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Operação conjunta fiscaliza desmatamento em áreas de preservação na região do Manso

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Da Redação

Uma operação conjunta realizada na região do Manso, município de Chapada dos Guimarães (67 km ao norte de Cuiabá), foi deflagrada nesta quarta-feira (22.07) pelas equipes da Delegacia Especializada de Defesa do Meio Ambiente (Dema) da Polícia Civil, Batalhão Ambiental da Polícia Militar e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Polítec).

A fiscalização tinha o objetivo de averiguar denúncias sobre desmatamento em áreas de preservação permanente (APP).

Quando as equipes chegaram ao local indicado, constataram a veracidade da denúncia, sendo encontrados “barracos” improvisados à beira do lago do Manso, porém, não foi localizada nenhuma pessoa. Em vistoria na região, foram encontradas duas armas de fogo, munições intactas, arma de pressão e uma rede de pesca.

Após identificarem o dono de um dos barracos, os policiais entraram em contato com ele por telefone, solicitando que compareça à delegacia para prestar esclarecimentos.

Em outro ponto indicado, os policiais fiscalizaram a área de preservação permanente também com a finalidade de verificar denúncia de desflorestamento da vegetação sem a devida autorização do órgão ambiental.

No local, também foi constatada a destruição da vegetação nativa e também foram encontrados “barracos”, onde foram realizadas buscas. Em um dos deles foram encontradas escondidas duas armas de fogo, cartucheiras, e quatro cartuchos deflagrados, porém, novamente nenhum suspeito foi localizado.

Diante dos fatos, os materiais apreendidos foram encaminhados à Delegacia do Meio Ambiente, em Cuiabá, para as providências cabíveis.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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