Agricultura
Brasil colhe recorde de 4,14 milhões de toneladas de algodão em área menor
Agricultura
O Brasil encerrou a colheita de algodão da safra 2025/26 com produção estimada em 4,14 milhões de toneladas de pluma, a maior da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume supera em 1,5% o resultado do ciclo anterior, apesar da redução da área plantada. Com a fibra retirada do campo, o desempenho das exportações e a preservação da qualidade passam a pesar no resultado do produtor.
O avanço veio do rendimento das lavouras. A produtividade média atingiu 2.053 quilos de pluma por hectare, alta de 4,9% sobre a temporada passada, suficiente para compensar a diminuição de 3,2% da área cultivada, que ficou em 2,02 milhões de hectares. O país conseguiu, assim, ampliar a oferta sem expandir o plantio.
A etapa de colheita já ficou para trás nas principais regiões produtoras. No acompanhamento divulgado pela Conab os trabalhos alcançaram 100% da área monitorada, incluindo Mato Grosso e Bahia. A atividade prossegue nas algodoeiras, onde o beneficiamento separa a fibra do caroço e prepara a pluma para comercialização.
O mercado externo é decisivo para absorver essa produção. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pela Conab, o Brasil exportou 2,08 milhões de toneladas de algodão de janeiro a agosto, crescimento de 22,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Para 2026, a companhia projeta embarques de 3,42 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico é estimado em 740 mil toneladas. A distância entre os dois volumes mostra o peso das vendas internacionais para o escoamento da fibra brasileira.
Dentro do país, a indústria têxtil continua cautelosa. Conforme a Conab, as empresas evitam grandes aquisições porque encontram dificuldade para repassar o encarecimento da matéria-prima aos produtos acabados. O estoque de passagem é projetado em 2,72 milhões de toneladas ao fim do ano, ligeiramente abaixo de 2025.
A quantidade colhida, porém, não conta toda a história. No Paraná, a Conab registrou que as chuvas na fase final da colheita, sobretudo no norte do Estado, comprometeram a qualidade da fibra, embora sem impactos relevantes no rendimento.
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), chuvas persistentes durante a abertura dos capulhos — os frutos abertos que expõem a fibra — favorecem a deterioração do algodão. A umidade e a ação de fungos podem provocar amarelecimento e perda de brilho, brancura e resistência, prejudicando a qualidade da pluma.
Como a colheita já terminou, a atenção agora se volta ao produto armazenado e ao beneficiamento. A Embrapa alerta que o excesso de umidade no algodão pode favorecer fermentação e microrganismos, com danos à cor e à resistência da fibra. A retirada do campo, portanto, precisa ser acompanhada de armazenamento adequado para preservar o resultado obtido na lavoura.
Para o cotonicultor, a orientação técnica é manter o algodão protegido da água, verificar as condições de armazenamento e controlar a umidade antes do processamento. Na comercialização, volume disponível e qualidade da fibra precisam ser considerados juntos: o recorde nacional amplia a oferta, mas cada lote conserva suas próprias características.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Setor produtivo prepara cobrança de pautas aos eleitos de MT
Com o fim das eleições, representantes do setor produtivo de Mato Grosso devem iniciar uma nova rodada de diálogo com os políticos eleitos para discutir propostas e compromissos apresentados durante a campanha.
A articulação envolve o governador eleito Otaviano Pivetta (Republicanos), os senadores eleitos Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL), além dos oito deputados federais e 24 estaduais que assumem os mandatos a partir de 2027.
Entre as principais pautas estão medidas relacionadas à agropecuária, infraestrutura, desenvolvimento econômico e políticas públicas voltadas ao setor produtivo.
Durante a campanha, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MT) atuaram conjuntamente na apresentação de demandas aos candidatos.
As três entidades elaboraram o documento Prioridades do Setor Produtivo de Mato Grosso 2027–2030, com propostas que devem servir de referência para a cobrança e o acompanhamento das ações do novo governo e dos parlamentares.
No caso do setor agropecuário, as demandas também foram reunidas na Agenda Estratégica do Agronegócio, construída a partir de contribuições de Sindicatos Rurais e produtores de diferentes regiões do Estado.
A expectativa é que o diálogo continue após a posse, com acompanhamento das propostas e dos compromissos assumidos durante a disputa eleitoral.
“O encerramento das eleições abre uma nova fase de acompanhamento das propostas apresentadas durante a campanha”, afirmou o presidente da Famato, Vilmondes Tomain. Segundo ele, a atuação deverá ser concentrada no diálogo, na construção de soluções e no acompanhamento dos compromissos dos eleitos.
(Com informações da Assessoria FAMATO)
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