Mato Grosso

Autores de homicídio com ocultação de cadáver são presos pela Polícia Civil em Cuiabá

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Mato Grosso

Da Redação

Policiais civis da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) de Cuiabá, realizaram na manhã desta terça-feira (09.06) a prisão de dois homens, em ação para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.

Os suspeitos, de 28 e 18 anos, tiveram as ordens judiciais de prisões temporárias decretadas pela 12ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, pelo crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A vítima, Severino Messias Santos de 56 anos, foi morta por perfuração de arma branca (faca), sendo o seu corpo localizado sem roupa no dia 24 de maio, enterrado em uma cova feita no quintal da própria casa no bairro Três Barras.

Logo que acionados os policiais civis da DHPP iniciaram as diligências para elucidar o crime. Durante apuração um dos suspeitos (de 28 anos) chegou a ser ouvido pela Polícia Civil vindo a assumir a autoria do homicídio.

Em interrogatório, o rapaz chegou a confessar o crime, relatando ter cometido na companhia de outros homens, os quais entraram na residência para roubar.

Conforme o delegado da DHPP que coordenou as investigações, Caio Albuquerque, a vítima foi assassinada por motivo fútil e com emprego de recurso que impossibilitou sua defesa.

“No momento em que foi morta a vítima encontrava-se nua em seu quarto, sem antever o que lhe ocorreria, quando foi surpreendida por inúmeras facadas”, disse o delegado.

Diante das evidências de autoria, a Polícia Civil representou pelos pedidos de prisões temporárias contra os dois acusados e pedido de busca e apreensão domiciliar, deferidos pela Justiça.

Com os mandados de prisão e de busca expedidos os policiais civis conseguiram localizam e prender os envolvidos em suas residências no bairro Três Barras. Na casa de um dos presos (de 18 anos) também foi apreendido um aparelho celular roubado de uma mulher no bairro CPA 4.

Após cumprimento da ordem de prisão, os suspeitos foram conduzidos à DHPP para providências cabíveis e posteriormente colocados à disposição do Poder Judiciário.

 

Foto: PMMT
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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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