Economia
Ex-funcionárias acusam vereador de assédio após contratação na Câmara
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Duas mulheres procuraram a Polícia Civil para registrar boletins de ocorrência contra o vereador por Sinop Marcos Vinícius Borges (PSDB), relatando supostas investidas de natureza sexual após terem sido contratadas para trabalhar na Câmara Municipal. Os registros, feitos com poucos minutos de diferença, apresentam relatos semelhantes sobre abordagens atribuídas ao parlamentar e posterior perda dos empregos.
Uma das mulheres afirmou à polícia que conheceu o vereador em outubro e recebeu uma vaga na Câmara em dezembro de 2025. Segundo o relato registrado no boletim, Marcos Vinícius teria passado a exercer influência sobre ela e a convencido a viajar para o Rio de Janeiro, onde teriam ocorrido encontros de natureza sexual.
A mulher também declarou que teria sido submetida a situações que envolveriam consumo de bebidas alcoólicas e gravações feitas por telefone celular. Ainda segundo o registro, depois que decidiu não continuar com os encontros, ela teria sido dispensada do trabalho.
No segundo boletim de ocorrência, outra mulher relatou que conheceu o vereador em meados de junho e também recebeu uma vaga na Câmara. Conforme sua versão, inicialmente Marcos Vinícius teria afirmado que não pretendia manter relacionamento com ela, mas posteriormente teria passado a fazer comentários e propostas de cunho sexual.
A denunciante também afirmou que o parlamentar falava sobre fetiches, mostrava imagens de outros relacionamentos e a convidava para viagens ao Rio de Janeiro. Ela relatou ainda ter recebido ameaças atribuídas a um amigo do vereador que trabalha na Câmara e disse que acabou demitida após não aceitar as situações descritas.
Em entrevista ao Pauta Livre MT, uma das mulheres apresentou outros detalhes e afirmou que teria sido ameaçada com a divulgação de imagens íntimas após decidir encerrar a relação. Ela também disse que não autorizou qualquer gravação.
Os dois casos são investigados pela Polícia Civil e, até o momento, os relatos apresentados nos boletins de ocorrência representam as versões das denunciantes.
Em nota, Marcos Vinícius classificou as denúncias como “sensacionalismo” e afirmou que já acionou judicialmente as mulheres e o jornalista responsável pela divulgação dos relatos.
O vereador também relacionou a repercussão do caso ao cenário político de Sinop. Ele afirmou que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e alegou haver interesses políticos por trás das acusações.
Marcos Vinícius ainda declarou ser responsável por denúncias relacionadas a supostos desvios de recursos públicos em Sinop e afirmou que pretende divulgar um vídeo para apresentar sua versão sobre o episódio.
As acusações feitas pelo vereador sobre supostos interesses políticos também não foram, até o momento, apresentadas como conclusão de investigação policial ou judicial na reportagem.
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“Eu não ataco o STF”: Medeiros revela estratégia de campanha em áudio ao irmão de Gilmar
O deputado federal e candidato ao Senado por Mato Grosso José Medeiros (PL) afirmou, em um áudio enviado ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União Brasil), que adotou como estratégia de campanha evitar críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Chico é irmão do ministro Gilmar Mendes, integrante da Corte.
Na gravação, divulgada pelo portal Metrópoles, Medeiros conta que chegou a pedir à própria equipe de marketing que retirasse menções ao Supremo dos textos preparados para suas gravações.
“Eu não ataco o STF, viu, Chico. Meu marketing aqui tinha feito um negócio, eu falei: olha, quero que corte tudo”, afirma o candidato no áudio.
Segundo Medeiros, a orientação vale para referências à Corte de maneira geral. Ele também afirma que não costuma mencionar Gilmar Mendes em seus discursos e que já teria sido criticado por manter essa postura.
A declaração, entretanto, vem acompanhada de uma ressalva em relação ao ministro Alexandre de Moraes. No mesmo áudio, Medeiros afirma que estaria disposto a fazer críticas específicas ao magistrado, diferenciando Moraes dos demais integrantes do Supremo.
Após a divulgação da gravação, Medeiros confirmou ao Metrópoles que o áudio é autêntico. O parlamentar afirmou que considera importante preservar o STF enquanto instituição, embora defenda que ministros possam ser criticados por suas decisões e atuações.
Medeiros também declarou que sua posição de preservar a instituição não significa que deixará de apoiar pedidos de impeachment de ministros. Ele citou iniciativas relacionadas a Flávio Dino, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso e afirmou que, em relação a Alexandre de Moraes, já chegou a apresentar pedido de prisão contra o ministro.
O áudio foi enviado a Chico Mendes durante a campanha eleitoral para o Senado. A relação familiar entre o destinatário da mensagem e Gilmar Mendes ganhou destaque na repercussão do caso, embora Medeiros tenha afirmado que não costuma fazer críticas ao ministro e que sua orientação é não atacar o STF como instituição.
A divulgação ocorre em meio à campanha eleitoral de 2026 em Mato Grosso, na qual Medeiros disputa uma das duas vagas disponíveis para o Senado.
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