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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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OPERAÇÃO DO GAECO: 15 vereadores de Cuiabá e Várzea Grande são investigados por suspeita de corrupção e compra de votos

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Investigação apura suposta negociação de apoio político para eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande e pagamento de “mesadas” em troca de silêncio.**

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), uma operação que tem como alvos 15 vereadores de Mato Grosso, sendo 13 de Várzea Grande e dois de Cuiabá. A investigação apura suspeitas de corrupção, compra de votos e negociações irregulares envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.

Além dos parlamentares, uma servidora pública e um suplente de vereador também estão entre os investigados.

De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, o suposto esquema envolveria a negociação de votos e apoio político para definir o comando do Legislativo várzea-grandense. Os investigadores também apuram possíveis pagamentos de valores mensais, conhecidos como “mesadas”, que teriam sido utilizados para garantir o silêncio de envolvidos.

Durante a ação, equipes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Entre os materiais recolhidos estão aparelhos celulares, que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações.

### Disputa pelo comando da Câmara

A operação ocorre em meio aos desdobramentos da disputa pela presidência da Câmara Municipal de Várzea Grande, marcada pela tentativa de recondução de Wanderley Cerqueira ao comando da Casa Legislativa.

A eleição realizada em maio acabou sendo anulada por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliando a repercussão política e jurídica sobre a escolha da Mesa Diretora.

### Repercussão política

A investigação envolvendo 15 parlamentares das duas maiores cidades de Mato Grosso coloca o Legislativo municipal no centro de uma nova crise política.

O Gaeco busca esclarecer se houve utilização de vantagens financeiras para influenciar decisões parlamentares e garantir apoio dentro da Câmara.

As investigações seguem em andamento, e os envolvidos são considerados inocentes até eventual condenação definitiva. Até o momento, as suspeitas investigadas não representam comprovação de participação em crimes.

Matéria pronta para publicação, elaborada com base nas informações fornecidas. Recomendo confirmar os dados da operação com o Ministério Público antes da publicação.

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