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Eleições Municipais 2020

Os servidores públicos do Estado de Mato Grosso vivenciaram e estão vivenciando muitas transformações em 2020, mas nem de perto sonharam com tantas ações negativas direcionadas exclusivamente a categoria como tem sofrido seja na previdência seja até no direito de se manifestarem.
Pensando em tudo isso muitos grupos de servidores Civis e Mitares tem se organizado e conseguindo atingir alguma ação de congregar apoio da sua respectiva base de servidores em prol da categoria como temos observado.

A pandemia da covid-19 estremeceu ainda mais as diferenças nos distintos segmentos de categoria dos servidores, umas até mesmo provocadas propositalmente pelo próprio governo.
Assistimos uma luta entre os poderes Legislativo, Judiciário e o Executivo para excluir-se de tais mudanças e nos repasses de duodécimos, e o primo pobre do executivo infelizmente é o primeiro a sofrer.

“Isso impacta diretamente a vida de mais de 100.000 servidores públicos estaduais e seus familiares”.

Diante da atual realidade discorrida, da ingerência e interferência política, os servidores do Indea, que prestam um grande serviço a sociedade Mato-grossense, principalmente aos pequenos e médios produtores rurais do Estado, em virtude dos últimos acontecimentos na autarquia e de não se sentirem bem representados politicamente decidiram em conjunto com o sindicato dos servidores do sistema Agrícola, Agrário e Pecuário de Mato Grosso (SINTAP) que congrega os servidores do INDEA e INTERMAT lançar vários candidatos a vereadores em busca de ter representantes para defender os interesses do órgão e de seus servidores primeiramente nos municípios e tão logo a nível estadual.
Trata-se inicialmente de uma construção que começa pelas eleições municipais.

O grupo se destaca por ser pluripartidário, formado por servidores efetivos, alguns já ocupando cargo eletivo com trabalhos prestados em seus respectivos municípios e servidores técnicos que estão debutando na política.
O servidor do INDEA se destaca por ter um corpo-a-corpo com os munícipes em tempo integral, rodam grandes percursos por dia e conhecem como poucos os pontos positivos e negativos de seu respectivo município.

O grupo nasce da real necessidade de fortalecimento da autarquia INDEA-MT, de reagrupamento dos servidores, da urgente valorização da categoria, administrativamente e principalmente na seara política.
É um Grupo de livre manifestação, opinião, atividade intelectual, onde toda essa pluralidade de pensamento convergindo para o bem de todos.
São 40 anos de história e hoje precisamos estar inseridos politicamente no Estado.

Estarão se colocando na disputa os seguintes servidores assim distribuídos: o secretário sindical da executiva estadual Max Campos (PSB) – Cuiabá, vereador Carlos do INDEA (PDT) – Araguaiana, o atual vereador Chico do INDEA (PV) – Juara, Diniz Oliveira (DEM) – Chapada dos Guimarães, o também vereador Isidoro Júnior (PSL) – Nova Guarita, Euler Borges (PSDB) – Colíder, Joas Nalini (DEM) Tangara da Serra, Antônio Pilar (PRTB) – Chapada dos Guimarães, o também vereador Denilson (Solidariedade) Poxoréo, Izaias (PSL) – Sapezal, Claudio Baiano (PRTB) – Rondonópolis, Vilceles (PODEMOS) – Apiacas, o também vereador Joranir Soares (DEM) – Peixoto de Azevedo, Cida Borges (PL) – Novo Horizonte do Norte e a maior aposta do grupo será eleger a vereadora Guiomar Cardoso (PDT) pré candidata a Prefeita do município de Comodoro.
Os servidores públicos estaduais estão se colocando ainda mais a disposição da sociedade, é hora de deixar para trás a *pecha de massa de manobra para protagonista de seus próprios destinos* e para isso a união de TODOS para o fortalecimento político se faz imprescindível neste momento e, entendem que o ano tão difícil quanto 2020 é o ponta pé inicial para isso.

O INDEA está presente em 139 municípios, 07 barreiras sanitárias na fronteira com a Bolívia e 05 posto estaduais.

Max Campos é servidor público estadual e secretário sindical da executiva estadual do PSB/MT.

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O jogo acaba. O “nós contra eles”, não

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A Copa do Mundo está chegando ao fim justamente quando o Brasil entra na fase mais sensível de uma eleição presidencial atravessada por um país em estado de tensão. Não é apenas coincidência de calendário. É um contraste revelador. Durante algumas semanas, a camisa da Seleção cria uma identidade coletiva rara em um país profundamente dividido. O gol faz desconhecidos se abraçarem sem perguntar em quem o outro votou. A comemoração não pede carteira de filiação partidária. O canto da torcida dispensa declaração de posicionamento ideológico.

Por alguns dias, o Brasil lembra que ainda consegue compartilhar emoções antes de compartilhar convicções. A Copa não resolve nossas fraturas. Apenas decreta um breve cessar-fogo na guerra permanente em que transformamos a política. Talvez esse seja o maior constrangimento da política brasileira: um gol ainda consegue unir o que a própria política insiste em separar.

O problema é que o Brasil que reaparece depois da Copa não é um país leve. É um país desconfiado, intoxicado pela lógica do “nós contra eles” e marcado por anos de rupturas políticas. Já tivemos impeachment, prisão de ex-presidentes, uma eleição atravessada por uma facada, contestação do resultado das urnas, tentativa de golpe de Estado, entre outros fatos. Não é pouca coisa. Em menos de uma década, passamos a tratar a derrota eleitoral como uma tragédia nacional e a ruptura entre brasileiros como um efeito colateral aceitável.

A democracia brasileira não chega a 2026 apenas dividida. Chega com um número cada vez maior de brasileiros convencidos de que quem pensa diferente representa um perigo. O problema não começa quando dois lados pensam diferente. Começa quando um deles conclui que o outro perdeu o direito de pensar diferente. A partir daí convencer deixa de ser o objetivo. Basta derrotá-lo, calá-lo ou expulsá-lo do debate.

É justamente aí que a Copa encontra a política brasileira. Na Copa, o brasileiro sofre, reclama, critica o técnico, promete nunca mais assistir, mas sabe que haverá outro campeonato. A derrota dói, mas não vira certidão de óbito do país. Na eleição polarizada, acontece o oposto. O resultado deixa de ser uma alternância natural da democracia e passa a ser tratado como um apocalipse. Se o meu lado perde, acabou o Brasil. Se o outro vence, a tragédia já estava anunciada. A política brasileira parece ter encontrado no medo o seu cabo eleitoral mais eficiente. Em 2026, não basta prometer um futuro melhor. É preciso convencer o eleitor de que o futuro do outro será insuportável.

Não por acaso, pesquisas recentes mostram que a disputa presidencial já não se organiza apenas em torno da preferência do eleitor, mas também do medo da vitória do adversário. Em levantamento recente, brasileiros foram perguntados qual resultado lhes causaria maior preocupação: uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro ou a reeleição de Lula. O dado diz muito. Em vez de escolher quem parece mais capaz de conduzir o país, uma parcela do eleitorado já vota pensando em quem precisa ser impedido de governar. Quando o medo ocupa o centro da disputa, a esperança deixa de pedir voto e passa a disputar espaço com o pânico.

Talvez a maior lição da Copa seja justamente aquela que a política brasileira parece ter desaprendido: adversário não é inimigo. No futebol, ninguém propõe acabar com o time rival para conquistar o título. Pelo contrário. Sem adversário, não há jogo, não há campeonato e não há campeão. Na democracia deveria valer a mesma regra. Mas a polarização resolveu fazer uma inovação curiosa: quer preservar a democracia eliminando justamente aquilo que a torna possível, a existência de quem pensa diferente. O adversário virou ameaça, o voto virou julgamento moral e a divergência passou a ser tratada como defeito de caráter. E, quando isso acontece, a eleição deixa de escolher governantes para começar a escolher quem merece pertencer ao país.

A Copa termina, mas deixa uma provocação para a política brasileira. O campeonato acaba. A democracia, felizmente, não. Ela continua na conversa entre vizinhos, no trabalho, nas reuniões de família e em todos os lugares onde seguimos convivendo com quem votou diferente. É justamente aí que futebol e política deixam de jogar a mesma partida.

No futebol, o VAR revisa o lance e, confirmada a decisão, o jogo segue. Na política, há sempre quem queira rever o lance mais uma vez, como se um novo replay tivesse o poder de mudar um resultado já homologado, apenas porque o placar não saiu como a “torcida” esperava. No futebol, isso é apenas inconformismo. Na política, é a recusa em aceitar que o apito final também vale para as eleições. É assim que o “nós contra eles” continua sendo o único vencedor, independentemente de quem vença nas urnas.

Christiany Fonseca é Cientista Política e Doutora em Sociologia pela UFSCar



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