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Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%

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A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.

O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.

A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.

Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.

A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.

A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.

Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.

O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.

O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.

Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.

O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.

A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.

Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.

Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.

A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.

Fonte: Pensar Agro



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Agronegócio garante 62,5% do saldo comercial

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O agronegócio respondeu por 62,5% do superávit da balança comercial de Sergipe nos primeiros nove meses de 2026, com exportações de aproximadamente R$ 356,5 milhões e saldo positivo de R$ 244 milhões.

Entre janeiro e setembro, as importações do setor somaram R$ 112,5 milhões, segundo o Boletim de Conjuntura 02/2026, elaborado pela Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE). Os produtos agropecuários e agroindustriais representaram 22,6% de todas as vendas externas do estado no período.

O desempenho reforça a importância da produção rural e da agroindústria para a economia sergipana. Embora seja o menor estado brasileiro em extensão territorial, Sergipe mantém participação relevante em segmentos específicos do comércio internacional, especialmente na exportação de derivados da laranja.

sergipA atividade movimenta uma cadeia produtiva que envolve agricultores, indústrias de processamento, transportadoras e empresas ligadas ao comércio exterior.

A citricultura concentra a maior parte dessas receitas. Somente as exportações de suco de laranja congelado movimentaram aproximadamente R$ 243,1 milhões entre janeiro e setembro, o equivalente a 68,2% das vendas externas do agronegócio estadual. Os Países Baixos foram o principal destino, funcionando como uma importante porta de entrada do produto no mercado europeu.

Além do suco, a indústria citrícola aproveita diferentes componentes da fruta para produzir óleos essenciais utilizados na fabricação de alimentos, bebidas, cosméticos e perfumes. As exportações de óleo essencial de laranja renderam aproximadamente R$ 47,9 milhões no período, tendo a Índia como principal mercado comprador.

Juntos, o suco congelado e o óleo essencial de laranja movimentaram cerca de R$ 291 milhões, correspondentes a 81,6% das exportações do agronegócio sergipano. A concentração demonstra a força econômica da cadeia citrícola, mas também evidencia a dependência de um número reduzido de produtos, tornando a diversificação comercial importante para a estabilidade das receitas.

Sergipe também ocupa posições de destaque no mercado brasileiro de óleos essenciais. O estado lidera as exportações nacionais de petit grain, produto extraído principalmente das folhas e dos pequenos ramos de árvores cítricas, especialmente da laranjeira-azeda. Aparece ainda na segunda posição nas vendas externas de óleo essencial de limão e na terceira colocação nas de óleo essencial de laranja.

A presença nesses mercados representa uma oportunidade de agregar valor à produção agrícola. O processamento industrial permite aproveitar matérias-primas que podem ser transformadas em diferentes produtos, ampliando as possibilidades de comercialização e geração de renda ao longo da cadeia produtiva.

Diversificação abre novas oportunidades

Embora os derivados da laranja predominem nas exportações, outros produtos começam a ampliar a presença sergipana no comércio internacional. O açúcar refinado movimentou aproximadamente R$ 13,7 milhões entre janeiro e setembro, com embarques destinados a países da África, do Oriente Médio e da América do Norte.

O suco de abacaxi respondeu por outros R$ 9,5 milhões, tendo os Países Baixos como principal destino. Produtos derivados da acerola, extratos vegetais e farinha de mandioca também integram a pauta exportadora, indicando possibilidades de expansão para diferentes segmentos da agroindústria.

Na farinha de mandioca, Sergipe lidera as exportações entre os estados nordestinos e ocupa a quinta posição nacional, com vendas destinadas à Itália. O resultado mostra que produtos tradicionais da agricultura regional também encontram espaço no mercado internacional, especialmente quando atendem às exigências de qualidade, processamento e regularidade de fornecimento.

Outro movimento registrado pelo levantamento foi a retomada das exportações de couros e peles bovinas. Entre abril e setembro, os embarques alcançaram aproximadamente R$ 3,9 milhões, com vendas para a Turquia e a Nigéria, países que possuem atividades industriais ligadas ao processamento de couro.

Para a economista da Desenvolve-SE, Sudanês Pereira, a ampliação da variedade de produtos exportados abre novas perspectivas para a economia estadual.

“Sergipe tem uma nova pauta de oportunidades para o comércio exterior. Temos novos produtos na pauta: a farinha de mandioca, os sucos de acerola e o abacaxi. Outra possibilidade é a participação da cadeia global de couros, que abastece dois polos importantes, Turquia e Nigéria”, afirma.

A diversificação é especialmente importante para reduzir a exposição da economia estadual às oscilações de preços e da demanda internacional por derivados da laranja. A abertura de novos mercados também pode estimular investimentos em processamento, armazenamento e logística, atividades fundamentais para transformar a produção agrícola em mercadorias com maior valor agregado.

O desafio para os próximos anos será ampliar a participação de outros produtos sem perder a competitividade conquistada pela citricultura. Para isso, a capacidade de industrialização, o atendimento às exigências sanitárias dos países compradores e a regularidade da oferta serão fatores decisivos.

Com mais de um quinto das exportações estaduais e participação majoritária no saldo comercial positivo, o agronegócio demonstra que sua importância para Sergipe vai além da produção dentro das propriedades rurais. O desempenho das vendas externas também movimenta a indústria, os transportes e os serviços, ampliando as oportunidades de geração de renda e desenvolvimento econômico no estado.

Fonte: Pensar Agro



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