Mato Grosso

Avareza: empresários promovem “Arrancadão” e revolta população

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Mato Grosso

Da Redação.

Mesmo Mato Grosso registrando mais de 200 mortos e 6 mil casos confirmados do Covid-19, e com vários decretos proibindo a realização de grandes eventos, como forma de evitar aglomerações, que visa inibir o contágio de mais vítimas por coronavírus, populares flagraram a realização de um “Arrancadão” na rodovia MT-010, entre Cuiabá e Santo Antônio de Leverger.

“Irresponsabilidade, ganancia, imoral, entre outros adjetivos a população classificou a atitude dos empresários que realizaram este evento”.

Desde o princípio da pandemia do coronavírus no Brasil, que uma das medidas adotadas seja pelo Ministério da Saúde, como também pelas secretarias estaduais e municipais de saúde são:

Evitar aglomerações.

Manter a distância de 1,5 a 2 metros de distância uma das outras.

Fazer uso constantemente das máscaras.

Lavar constantemente as mãos.

Segundo informações de pessoas que passaram pelo local e pediram par não serem identificadas, mais de 200 pessoas estiveram presente no Arrancadão, que foi realizado no final da tarde do último domingo, 14.06.2020.

“Aglomeração com mais de 200 pessoas podem agravar ainda mais o sistema de saúde da região”.

As fotos que chegaram até a redação, mostraram que no evento houve aglomerações, que tinham pessoas nas filas sem máscaras, como também não respeitavam o distanciamento de 1,5 metros de distância uma das outras, conforme são orientado até pelas medidas da Organização Mundial da Saúde.

De acordo com informações de bastidores, o evento era para ser realizado sem a presença de público, apenas com os pilotos e as pessoas que fazem parte da equipe técnica, como os mecânicos.

Um dos responsáveis pelo evento, Rosberg sócio proprietário da Superação Pró esportes, informou via áudio destinado a imprensa local, que assumiu a administração da pista de arrancadas de Santo Antônio de Leverger há um ano, e que o evento foi realizado amparado por todos os alvarás legais.

Foto: Divulgação

“Pode até ser legal, mas o evento é considerado por muita gente imoral, uma afronta a sociedade, por conta do período da pandemia do coronavírus que está fazendo centenas de vítimas em Mato Grosso”.

“Temos os alvarás do Corpo de Bombeiros, da Prefeitura, Federação e Confederação Brasileira de Automobilismo, que tem uma normativa sobre eventos automobilísticos, mediante plano de contenção, realizamos o plano de contenção, onde entrou apenas 10% do total lotação”, explicou um dos organizadores do evento.

“O maior evento esportivo do mundo, as Olimpíadas teve data alterada, os campeonatos de futebol no Brasil não estão sendo realizados, a Formula 1 não está realizando as suas etapas, mas o Arrancadão pode acontecer?”, indagou um morador da região que pediu para não ser identificado.

Moradores relataram que acionaram a Polícia Militar, que esteve no local, e informou que não pode fazer mais nada que não fosse olhar, já que o responsável pelo evento comprovou via documentação, que estava respaldado via alvarás para a realização do Arrancadão.

“Eles estavam agindo dentro da legalidade, apresentaram documentos”.

Rosberg foi procurado para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria não foi localizado e não retornou as ligações.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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