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Nova MP poderá ser editada, se EUA confirmarem tarifaço

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O governo poderá editar uma nova Medida Provisória (MP) para apoiar empresas brasileiras caso os Estados Unidos confirmem a aplicação de novas tarifas sobre produtos nacionais. A informação foi dada nesta terça-feira (14) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que a medida será avaliada conforme os efeitos da eventual taxação sobre os setores exportadores.

Segundo o ministro, uma eventual MP seguiria modelo semelhante ao do programa Brasil Soberano, criado para mitigar impactos sobre empresas afetadas por barreiras comerciais.

“Não descarto, porque a gente precisa proteger as nossas empresas e os nossos empresários. Mas isso vai ser feito com muita cautela, para que a gente avalie qual é de fato o impacto que isso trará às empresas brasileiras”, afirmou o ministro, após retornar de reunião na Casa Civil.

Ação cautelosa

Durigan ressaltou que o governo ainda aguarda a definição dos Estados Unidos antes de anunciar qualquer medida. De acordo com ele, as negociações são conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério das Relações Exteriores.

O ministro afirmou que, caso as tarifas sejam confirmadas, o governo pretende identificar os segmentos mais atingidos e dialogar com representantes do setor produtivo antes de definir ações de apoio.

“Vamos avaliar se de fato se confirma mais essa medida despropositada, identificar os setores afetados e discutir quais medidas eventualmente poderão ser propostas”, disse.

Reciprocidade

Além de uma eventual MP, Durigan afirmou que o governo também considera retomar os procedimentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada para permitir respostas a barreiras comerciais impostas por outros países.

Segundo ele, o processo havia sido suspenso após a redução das tensões comerciais, mas poderá ser retomado após consulta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“É provável que, uma vez consultado o presidente Lula, a gente retome o processo de reciprocidade”, afirmou.

Tarifa sob análise

Os Estados Unidos avaliam a adoção de uma tarifa adicional de até 25% sobre produtos brasileiros após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos.

Além disso, autoridades americanas discutem uma tarifa adicional de 12,5% relacionada a denúncias envolvendo condições de trabalho no Brasil. Caso ambas as medidas sejam implementadas, alguns produtos brasileiros poderão enfrentar sobretaxas de até 37,5%.

Negociações abertas

Apesar do aumento das tensões comerciais entre os dois países, as negociações permanecem em andamento. O governo brasileiro busca ampliar a lista de produtos que poderão ficar isentos das tarifas e acompanha a consulta pública aberta pelo governo norte-americano antes da decisão final.

Segundo Durigan, o Executivo ainda não recebeu qualquer informação antecipada sobre o resultado da investigação conduzida pelo USTR e seguirá monitorando o processo antes de anunciar eventuais medidas de apoio ao setor produtivo.



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Dólar cai para R$ 5,07, no menor nível em um mês

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O dólar fechou abaixo de R$ 5,10 pela primeira vez em um mês, enquanto a Bolsa brasileira avançou e o petróleo voltou a subir nesta terça-feira (14). Os mercados reagiram principalmente à divulgação da inflação dos Estados Unidos, que veio abaixo das expectativas.

Os dados de inflação reduziram as apostas de alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos). Ao mesmo tempo, a permanência das tensões no Oriente Médio manteve o petróleo em alta.

O dólar comercial caiu 1,12% e encerrou o dia cotado a R$ 5,074, menor fechamento desde 15 de junho. No acumulado de 2026, a moeda americana registra queda de 7,56% em relação ao real.

A desvalorização acompanhou o movimento global da moeda americana após o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos surpreender positivamente. O indicador registrou deflação de 0,4% em junho, acima da expectativa de índice negativo de 0,1%, enquanto a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,5%, também abaixo das projeções.

Com os números, investidores reduziram as apostas de uma nova alta dos juros americanos no curto prazo. Isso enfraqueceu o dólar em relação às principais moedas do mundo, favorecendo divisas de países emergentes, como o real.

O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas fortes, caiu 0,35%.

Bolsa avança

Principal índice da B3, o Ibovespa fechou em alta de 0,51%, aos 176.641 pontos. O indicador recuperou o patamar dos 176 mil pontos após o recuo da véspera.

O principal fator de sustentação foi o alívio nas expectativas para os juros nos Estados Unidos, cenário que tende a beneficiar mercados emergentes como o Brasil.

Petróleo sobe

Os preços do petróleo registraram nova alta e alcançaram o maior nível em cerca de um mês, impulsionados pela continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã.

O barril do Brent, referência internacional, avançou 1,72%, para US$ 84,73. O petróleo WTI, do Texas, subiu 1,53%, encerrando o dia cotado a US$ 79,34.

Os preços seguem pressionados pelos riscos de interrupção da oferta mundial após o restabelecimento do bloqueio naval americano ao Irã e pelas incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.

Apesar da alta do petróleo, o avanço foi limitado pela avaliação de que preços elevados da energia podem pressionar a inflação global e reduzir o ritmo de crescimento econômico, afetando a demanda por petróleo nos próximos meses.

* com informações da Reuters



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