Mato Grosso
Natasha reafirma compromisso de pagar RGA e aponta caminhos para garantir recursos
Mato Grosso
A candidata ao Governo de Mato Grosso, Doutora Natasha (PSD), reafirmou nesta sexta-feira (4) o compromisso de negociar e pagar as perdas acumuladas da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais. Em entrevista ao Jornal Cultura, da Rádio Cultura, ela afirmou que pretende abrir, já no primeiro dia de governo, uma mesa permanente de negociação com os sindicatos e demais entidades representativas do funcionalismo.
Servidora pública, Natasha defende que o Estado reconheça o passivo e estabeleça, em conjunto com os servidores, um cronograma de pagamento compatível com a capacidade financeira de Mato Grosso. Entre as alternativas está o parcelamento dos valores em comum acordo com as entidades sindicais.
“Não estamos dizendo que vamos retirar bilhões do orçamento de uma única vez e deixar Mato Grosso sem investir. Vamos sentar com os sindicatos, colocar os números na mesa e construir um cronograma que o Estado tenha condições de cumprir. Existe um passivo com os servidores e ele precisa ser enfrentado com responsabilidade”, afirmou.
As perdas acumuladas foram estimadas em estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a pedido da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso. Segundo os números apresentados pelas entidades sindicais, o custo estimado para a recomposição do passivo é de aproximadamente R$ 3 bilhões.
Ao explicar como pretende viabilizar o pagamento sem comprometer a capacidade de investimento do Estado, Natasha afirmou que a discussão passa também pela definição das prioridades para aplicação do dinheiro público. Como exemplo, citou o Parque Novo Mato Grosso.
“Precisamos discutir quais são as prioridades do Estado. O Parque Novo Mato Grosso, por exemplo, tem orçamento superior a R$ 2 bilhões. Governar é fazer escolhas e definir onde o dinheiro público será aplicado. Para nós, valorizar os servidores e garantir saúde, educação, segurança e infraestrutura são prioridades”, declarou.
A candidata também apontou o combate à corrupção, a auditoria de contratos e a recuperação de recursos públicos como medidas necessárias para melhorar a gestão e ampliar a capacidade de investimento do Estado. Durante a entrevista, Natasha mencionou o caso envolvendo a Oi (R$ 308 milhões) e as apurações realizadas pela CPI da Saúde (R$ 2 bilhões), que envolvem cifras elevadas e estão sob investigação.
“Temos casos envolvendo a Oi e tudo o que está sendo apurado pela CPI da Saúde, com valores muito altos sob investigação. Nosso governo vai auditar contratos, fortalecer os mecanismos de controle e investigar onde houver indícios de irregularidades. Sempre que ficar comprovado prejuízo aos cofres públicos, vamos buscar a recuperação desses recursos. Combater a corrupção e cuidar de cada real do dinheiro público também significa garantir que esse dinheiro chegue às prioridades da população”, afirmou Natasha.
Para a candidata, a valorização do funcionalismo não deve ser colocada em oposição à manutenção dos investimentos públicos. A proposta é distribuir o impacto da recomposição ao longo do tempo, por meio da negociação e do planejamento, enquanto o Estado revê gastos e prioridades.
“Não podemos tratar como se tivéssemos que escolher entre valorizar o servidor e fazer hospital, estrada, escola ou investir em segurança. O papel de quem governa é administrar, estabelecer prioridades e encontrar soluções. É isso que vamos fazer”, declarou.
Natasha reforçou que o compromisso não significa retirar R$ 3 bilhões do orçamento de uma única vez, mas reconhecer as perdas e construir uma solução negociada para a recomposição.
“Não se trata de fazer uma promessa irresponsável. Trata-se de reconhecer que existem perdas acumuladas e assumir a responsabilidade de enfrentá-las. No primeiro dia de governo vamos abrir essa discussão com os sindicatos e construir uma solução possível, responsável, transparente e que respeite os servidores”, concluiu.
Mato Grosso
Palestra aborda protocolo dos Bombeiros para vítimas de violência
O enfrentamento à violência contra a mulher e o fortalecimento da rede de proteção às vítimas estiveram em pauta na terça-feira (1º), durante palestra promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre o Procedimento Operacional Padrão (POP) do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso para o atendimento a mulheres em situação de violência. Ministrada pela tenente-coronel BM Karina Matos de Oliveira, a atividade integrou a programação da campanha Agosto da Segurança Institucional, coordenada pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI).O evento reuniu servidores do MPMT e estudantes do 2º semestre do curso de Direito da Faculdade Fasipe, no Auditório da Sede das Promotorias de Justiça da Capital. Além de apresentar os protocolos adotados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), a palestrante destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança pública e da disseminação de informações que contribuam para a prevenção e o enfrentamento da violência de gênero.Durante a exposição, a tenente-coronel abordou o papel estratégico do Corpo de Bombeiros no acolhimento e na proteção de mulheres vítimas de violência, ressaltando que os bombeiros frequentemente representam o primeiro contato da vítima com o poder público. Também chamou a atenção para o cenário preocupante dos casos de feminicídio em Mato Grosso, estado que lidera o ranking nacional pelo segundo ano consecutivo, e para a necessidade de um atendimento humanizado, qualificado e livre de revitimização.Outro destaque da palestra foi a apresentação das metas assumidas pelo CBMMT no âmbito do Plano Estadual de Metas de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que prevê a capacitação de grande parte do efetivo da corporação para o acolhimento especializado. A oficial detalhou ainda o fluxo de atendimento previsto no POP 10, desde o deslocamento das equipes até o registro da ocorrência, enfatizando práticas de escuta qualificada, preservação da privacidade, encaminhamento adequado das vítimas e utilização de ferramentas de proteção, como o aplicativo SOS Mulher.Segundo ela, a apresentação também buscou orientar sobre medidas de prevenção e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade, bem como sobre a atuação conjunta do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). “Precisamos cada vez mais falar sobre o tema e levar informação às mulheres e aos homens, para que saibam como agir diante de uma situação de violência”, ressaltou.O coordenador do CSI, promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou que a programação desenvolvida ao longo do mês buscou ampliar a cultura de prevenção e conscientização dentro da instituição. Segundo ele, os eventos tiveram o objetivo de capacitar e sensibilizar os integrantes do Ministério Público para temas relacionados à segurança institucional. “Fechamos hoje com a palestra sobre o atendimento às vítimas de violência, um tema de extrema relevância para a segurança como um todo”, afirmou, defendendo que a conscientização sobre o assunto permaneça presente durante todo o ano.A coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da Fasipe, Izabel Ferreira de Souza Barbosa, avaliou que a palestra representou uma importante oportunidade de aprendizado e reflexão para os acadêmicos. Segundo ela, discutir a violência de gênero em diferentes espaços fortalece a formação dos estudantes e amplia a conscientização sobre a responsabilidade social de cada cidadão. “O Ministério Público abrir essa porta para nós só nos faz agradecer. Foi uma experiência de grande valia e importância”, destacou.A estudante de Direito Heloísa Mayara enfatizou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve permanecer em evidência de forma contínua. Para ela, o debate permanente contribui para ampliar a conscientização da sociedade e fortalecer a proteção às vítimas. “É um assunto que precisa ser tratado sempre, porque conhecimento nunca é demais, especialmente quando falamos de um problema que continua acontecendo todos os dias”, afirmou.Também integrou a atividade uma apresentação das representantes do Espaço Caliandra, que compartilharam informações sobre os serviços oferecidos pela iniciativa e apresentaram o trabalho desenvolvido pelo Observatório Caliandra, voltado ao acompanhamento e à produção de dados relacionados à violência contra mulheres e grupos em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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