Mato Grosso

Novo levantamento deve consolidar hegemonia de MT na produção agrícola do país

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Da Redação

Será anunciado na quarta-feira (08.07), o 10º Levantamento da Safra brasileira de Grãos 2019/20, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Caso se mantenha a tendência de resultados anteriores, Mato Grosso manterá a hegemonia nacional, com uma produção de 73,79 milhões de toneladas, o equivalente a quase 30% das 250,5 milhões de toneladas previstas para todo o país, segundo dados do nono levantamento, divulgado em junho.    

Este resultado amplia ainda mais vantagem mato-grossense em relação ao segundo colocado no ranking nacional, o Paraná, para 34,17 milhões de toneladas, quase três milhões de toneladas superiores à diferença registrada na safra 2019/19. A produção atual prevista para Mato Grosso pelo nono levantamento da Conab é superior em 9,3% à anterior.  

Os responsáveis por esta hegemonia são milho (34,279 milhões de toneladas), soja (34,516 milhões de toneladas) e caroço de algodão, com três milhões de toneladas previstas. Mato Grosso mantém ainda liderança na produção de algodão em pluma com dois milhões de toneladas previstos.

A soja colhida pelo agronegócio mato-grossense representa quase 30% produção nacional e 60% da região Centro-Oeste. Com relação ao milho, a produção de Mato Grosso equivale a 33,94% da nacional e 60% da regional.

Mato Grosso responde também por quase 70% da produção nacional de caroço de algodão quanto de algodão em pluma. No plano regional, estes percentuais ficam, respectivamente, em 94,29% e 94,26%.   

 

 

 

Foto: Gcom MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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