Economia
“A onça segue de pé”: Janaina agradece votos após derrota ao Senado
Economia
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) se manifestou após não conseguir uma das duas vagas de Mato Grosso no Senado nas eleições deste domingo (4). Em uma publicação nas redes sociais, ela agradeceu os 519.342 votos recebidos e afirmou que seguirá atuando na política “de cabeça erguida”.
Ao comentar o resultado, Janaina classificou a campanha como uma caminhada intensa e agradeceu aos eleitores e apoiadores que participaram do projeto, desde aqueles que pediram votos e compartilharam mensagens até os que foram às urnas para escolher seu nome.
“519.342 vezes, obrigada”, escreveu a deputada.
Janaina também parabenizou Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL), eleitos para representar Mato Grosso no Senado a partir de 2027. Na mensagem, desejou que os dois parlamentares honrem os votos recebidos e trabalhem pelo Estado.
Apesar da derrota, a emedebista afirmou que o resultado não muda suas convicções nem o compromisso que diz ter assumido com os mato-grossenses que apoiaram sua candidatura.
“Quanto a mim, sigo de cabeça erguida, com a mesma coragem, as mesmas convicções e ainda mais responsabilidade”, declarou.
Ao final da publicação, Janaina retomou o símbolo que marcou sua campanha ao Senado e deixou uma mensagem de continuidade política: “A onça segue de pé. E a luta por Mato Grosso também.”
Resultado nas urnas
Mauro Mendes terminou a disputa em primeiro lugar, com 1.187.352 votos, enquanto José Medeiros conquistou a segunda vaga, com 977.777 votos. Janaina ficou na terceira colocação, com 519.434 votos, o equivalente a 14,53% dos votos válidos, segundo os dados apresentados na apuração.
A derrota também encerra, a partir de 2027, a presença de um integrante da família Riva com mandato eletivo em Mato Grosso. Janaina permanece no cargo de deputada estadual até o fim do atual mandato, em janeiro, enquanto sua irmã, Jéssica Riva (MDB), não conseguiu se eleger para a Assembleia Legislativa.
Mesmo fora da próxima composição do Senado, Janaina encerrou a manifestação sem sinalizar afastamento da política e reforçou a disposição de continuar atuando no Estado.
Economia
Focus: mercado eleva previsão da inflação para 5,01% em 2026
A projeção do mercado financeiro para a inflação oficial em 2026 subiu de 4,99% para 5,01%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central. Foi a terceira alta consecutiva da estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país.

Para 2027, a expectativa para a inflação passou de 4,31% para 4,30%. Para 2028, a projeção foi mantida em 3,8%.
PIB
Em relação ao crescimento da economia, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,86% para 1,85% em 2026. Para 2027, a projeção recuou de 1,41% para 1,40%. Para 2028, a expectativa passou de 1,83% para 1,81%.
A projeção para a cotação do dólar no fim deste ano permaneceu em R$ 5,20. Para 2027, a expectativa foi mantida em R$ 5,28. Para 2028, continuou em R$ 5,30.
Selic
A expectativa para a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 13,5% ao ano para o encerramento de 2026. Para 2027, os analistas mantiveram a previsão em 12% ao ano. Para 2028, a estimativa ficou estável, em 10,5% ao ano.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Com menor consumo e investimento, a tendência é reduzir as pressões sobre os preços.
Quando reduz a Selic, o Banco Central busca estimular a atividade econômica. Juros menores facilitam o crédito e incentivam a produção e o consumo, o que pode impulsionar a economia, mas também aumentar as pressões inflacionárias.
Desde janeiro de 2025, o país adota o sistema de meta contínua de inflação. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Dessa forma, a inflação é considerada dentro da faixa se permanecer entre 1,5% e 4,5%.
A projeção do mercado para 2026 continua acima do limite superior desse intervalo.
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