Mato Grosso
Policia Militar agiu em mais de 4 mil dispersões e 280 mil abordagens de prevenção à Covid-19
Mato Grosso
Da Redação
Em cinco meses de pandemia a Polícia Militar tem sido uma grande aliada da população mato-grossense na prevenção do novo coronavírus, além da missão constitucional de fazer segurança pública, atuar na prevenção e repressão à criminalidade.
Os policiais militares estão na linha de frente e já atuaram em 4.250 dispersões. Ou seja, encerraram encontros, reuniões, partidas de futebol, acampamentos em áreas de cachoeiras, parque e, principalmente, festas clandestinas nas quais havia práticas criminosas e nenhum respeito às medidas de prevenção ao vírus.
Todavia, o que os números mais mostram é que os policiais vêm trabalhando na orientação e conscientização. Registros da PM apontam mais de 280 mil abordagens a pessoas para orientar e alertar sobre a pandemia, especialmente o uso obrigatório e correto da máscara facial e a necessidade do distanciamento social. Média de 56 mil abordagens ao mês.
A PM também assumiu a responsabilidade de envasar álcool 70% para atender suas próprias unidades, hospitais e dezenas de órgãos do Executivo, além de entidades filantrópicas. Por ser material inflamável e estar armazenado em grandes quantidades, coube aos militares estaduais engarrafar o produto e fazer a segurança do depósito.
Com base no Decreto Estadual 425, de março de 2020, que estabeleceu as medidas restritivas às atividades para prevenção dos riscos de disseminação do coronavírus que a Polícia Militar instituiu o Comitê Estratégico de Controle e Monitoramento das Ações da Pandemia.
Por meio do Comitê planeja e executa ações nos 141 municípios e distritos de Mato Grosso e a cada nova determinação governamental vai se adequado às necessidades desse cenário pandêmico.
O monitoramento é feito por meio da Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística (Spoe), sob acompanhamento e coordenação do coronel Wankley Corrêa Rodrigues, subchefe de Estado Maior e diretor Operacional da PMMT. Já nas atividades operacionais a PM mantém equipes de policiais atuando continuamente nas ruas em ações independentes e conjuntas com as prefeituras, Vigilância Sanitária e outros órgãos.
Em todos os municípios há escala policial no comando das ações. Com plantão de 24 horas, aquele que foi designado para comandar tem como atribuição liderar as operações de rua relacionadas à prevenção do coronavírus e a repressão ao descumprimento das medidas sanitárias.
O comandante da PMMT, coronel Jonildo José de Assis, disse que tinha certeza que os policiais militares se empenhariam e não mediriam esforços, como estão fazendo, em mais essa importante missão em defesa da sociedade.
“Somos protagonistas em momentos de crise e sabemos o que os cidadãos esperam que nós, os profissionais que usam farda; esperam que exerçamos o papel de liderança nas situações emergenciais como essa que estamos vivendo, que o mundo está vivendo”, frisou Assis.
Assis lamentou a morte de três policiais da ativa, os sargentos Salvaterra, Oliveira e Canavarros, contaminados pelo coronavírus. “Infelizmente tivemos três baixas, perdemos três guerreiros, mas não podemos esmorecer em nenhum momento”, completou.
O comandante lembrou que estar na linha de frente em um quadro de pandemia representa grandes riscos, porém as necessidades coletivas são maiores e exigem do policial uma postura de enfrentamento, assim como acontece no trabalho cotidiano da repressão a criminalidade.
No universo de 7.100 policiais militares, Mato Grosso registrou, até 14 deste mês, 464 casos positivos para Covid-19, a grande maioria assintomática ou com sintomas leves. Desse total, 436 policiais já se recuperaram e retornaram ao trabalho, e 28 estão em tratamento, apenas um está internado.
O coronel Rodrigues destacou que, apesar de Mato Grosso estar em uma fase de retração dos óbitos por Covid-19 e aumento da disponibilidade de leitos hospitalares, é fundamental que as pessoas se conscientizem sobre a necessidade de manter as medidas de higiene, o uso de máscara facial e o distanciamento social para vencer o coronavírus. “O apelo da PM é para que cada cidadão tenha consciência da importância do seu papel, somente assim venceremos essa pandemia”, finalizou Rodrigues.
Denuncie
Na PM, as denúncias de aglomeração, festas clandestinas e outras ocorrências de desrespeito às medidas de prevenção ao coronavírus devem ser direcionadas ao 190 e disque-denúncia 0800 65 3939.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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