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Posse do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial reforça compromisso com políticas de inclusão em Várzea Grande

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A nova diretoria executiva e os conselheiros do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (CMPIR) de Várzea Grande tomaram posse na manhã desta sexta-feira (24), durante cerimônia realizada no Centro Cultural da Orla Alameda. O evento reuniu representantes do poder público, movimentos sociais e da sociedade civil, marcando o início de um novo ciclo de atuação do colegiado na promoção de políticas públicas voltadas ao combate ao racismo, à valorização da diversidade e à garantia dos direitos da população negra no município.

Representando a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), a superintendente pedagógica Lezi Silva participou da solenidade e reafirmou o compromisso da pasta com a construção de uma educação mais inclusiva e antirracista.

Durante seu pronunciamento, Lezi destacou que a posse representa um momento de fortalecimento do diálogo e da participação social.

“Assumir a missão de integrar e conduzir um conselho como o CMPIR é aceitar o desafio de fortalecer o diálogo, ampliar a participação social e promover políticas públicas que enfrentem o racismo e todas as formas de discriminação. É um compromisso com a dignidade humana, com a justiça social e com a valorização da diversidade que constitui a identidade do nosso município.”

A superintendente também ressaltou o papel estratégico da educação na formação de cidadãos conscientes e no combate ao preconceito, enfatizando a importância da implementação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.

“A Secretaria Municipal de Educação reafirma sua disposição em caminhar ao lado do Conselho, fortalecendo ações que contribuam para a equidade, o respeito à diversidade e a garantia de oportunidades para todos”, afirmou.

Empossada como presidente do CMPIR, Janaína Xavier destacou que o Conselho é um importante instrumento de participação social e fiscalização das políticas públicas voltadas à população negra.

Segundo ela, o órgão foi criado para propor, acompanhar e cobrar ações efetivas nas áreas de combate ao racismo, promoção da igualdade racial, valorização das culturas afro-brasileiras, enfrentamento à intolerância religiosa, fortalecimento da educação antirracista, ampliação do acesso à saúde da população negra, geração de oportunidades e defesa dos direitos humanos.

Para Janaína, a principal missão do Conselho é garantir que a população negra de Várzea Grande seja tratada com dignidade, respeito e tenha seus direitos assegurados. Ela também ressaltou que o poder público pode contribuir ouvindo a população, dando espaço às demandas do Conselho e priorizando ações de combate ao racismo, ao preconceito e à intolerância religiosa.

A cerimônia também contou com a presença da superintendente de Cultura da SMECEL, Lu Arruda, reforçando o compromisso da Secretaria com a valorização da diversidade cultural e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à inclusão.

A abertura do evento foi marcada pela apresentação do percussionista Regis Gomes, que emocionou o público com um espetáculo inspirado na riqueza da cultura afrodescendente. Por meio dos tambores e ritmos tradicionais, o músico levou ao Centro Cultural da Orla Alameda uma celebração das raízes africanas e da importância da preservação da identidade cultural brasileira.

Com a posse da nova diretoria, o CMPIR inicia mais um ciclo de atuação voltado ao fortalecimento da participação social, da cidadania e da construção de políticas públicas que promovam uma Várzea Grande cada vez mais igualitária, respeitosa e comprometida com os direitos de todos os cidadãos.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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Horta escolar transforma plantio e colheita em aprendizado na zona rural de VG

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Aprender colocando a mão na terra, acompanhando o crescimento das plantas e descobrindo de onde vêm os alimentos que chegam à mesa. É dessa forma que os alunos da EMEB Benedito Abraão, localizada na região rural do Formigueiro, em Várzea Grande, participam de uma ação pedagógica que transforma os espaços da própria escola em ambientes de aprendizagem.

Desenvolvida regularmente ao longo do ano pela direção da unidade, em conjunto com professores, Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado (TDEEs), Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDIs) e demais profissionais, a iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).

A proposta envolve os estudantes em diferentes etapas, desde o plantio e os cuidados com a horta e os demais cultivos até a tão esperada colheita. Entre os alimentos produzidos na escola estão mandioca, abacaxi, abóbora, verduras e outros produtos que, depois de colhidos, também podem complementar as refeições servidas aos próprios alunos.

A atividade não tem uma data específica para acontecer. É a própria natureza que determina o calendário. Quando um alimento está pronto para ser retirado da terra ou colhido, a equipe aproveita o momento para transformar a experiência em uma atividade educativa.

Segundo a diretora da EMEB Benedito Abraão Nassarden, Rosalina Costa Santos, os alunos acompanham esse processo de perto.

“Não temos um dia específico, porque tudo depende do tempo de cada plantação. Temos mandioca, abacaxi, horta e outros cultivos. Quando percebemos que está pronto para colher, levamos as crianças e fazemos esse trabalho com elas. O abacaxi, por exemplo, foi plantado no começo do ano e agora começou a amadurecer. Então, assim que encontramos os frutos maduros, já fazemos a colheita com os alunos”, explicou a diretora.

A participação envolve principalmente estudantes do 3º, 4º e 5º anos do período matutino, mas o trabalho faz parte da rotina pedagógica da unidade e mobiliza toda a comunidade escolar. Em algumas atividades, até mesmo os pais dos alunos já participaram das ações de plantio e cultivo.

Por estar localizada na zona rural, a EMEB Benedito Abraão também utiliza a atividade para aproximar os conteúdos escolares da realidade vivenciada pelas crianças e suas famílias, valorizando os conhecimentos e as práticas presentes na própria comunidade.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destaca que experiências como essa fortalecem uma educação conectada à realidade dos estudantes.

“Quando a escola utiliza o ambiente onde a criança vive como parte do processo de aprendizagem, o conhecimento ganha ainda mais significado. Uma horta pode ensinar ciências, matemática, educação ambiental, alimentação saudável, cooperação e responsabilidade. Em uma unidade da zona rural, essa experiência também valoriza os saberes e a cultura da própria comunidade. É uma aprendizagem que ultrapassa a sala de aula e que as crianças levam para a vida”, ressaltou Maria Fernanda.

Colher, preparar e compartilhar

O resultado do trabalho também chega à cozinha da escola. Os alimentos produzidos são aproveitados pela própria unidade e ajudam a complementar as refeições oferecidas aos estudantes. Quando há mandioca disponível, por exemplo, as cozinheiras podem colher o alimento e utilizá-lo no preparo dos pratos.

A horta recebe cuidados constantes, inclusive com a participação dos estudantes, que ajudam no plantio e na manutenção dos cultivos. Assim, as crianças acompanham todo o percurso do alimento: do preparo da terra ao plantio, do crescimento à colheita e, finalmente, ao consumo.

Em algumas épocas, a produção chega a superar a quantidade necessária para o consumo na escola. Foi o que ocorreu com a plantação de abóboras.

“Neste ano tivemos uma colheita muito boa de abóbora. Produziu bastante e, além do que foi aproveitado aqui, as crianças puderam levar abóboras para casa. É muito gratificante porque eles plantam, acompanham, cuidam e depois veem o resultado de todo esse trabalho”, contou a diretora.

Para a SMECEL, ações como a desenvolvida na EMEB Benedito Abraão demonstram como atividades simples, conectadas ao cotidiano, podem se transformar em importantes ferramentas pedagógicas. Além de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e o respeito ao meio ambiente, a experiência estimula a autonomia, a curiosidade, a cooperação e o sentimento de pertencimento dos estudantes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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