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Ordem Pública realizou fiscalização no funcionamento de shoppings da capital

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Da Redação.

Agentes da Secretaria de Ordem Pública estiveram acompanhando a abertura do Shopping Estação e Popular no primeiro dia de retomada gradativa de suas atividades.

“Nossa equipe está sempre vigilante com objetivo de garantir que as medidas do decreto assinado pelo prefeito Emanuel Pinheiro sejam cumpridas. É importante que a população e os empresários colaborem, para que tenhamos uma retomada gradativa das atividades comerciais segura e saudável”, comentou o secretário de Ordem Pública, Leovaldo Sales.

A equipe esteve presente no momento de abertura das duas unidades, afim de verificar as medidas de segurança tomadas pelas administrações dos estabelecimentos. A adequação dos locais para o recebimento do público é indispensável para a retomada gradativa das atividades e foi assegurada em Termo de Compromisso, assinado entre a Prefeitura de Cuiabá e a categoria, como parte do planejamento iniciado no dia 27 de abril de 2020.  

De acordo com o superintendente do Shopping Estação Cuiabá, Anderson Rondon, o espaço passou por desinfecção, como consta no decreto, para que os clientes se sintam seguros e confortáveis ao frequentar o shopping e para que possam aproveitar a experiência. “Implantamos novas rotinas de cuidado, seguindo rigorosamente as normas do decreto municipal nº 7.929/2020 e contamos com a compreensão da população para esse momento de adaptação. Tudo foi preparado com muito carinho e cuidado”.

Nesta primeira vistoria ainda foram encontradas inadequações nas duas unidades, como falta de demarcação de espaçamento em filas, assentos em corredores, excesso de mesas em praça de alimentação e falta de mural informativo em elevadores. Foram feitas notificações pra que as administrações providenciassem a adequação em até 24h. Conforme o Decreto Municipal, as atividades nas praças de alimentação somente poderão ser retomadas em  8 de junho.

A Secretaria de Ordem Pública informa que vai acompanhar o funcionamento dos shoppings centers e Popular em Cuiabá, realizando ações de fiscalização de rotina para garantir a segurança e saúde da população e que, caso constatado descumprimento de medidas estipuladas em decreto, tomara as medidas punitivas cabíveis.

Foto: Davi Valle/Prefeitura CBA.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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