Mato Grosso
Semob registra 33% de redução do número de usuários transportados nesse período de pandemia do novo Coronvírus
Mato Grosso
Da Redação
A Secretaria de Mobilidade Urbana, da Prefeitura de Cuiabá, mantem a fiscalização do controle de acesso dos usuários do transporte coletivo na capital. Com a retomada de forma gradativa e segura dos setores econômicos, o monitoramento é realizado para evitar aglomerações, o que possibilitaria à disseminação do novo coronavírus.Se comparado com o número total de passageiros registrados em tempos normais, o equivalente a 250 mil pessoas, o fluxo diário registrou uma redução de 33% desde o início da adoção de medidas especiais e de controle ao novo Coronavírus.
“O poder público não consegue dar conta do recado sozinho. Nós precisamos da colaboração do usuário do transporte coletivo. E isso está de fato acontecendo. As pessoas estão contribuindo para eficácia do trabalho de fiscalização dos agentes de trânsito, que não estão medindo esforços para colocar em prática as medidas estabelecidas pelo prefeito Emanuel Pinheiro”, disse o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Antenor Figueiredo.
Antes da publicação do último decreto municipal, que dispõe sobre a retomada de setores econômicos, na primeira quinzena do mês de junho, conforme levantamento feito pelo Diretoria de Transportes, o número de usuários que estavam sendo transportados era de 75 mil. Após essa última medida de disseminação do Covid-19, o número de transportados saltou para 85 mil, um pequeno acréscimo de 10 mil passageiros.
Válido lembrar que todos os veículos são devidamente higienizados após término de cada viagem. Os coletivos estão circulando, seguindo a determinação judicial, com 50% de sua capacidade total. Na prática, 35 pessoas sentadas.
Para um maior rigor na fiscalização, controle de acesso e exigir o uso de máscaras tanto dentro dos ônibus como nos terminais e paradas de ônibus, as equipes de agentes estão atuando de forma volante. Nos horários considerados de pico, os agentes permanecem nas estações Alencastro, Bispo e Maria Taquara.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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