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Famílias do Pedra 90 recebem primeiras caixas d’água em ação da Prefeitura e da Águas Cuiabá

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Famílias em situação de vulnerabilidade social do bairro Pedra 90 foram as primeiras beneficiadas pelo Projeto Abastecer, que iniciou, nesta quinta-feira (10), a entrega de caixas d’água de 500 litros em Cuiabá. A ação, realizada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, em parceria com a Águas Cuiabá, vai contemplar 200 famílias dos bairros Pedra 90, Nova Esperança, CPA 4 e Jardim União.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, explicou que as famílias contempladas já são acompanhadas pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro. Para a definição dos beneficiários, foram considerados critérios como a presença de pessoas com deficiência, gestantes e crianças na composição familiar, além da falta de reservatório próprio e de relatos de interrupções no abastecimento.

“Estamos iniciando hoje a entrega de caixas d’água para pessoas em situação de vulnerabilidade, famílias que necessitam de um cuidado especial da Prefeitura de Cuiabá”, destacou Hélida.

Para a moradora do Pedra 90, Rosimeire Visconi, a caixa d’água representa mais tranquilidade diante das dificuldades enfrentadas com o abastecimento. Ela conta que o reservatório que possuía anteriormente tinha capacidade de apenas 250 litros e não era suficiente para garantir água durante os períodos de interrupção. “Essa nova caixa vai ajudar muito”, relatou.

A coordenadora de Responsabilidade Social da Águas Cuiabá, Ana Cristina D’Assumpção, explicou que o projeto começou como uma iniciativa-piloto em Cuiabá, em 2025, e foi ampliado neste ano. “Esse projeto começou em 2025 com a doação de 120 caixas d’água. Foi um projeto-piloto implantado aqui em Cuiabá. Este ano conseguimos ampliar para 200 caixas, garantindo segurança hídrica e saneamento inclusivo para a população”, afirmou.

De acordo com Ana Cristina, as famílias beneficiadas também recebem orientações para a instalação, limpeza e adequação dos reservatórios nas residências. “Já conseguimos perceber uma mudança de padrão nos bairros onde as caixas foram entregues no ano passado: vimos uma segurança hídrica maior, uma reservação melhor e menos reclamações relacionadas à falta de reservação de água”.

Outro beneficiário, Silas Rodrigues da Silva, contou que chegou ao projeto por meio do Cras do bairro, após atualizar seu CadÚnico e passar por acompanhamento e avaliação da equipe. Ele explicou que o reservatório antigo estava deteriorado e que, devido à dificuldade para carregar peso, precisava transportar baldes de água para dentro da residência. “A caixa que eu tenho é muito antiga e eu não aguento pegar peso. Tenho que encher os baldes e levar para dentro. E essa caixa nova vai ajudar bastante”, relatou.

Cronograma

As famílias atendidas pelo Cras Pedra 90 recebem as caixas d’água nos dias 10 e 11 de setembro. No Cras Nova Esperança, as entregas ocorrem nos dias 15, 16 e 17. No dia 18, a ação será realizada no Cras CPA 4. Encerrando a programação, as famílias atendidas pelo Cras Jardim União serão contempladas nos dias 21, 22 e 23 de setembro.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



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Horta escolar transforma plantio e colheita em aprendizado na zona rural de VG

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Aprender colocando a mão na terra, acompanhando o crescimento das plantas e descobrindo de onde vêm os alimentos que chegam à mesa. É dessa forma que os alunos da EMEB Benedito Abraão, localizada na região rural do Formigueiro, em Várzea Grande, participam de uma ação pedagógica que transforma os espaços da própria escola em ambientes de aprendizagem.

Desenvolvida regularmente ao longo do ano pela direção da unidade, em conjunto com professores, Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado (TDEEs), Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDIs) e demais profissionais, a iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).

A proposta envolve os estudantes em diferentes etapas, desde o plantio e os cuidados com a horta e os demais cultivos até a tão esperada colheita. Entre os alimentos produzidos na escola estão mandioca, abacaxi, abóbora, verduras e outros produtos que, depois de colhidos, também podem complementar as refeições servidas aos próprios alunos.

A atividade não tem uma data específica para acontecer. É a própria natureza que determina o calendário. Quando um alimento está pronto para ser retirado da terra ou colhido, a equipe aproveita o momento para transformar a experiência em uma atividade educativa.

Segundo a diretora da EMEB Benedito Abraão Nassarden, Rosalina Costa Santos, os alunos acompanham esse processo de perto.

“Não temos um dia específico, porque tudo depende do tempo de cada plantação. Temos mandioca, abacaxi, horta e outros cultivos. Quando percebemos que está pronto para colher, levamos as crianças e fazemos esse trabalho com elas. O abacaxi, por exemplo, foi plantado no começo do ano e agora começou a amadurecer. Então, assim que encontramos os frutos maduros, já fazemos a colheita com os alunos”, explicou a diretora.

A participação envolve principalmente estudantes do 3º, 4º e 5º anos do período matutino, mas o trabalho faz parte da rotina pedagógica da unidade e mobiliza toda a comunidade escolar. Em algumas atividades, até mesmo os pais dos alunos já participaram das ações de plantio e cultivo.

Por estar localizada na zona rural, a EMEB Benedito Abraão também utiliza a atividade para aproximar os conteúdos escolares da realidade vivenciada pelas crianças e suas famílias, valorizando os conhecimentos e as práticas presentes na própria comunidade.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destaca que experiências como essa fortalecem uma educação conectada à realidade dos estudantes.

“Quando a escola utiliza o ambiente onde a criança vive como parte do processo de aprendizagem, o conhecimento ganha ainda mais significado. Uma horta pode ensinar ciências, matemática, educação ambiental, alimentação saudável, cooperação e responsabilidade. Em uma unidade da zona rural, essa experiência também valoriza os saberes e a cultura da própria comunidade. É uma aprendizagem que ultrapassa a sala de aula e que as crianças levam para a vida”, ressaltou Maria Fernanda.

Colher, preparar e compartilhar

O resultado do trabalho também chega à cozinha da escola. Os alimentos produzidos são aproveitados pela própria unidade e ajudam a complementar as refeições oferecidas aos estudantes. Quando há mandioca disponível, por exemplo, as cozinheiras podem colher o alimento e utilizá-lo no preparo dos pratos.

A horta recebe cuidados constantes, inclusive com a participação dos estudantes, que ajudam no plantio e na manutenção dos cultivos. Assim, as crianças acompanham todo o percurso do alimento: do preparo da terra ao plantio, do crescimento à colheita e, finalmente, ao consumo.

Em algumas épocas, a produção chega a superar a quantidade necessária para o consumo na escola. Foi o que ocorreu com a plantação de abóboras.

“Neste ano tivemos uma colheita muito boa de abóbora. Produziu bastante e, além do que foi aproveitado aqui, as crianças puderam levar abóboras para casa. É muito gratificante porque eles plantam, acompanham, cuidam e depois veem o resultado de todo esse trabalho”, contou a diretora.

Para a SMECEL, ações como a desenvolvida na EMEB Benedito Abraão demonstram como atividades simples, conectadas ao cotidiano, podem se transformar em importantes ferramentas pedagógicas. Além de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e o respeito ao meio ambiente, a experiência estimula a autonomia, a curiosidade, a cooperação e o sentimento de pertencimento dos estudantes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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