Triagem, o equivalente a 19,6% dos atendimentos já prestados pela unidade.
O ranking dos 10 bairros várzea-grandenses inclui: Cristo Rei com 243 atendimentos; Mapim com 198; Centro com 158; Jardim dos Estados com 155; Centro Sul com 138; Ponte Nova com 115; Costa Verde com 105; Parque do Lago com 89; Vinte e Três de Setembro com 78 e bairro da Manga com 76.
No total, 3,7% dos atendimentos realizados na Arena Pantanal envolvem residentes de outros municípios de Mato Grosso. Conforme enfatiza a diretora do Hospital Estadual Santa Casa, Patrícia Dobes, a unidade de triagem atende a todos os cidadãos, não havendo uma limitação por município de residência.
“O Centro foi pensado para conter a alta demanda da Baixada Cuiabana, mas a unidade atende a toda e qualquer pessoa que venha a retirar a senha e compareça presencialmente à triagem.”
Atendimentos gerais
O Centro de Triagem da Covid-19 atendeu um total de 19.174 pacientes desde quando entrou em funcionamento, no dia 22 de julho. A unidade tem auxiliado os municípios da Baixada Cuiabana na atenção básica para o enfrentamento do coronavírus.
Do total de atendimentos, 3.545 pessoas tiveram o diagnóstico positivo para a Covid-19, 9.130 dos atendidos apresentaram resultado foi negativo e 6.499 foram considerados suspeitos. Ainda durante o período, 1.368 tomografias foram realizadas.
Mato Grosso
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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