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Brasil abre plantio da soja com safra projetada em recorde de 181,6 milhões de toneladas

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O Brasil realiza nesta quinta-feira (17) a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 com a expectativa de colher 181,6 milhões de toneladas, novo recorde para a oleaginosa. A cerimônia começa às 9h, pelo horário de Brasília, na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte, a aproximadamente 440 quilômetros de Cuiabá.

A projeção preliminar da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) representa crescimento de 0,7% sobre as 180,4 milhões de toneladas colhidas na temporada 2025/26, que já foi a maior da história. Mesmo com uma expansão mais moderada, a soja continuará respondendo por praticamente metade de todos os grãos produzidos no País.

A área destinada à cultura deve alcançar 49,3 milhões de hectares, avanço de 1,4%. Se confirmada, será a maior extensão já cultivada com soja no Brasil, embora apresente o menor crescimento percentual das últimas duas décadas.

O ritmo mais contido não significa perda de força da cultura. Mostra que a próxima etapa de crescimento dependerá menos da incorporação de novas áreas e mais da produtividade, da tecnologia, do controle dos custos e da capacidade de transformar o grão em produtos de maior valor.

Para alcançar a produção estimada, as lavouras brasileiras precisarão atingir rendimento médio próximo de 3,7 toneladas por hectare, equivalente a pouco mais de 61 sacas por hectare. O resultado está próximo dos melhores níveis obtidos pelo País e dependerá principalmente da distribuição das chuvas ao longo do ciclo.

A soja abre uma temporada em que a produção brasileira total de grãos pode chegar a 366,6 milhões de toneladas, crescimento de 1,3% sobre o recorde de 361,7 milhões registrado em 2025/26. Além da oleaginosa, a Conab projeta avanço do milho, cuja produção poderá alcançar 148 milhões de toneladas.

O desempenho da safra anterior também deixou uma base favorável para o novo ciclo. As exportações brasileiras de soja estão estimadas em 116,2 milhões de toneladas, maior volume da série histórica, confirmando a capacidade do País de atender simultaneamente ao mercado externo e à indústria nacional.

Mato Grosso, escolhido para sediar a abertura, deverá novamente liderar a produção brasileira. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima o plantio de 13,05 milhões de hectares no Estado, área equivalente a mais de um quarto de toda a soja cultivada no País.

A produção mato-grossense está projetada em 48,88 milhões de toneladas, com produtividade média de 62,44 sacas por hectare. Sozinho, o Estado poderá colher aproximadamente 27% de toda a soja brasileira.

O plantio está autorizado em Mato Grosso desde 7 de setembro, após o encerramento do vazio sanitário destinado ao controle da ferrugem asiática. Algumas áreas irrigadas e lavouras que receberam chuvas mais volumosas já começaram a ser semeadas, mas o avanço estadual ainda é inferior a 1%.

A expectativa é que as máquinas entrem de forma mais intensa no campo durante a primeira quinzena de outubro, quando as precipitações tendem a se tornar mais regulares. A recomendação é evitar o plantio após chuvas isoladas, sem umidade suficiente no solo ou perspectiva de continuidade.

O início da soja dentro da janela adequada é decisivo para todo o calendário de Mato Grosso. Uma implantação bem conduzida permite colher mais cedo e preserva o período disponível para o milho e o algodão de segunda safra, culturas que respondem por parcela importante da renda das propriedades.

O produtor também começa a temporada com parte relevante da produção já protegida comercialmente. Até agosto, 39,12% da soja mato-grossense prevista para 2026/27 estava negociada, acima da média histórica de 30,55% para o período. O avanço ocorreu em meio à melhora das cotações e permitiu a fixação antecipada de preços em parte da safra.

A comercialização prévia reduz a exposição às oscilações do mercado, mas exige cuidado para que o volume vendido não supere a capacidade efetiva de produção. O risco aumenta em uma temporada na qual o clima pode apresentar chuvas irregulares e períodos secos concentrados em algumas regiões.

A abertura nacional terá como um dos temas centrais a verticalização da soja na produção de alimentos e energia. O debate acompanha o crescimento do processamento interno, que transforma o grão em farelo para alimentação animal, óleo comestível, biodiesel e matérias-primas utilizadas por diferentes segmentos industriais.

Quanto maior o processamento próximo às regiões produtoras, maior tende a ser a demanda local e menor a dependência da venda do grão sem transformação. A instalação de indústrias também movimenta transporte, armazenagem, produção de carnes, energia e serviços especializados.

A safra 2026/27 começa, portanto, com possibilidade de novo recorde, área próxima de 50 milhões de hectares e demanda firme pela soja brasileira. O avanço mais lento da superfície plantada reforça uma mudança de prioridade: nesta temporada, o resultado deverá vir principalmente da eficiência dentro da porteira e da agregação de valor depois dela.

A Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube a partir das 9h, pelo horário de Brasília, e das 8h no horário de Mato Grosso. O evento ocorre na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte.

Fonte: Pensar Agro



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Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro

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A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.

A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.

Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.

A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.

A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.

A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.

Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.

O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.

A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.

Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.

A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro



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