Economia
“A gente não descarta”: Flávia admite deixar o PL e confirma convites de outros partidos
Economia
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), admitiu que pode deixar o Partido Liberal e confirmou ter recebido convites de diferentes legendas para uma eventual mudança partidária. Entre as siglas que procuraram a prefeita está o Republicanos, partido do governador Otaviano Pivetta, candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso.
Questionada sobre as conversas com outras legendas, Flávia afirmou que não houve apenas uma sondagem e que representantes de diferentes partidos já a procuraram.
“Houve conversa de todos os partidos me convidando, não só pelo Pivetta, mas vários partidos, presidentes de partidos me ligaram, me chamaram, vieram pessoalmente fazendo o convite”, declarou.
A prefeita também foi questionada se a abertura para uma possível mudança estaria relacionada ao desgaste na relação com a direção estadual do PL. Flávia confirmou a relação entre os dois fatores.
“Sim, acredito que sim, até porque eles estão vendo o que aconteceu entre eu e o PL”, afirmou.
Quando perguntada diretamente se poderia trocar de legenda, a prefeita deixou a possibilidade em aberto: “Olha, a gente não descarta”.
Apesar da declaração, Flávia não anunciou oficialmente a saída do PL nem informou qual partido poderia escolher. A prefeita permanece filiada à legenda e, até o momento, fala apenas em avaliar as possibilidades apresentadas.
O distanciamento entre Flávia e a direção estadual do PL vem sendo exposto publicamente há meses. Em julho, a prefeita reclamou da falta de apoio do partido à sua gestão e das mudanças no diretório municipal de Várzea Grande. O presidente estadual da legenda, Ananias Filho, rebateu as críticas e cobrou que a prefeita encerrasse as manifestações públicas sobre o assunto.
Apoio a Pivetta aumentou desgaste
A relação entre Flávia e o PL também se deteriorou durante a disputa pelo Governo de Mato Grosso. Embora o partido tenha lançado o senador Wellington Fagundes como candidato ao Palácio Paiaguás, a prefeita declarou apoio à candidatura de Pivetta, do Republicanos.
A manifestação contrariou a orientação do partido e colocou Flávia entre os integrantes do PL que passaram a apoiar outro projeto eleitoral. A direção estadual anunciou a possibilidade de abrir procedimentos internos contra filiados que adotassem essa postura.
Em meio ao cenário, Flávia afirmou que não teme uma eventual expulsão e voltou a mencionar a falta de diálogo com a direção estadual da legenda.
“Não estou tendo relacionamento com o PL porque hoje só sou filiada. Não temo uma expulsão”, declarou.
Por enquanto, portanto, a prefeita mantém a filiação ao PL, mas reconhece publicamente que avalia alternativas e que recebeu convites de outras siglas. Entre elas está o Republicanos, que tem Pivetta como candidato à reeleição.
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Sindipetróleo acusa candidatos de usar alta dos combustíveis como “palanque” eleitoral
O Sindipetróleo-MT reagiu às críticas feitas durante o período eleitoral sobre a alta dos preços dos combustíveis em Mato Grosso e acusou candidatos de transformar o aumento nas bombas em instrumento político. Em nota divulgada nesta segunda-feira (21), a entidade afirmou que os postos estão sendo colocados como responsáveis por um problema que, segundo o sindicato, envolve diferentes etapas da cadeia.
A manifestação ocorreu após o senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para verificar a formação dos preços dos combustíveis no Estado. A iniciativa surgiu após reclamações de consumidores sobre os valores praticados em diferentes municípios.
Sem citar nominalmente os candidatos, o Sindipetróleo afirmou que determinados postulantes estariam concentrando as cobranças de fiscalização nos postos e classificou a postura como “uso eleitoreiro” da alta dos combustíveis.
Segundo a entidade, os postos não são responsáveis pela formação dos preços, mas atuam na etapa final da cadeia, repassando custos definidos anteriormente por usinas, refinarias, importadores e distribuidoras.
O sindicato também apontou fatores que, segundo sua avaliação, contribuíram para a elevação dos custos ao longo de setembro. Entre eles estão a alta do petróleo no mercado internacional, o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, a valorização do açúcar no mercado externo, o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina e a redução das importações de diesel.
Em Mato Grosso, o Sindipetróleo afirma que os revendedores vêm recebendo aumentos sucessivos das distribuidoras. A entidade também relata episódios de restrição no fornecimento, principalmente de óleo diesel, e afirma que a situação pode afetar o abastecimento no Estado.
Apesar das críticas, o sindicato afirma que não é contrário à fiscalização. A defesa da entidade é de que eventual investigação alcance todos os elos da cadeia, e não apenas os postos de combustíveis.
“Não nos opomos a nenhum tipo de fiscalização. Pelo contrário: defendemos o rigor da lei”, afirma o Sindipetróleo na nota.
A entidade sustenta ainda que as margens dos revendedores vêm sendo pressionadas pelos aumentos registrados nas etapas anteriores da cadeia e critica o que considera uma tentativa de atribuir exclusivamente aos postos a responsabilidade pelo preço final pago pelo consumidor.
A discussão ocorre em meio à campanha eleitoral em Mato Grosso e ganhou força após dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrarem diferenças nos preços médios da gasolina entre municípios do Estado. Na semana de 6 a 12 de setembro, o preço médio registrado foi de R$ 6,97 em Cuiabá, R$ 6,52 em Sinop e R$ 6,62 em Rondonópolis.
O Cade ainda deverá analisar a solicitação apresentada por Fávaro. A manifestação do Sindipetróleo, por sua vez, defende que qualquer apuração considere toda a cadeia de produção, distribuição e comercialização dos combustíveis.
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