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Sindicato dos Médicos de MT pede Lockdown para Cuiabá e Várzea Grande

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Da Redação.

O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso(Sindimed/MT) pede que os prefeitos de Cuiabá e de Várzea Grande decretem Lockdown para evitar mais mortes pela Covid-19.

Conforme o documento o Sindimed, o sistema de saúde está em colapso  e que antes da pandemia as mazelas do SUS, que já não eram poucas, em tempos de pandemia expõem a péssima estrutura, a falta de profissionais e de condições de trabalho dignas. Com o aumento exponencial de casos de Covid-19 na Baixada Cuiabana, os profissionais médicos comunicaram ao sindicato o esgotamento dos leitos de UTI na rede particular, e da falta de materiais e medicamentos, para garantia do atendimento à população, nos estabelecimentos públicos.

Nesse cenário as condições de trabalho dos profissionais são absolutamente precárias, e colocam em risco toda a população. Além da falta de leitos, não existem medicamentos para sedação de pacientes internados nas UTI´S, e que precisam permanecer entubados, para sobreviverem a falta de oxigênio, provocada pelo comprometimento dos pulmões contaminados pelo Covid-19.

Nas palavras dos profissionais: “Estamos presenciando nossos pacientes se afogarem no seco e em profundo sofrimento, pela falta dos sedativos adequados”. Cenas dantescas, como essas, estão sendo recorrentemente presenciadas.

Além disso, os relatos são de que os pacientes que entram na UTI e que são entubados, lamentavelmente, não se recuperam.

A condição de impotência ante as circunstâncias, agrava-se pela sensação de constante risco de contágio, pela falta de equipamentos de proteção individuais adequados, e em quantidade suficiente para todos os profissionais.

A pandemia agravou o já constante adoecimento de servidores da saúde, mormente, pelas precárias condições de trabalho, ritmo de atendimentos, e típico stress provocado pela grande morbidade, que se abateu por toda nação.

O Brasil tem 31.790 casos confirmados de Covid-19 em profissionais de saúde desde o início da epidemia no país. Segundo dados foram divulgados, no dia 14 de maio de 2020 pelo Ministério da Saúde, na data em que este petitório é protocolado, o número seguramente é muito superior.

Desdes  199.768 profissionais foram identificados como casos suspeitos da doença e precisaram ser afastados. Além dos 31,7 mil confirmados, 114.301 ainda estão em investigação e outros 53.677 já foram descartados (dados de 14 de maio).

Dos casos suspeitos, a categoria mais afetada é a dos técnicos ou auxiliares de enfermagem (34,2%), seguido dos enfermeiros (16,9%) e dos médicos (13,3%). Segundo o ministério, os dados ainda são preliminares.

Mesmo para os profissionais de saúde diretamente envolvidos com os cuidados aos pacientes, o que se vê é que pouco se discute, sobre as condições e organização do trabalho, prevalecendo, até o momento, protocolos com recomendação de medidas individuais (higiene e uso de equipamentos de proteção), fundamentais, mas insuficientes para o controle geral da disseminação e da exposição ao vírus.

Um claro exemplo disso é que pacientes que buscam atendimentos nas Unidades de Saúde, e que são classificados como verde ou azul (não são urgentes, podendo esperar até 4 horas pelo atendimento), ficam no mesmo local em que estão aguardando atendimento pessoas com sintomas de Covid-19.

É nesse ponto que se insere a importância da testagem em massa de todos os profissionais de forma sistemática e constante. Todas as medidas de proteção previstas no protocolo de manejo clínico do coronavírus, no Brasil, dizem respeito à biossegurança. Mas há relatos de profissionais denunciando condições de trabalho precarizadas, higiene inadequada, jornadas extenuantes, falta de treinamento e, inclusive, insuficiência ou indisponibilidade de equipamentos de proteção, mesmo nos serviços de terapia intensiva.

O LOCKDOWN se faz necessário para interromper o movimento da população que  permite ganhar tempo e reduz a pressão nos sistemas de saúde. Não basta que o isolamento seja parcial, ou “vertical” (isto é, apenas de idosos e pessoas em grupos de risco), pois, se o vírus se espalhar mais rapidamente no resto da população, inevitavelmente chegará aos idosos. Não apenas seria ineficiente, mas impraticável no país, tendo em vista que incontável número de idosos residem com crianças e jovens, sendo inviável separá-los das famílias, que podem trazer o vírus para dentro de casa e contaminá-los.

Portanto, a inadequada efetivação do isolamento, contraria o que afirmam especialistas, e as medidas adotadas por praticamente todos os países, e coloca a população em risco. As medidas de flexibilização, como a abertura de shoppings e bares em Cuiabá, reflete já mostram seus resultados, os números não param de crescer.

O Sindimed ainda requer a instalação de hospitais de campanha, sugerindo-se a utilização de espaços públicos atualmente sem utilização a exemplo do Estádio da Arena Pantanal.

O ofício pedindo o LOCKDOWN foi encaminhado para as prefeituras de Cuiabá é Várzea Grande e ainda para o Ministério Público Estadual de MT.

 

Foto: Assessoria.

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Moradores relatam falta de água e problemas no asfalto

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Durante a realização da Ouvidoria Itinerante no Centro Comunitário do bairro Asa Bela, em Várzea Grande, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Ouvidoria Geral, promoveu uma vistoria em sete bairros da região para ouvir de perto as principais demandas da população. A iniciativa integrou a programação da ação realizada no sábado (26) e teve como objetivo aproximar ainda mais a instituição da realidade vivenciada pelos moradores.A equipe da Ouvidoria percorreu os bairros Asa Bela, Asa Branca, Jardim Eldorado, Cidade de Deus, Ataíde Ferreira, Renato Santos e Alice Gonçalves, onde conversou com lideranças comunitárias e moradores para identificar problemas que afetam o cotidiano da população e necessitam de atenção do poder público.Entre as principais reclamações apresentadas à equipe do Ministério Público estão questões relacionadas ao abastecimento de água e às condições da infraestrutura viária. Os relatos apontam dificuldades enfrentadas pelos moradores devido à falta de regularidade no fornecimento de água e à deterioração de ruas e avenidas, situação que compromete a mobilidade e a segurança de motoristas, ciclistas e pedestres.“Vamos encaminhar diretamente para a Secretaria de Infraestrutura da prefeitura de Várzea Grande, porque realmente esses sete bairros precisam de manutenção no asfalto”, destacou a procuradora de Justiça e ouvidora-geral do MPMT, Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos.Durante as visitas, moradores destacaram que alguns dos trechos com problemas na pavimentação já foram palco de acidentes graves, inclusive com registro de mortes, reforçando a necessidade de intervenções que garantam mais segurança à população.“O problema do bairro é infraestrutura e falta de águas. As ruas estão com muitos buracos e nós já tivemos acidentes com morte por aqui. Nós procuramos a Ouvidoria do Ministério Público pra fazer esse canal com o Poder Público”, asseverou o vice-presidente da Associação de Moradores do Asa Bela, Teodoro Monge de Arruda.A vistoria integra a proposta da Ouvidoria Itinerante de levar o Ministério Público para mais perto das comunidades, ampliando os canais de comunicação com a sociedade e possibilitando que as demandas locais sejam acompanhadas diretamente pela instituição. A partir das informações coletadas durante as visitas, serão adotadas as medidas cabíveis para análise e encaminhamento das questões apresentadas pelos moradores.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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